Ao chegarem à sede da Petrobras, os manifestantes realizaram um abraço simbólico e cantaram o Hino Nacional na porta do edifício. Em seguida, gritaram "viva Dilma". Após alguns minutos na frente do prédio, alguns manifestantes voltaram para a Cinelândia. Outros continuaram no local.
Presente ao ato, o presidente da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro, Wadih Damous, disse que foi para a manifestação na condição de cidadão comum, em defesa da Petrobras, o orgulho do povo brasileiro, e do Estado Democrático de Direito. "As pessoas estão vindo aqui porque estão preocupadas com o que está acontecendo no país. Existe um cenário de intolerância política, existe um cenário com ingredientes de viés nitidamente golpista. Não é pelo fato de existir a figura do impeachment na Constituição da República que se pode sair por aí pedindo impeachment. Impeachment é algo muito específico, e a Constituição estabelece quais são os requisitos para se pedir impeachment. Não se vai à rua, como quem vai à praia, para pedir impeachment", afirmou Damous.
O presidente do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, também participou do ato, e se disse "feliz por essa jornada cívica pelo país". Stedile, no entanto, frisou que está no ato "convocado pelo MST".
O presidente do MST, que vem ocupando e bloqueando diversas rodovias pelo Brasil, Stédile frisou que os casos de corrupção na Petrobras não são novidade e que "quem roubou tem que ir para a cadeia". "Os ricos também roubam", completou, irônico.
Na Bahia, a marcha das mulheres, que acontece anualmente pelo direito das mulheres e pelo aumento da participação feminina na política, se juntou ao movimento das frentes sindicais. Cerca de 1.200 manifestantes caminharam pelas ruas de Salvador, segundo informa a PM. O ato se concentrou em frente à sede da Petrobras e terminou por volta das 18h15.
Em São Paulo, a chuva caiu forte, mas os manifestantes continuaram a caminhar em direção à Praça da República. A Central Única de Trabalhadores (CUT) estima que cerca de 100 mil pessoas tenham participado do ato na cidade. A concentração começou às 10h e saiu às 16h, percorrendo toda a Avenida Paulista.
Em Vitória, no Espirito Santo, manifestantes em defesa da Petrobras saíram da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) por volta das 17h20, desta terça-feira. O ato pedia a valorização da estatal, a reforma política e o fim das medidas provisórias que alteram as leis trabalhistas. Houve congestionamentos em algumas vias da cidade, mas a Secretaria de Segurança Pública não registrou nenhum tipo de tumulto durante o período da manifestação. A CUT estimou que cerca de 2.000 pessoas teriam participado da manifestação.
No Recife, 2000 participantes (segundo a CUT) seguiram pela Rua do Hospício em direção à Avenida Conde da Boa Vista.
Em Goiânia, cerca de 300 trabalhadores (segundo a CUT, e 100 de acordo com a PM) se reuniram na Praça Cívica.
No Paraná, 200 pessoas se reuniram em Araucária (diz a PRF).
No Mato Grosso do Sul, a manifestação acontece na Praça do Rádio Clube, em Campo Grande.
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