Aguiaemrumo Romulo Sanches
#Fé #agro #índio #EleNão #surdos #oração #gratidão #notícias #abcnews #bbcnews #nbcnews #caminhoneiros #romulosanches #bolsonaroemcasa #justicacachorroorelha
#Fé #agro #índio #EleNão #surdos #oração #gratidão #notícias #abcnews #bbcnews #nbcnews #caminhoneiros #romulosanches #bolsonaroemcasa #justicacachorroorelha
Pega a visão:
A Lynas Rare Earths anunciou a compra da Meteoric Resources por R$ 3,5 bilhões, garantindo o controle do Projeto Caldeira em Minas Gerais, considerado o maior depósito de terras raras em argilas iônicas fora da China. O movimento reforça Minas Gerais como polo estratégico global de minerais críticos e abre espaço para projetos como o Ruscher, em Araxá, que já identificou 15 dos 17 elementos de terras raras.
Principais pontos da transação Lynas/Meteoric
- Valor da operação: R$ 3,5 bilhões (A$ 968 milhões).
- Localização: Projeto Caldeira, Minas Gerais.
- Recursos estimados: 128 milhões de toneladas, incluindo 802 mil toneladas de óxidos de neodímio e praseodímio (NdPr) e 41 mil toneladas de disprósio e térbio (DyTb).
- Investimento adicional previsto: mais de US$ 500 milhões (R$ 2,6 bilhões) para desenvolvimento.
- Produção estimada: 3.862 toneladas/ano de NdPr e 127 toneladas/ano de DyTb.
- Regulação: depende da aprovação de acionistas, órgãos reguladores e da nova lei de minerais críticos no Brasil.
🌍 Contexto estratégico
- Brasil possui a segunda maior reserva mundial de terras raras, atrás apenas da China.
- China concentra 70% da produção global, o que motiva EUA e União Europeia a buscar alternativas.
- Interesse internacional crescente: além da Lynas, a americana USA Rare Earth investiu US$ 1,55 bilhão na compra da Serra Verde (Goiás), com apoio de US$ 750 milhões do governo dos EUA.
Relevância do Projeto Ruscher (Araxá – MG)
- Área: 8.000 hectares de direitos minerários.
- Elementos identificados: 15 dos 17 terras raras, além de grafite, nióbio (pirocloro), fosfato, quartzito e pedras ornamentais.
- Potencial tecnológico: grafite com possibilidade de produção de grafeno.
- Proximidade estratégica: vizinho de operações consolidadas da CBMM (nióbio) e da Mosaic (fosfato).
- Avanço técnico: relatórios já protocolados na ANM e possibilidade de certificações internacionais (JORC, NI 43-101).
Riscos e desafios
- Licenciamento ambiental: projetos como o Caldeira ficam próximos a áreas de proteção ambiental, exigindo rigor regulatório.
- Dependência de aprovação regulatória: nova lei de minerais críticos exige homologação para mudanças de controle.
- Mercado volátil: preços de terras raras variam bastante (ex.: térbio pode superar €850/kg ≈ R$ 5.000/kg).
📈 Conclusão
O anúncio da Lynas valida o potencial de Minas Gerais como hub global de minerais críticos. Projetos como o Ruscher em Araxá ganham relevância estratégica por já apresentarem resultados sólidos e estarem próximos de operações internacionais reconhecidas. Esse ambiente cria oportunidades para novos investimentos e parcerias, mas também exige atenção a licenciamento e regulação.