sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

PMDB ameaça antecipar convenção da legenda para romper com o governo Ala liderada por Eduardo Cunha quer antecipar convenção da legenda para definir desembarque

 postado em 11/12/2015 07:09 / atualizado em 11/12/2015 08:03
 Alex Ferreira/Câmara dos Deputados


Diante da estratégia governista para tentar reconduzir à função o ex-líder do PMDB, Leonardo Picciani, uma ala expressiva do partido, ligada ao presidente da Casa, Eduardo Cunha, ameaça antecipar a convenção da legenda para aprovar o rompimento oficial entre PT e PMDB. O encontro estava marcado para março, no entanto, diante do clima beligerante, alguns integrantes da sigla dizem que já têm assinaturas necessárias para fazer a deliberação coletiva em janeiro ou até mesmo perto do Natal.

“Estão querendo transformar o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) em Partido do Motel Democrático Brasileiro. A presidente Dilma está articulando para tirar deputados de outras legendas, como o PR, para se filiarem temporariamente ao PMDB. O objetivo é angariar assinaturas para a volta de Picciani”, afirmou o deputado Lúcio Vieira Lima, um dos principais articuladores do movimento pró-impeachment no Congresso.

“Já temos assinaturas necessárias para fazer a convocação extraordinária da nossa convenção. Nesse caso, a pauta seria específica: rompimento com o governo. A antecipação não era o nosso objetivo, mas, se nos obrigarem a isso, vamos fazer”, declarou. Ele afirmou que o novo líder partidário já estuda algumas possibilidades para barrar o movimento de recondução de Picciani. “Se ele tiver as assinaturas necessárias para voltar a ser líder, que apresente. Mas não vamos aceitar nenhum tipo de ingerência do Planalto no nosso partido. Estamos estudando a possibilidade de que qualquer nova filiação só seja aprovada após chancela da Executiva Nacional”, afirmou.

O grupo de rebeldes peemedebistas, responsável pela primeira derrota da presidente Dilma Rousseff na batalha do impeachment, está em sintonia com o vice-presidente da República, Michel Temer.

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