postado em 29/12/2015 06:10
Lesões nas cartilagens causam dores intensas e são de difícil tratamento. A ciência busca a cada dia descobrir novos métodos para recuperar pacientes. Uma das técnicas mais recentes utiliza membrana elaborada a partir do colágeno sintetizado do porco (leia Para saber mais). O bancário Marcelo Labuto, 44 anos, é o primeiro brasiliense a ser submetido ao modelo de reconstrução do tecido. O morador do Sudoeste se recupera do procedimento realizado na quarta-feira. No Brasil, o padrão cirúrgico chegou há três meses.
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O ortopedista Marcus Montenegro, especialista em traumatologia esportiva e integrante da Internacional Cartilage Repair Society (ICRS), foi o primeiro médico a realizar o procedimento na capital federal. A técnica é menos invasiva e de etapa única, ou seja, o paciente vai ao centro cirúrgico apenas uma vez. Resultado rápido e eficaz. “Antes, não havia opções de tratamento e se fazia uma cirurgia em que o resultado não era muito bom, porque não conseguíamos recuperar a cartilagem. Agora, com a membrana, os ortopedistas conseguirão regenerar a cartilagem”, explica Montenegro.
Recuperação
Seis medicamentos fazem parte da rotina de Marcelo. São anti-inflamatórios e drogas para controlar a dor. Ontem, ele ainda usava um imobilizador e caminhava com a ajuda de muletas pelo apartamento na Quadra 302 do Sudoeste. Nos 10 primeiros dias, o pé direito não pôde ser colocado no chão. Recuperação total, só daqui a seis meses. “Mesmo assim, o processo é mais rápido que o dos procedimentos mais antigos. Eu espero me recuperar logo para voltar às minhas atividades. Vou passar por algumas sessões de fisioterapia”, ressalta.
A literatura médica recomenda que o precedimento seja realizado em pessoas de até 50 anos. Segundo o especialista, a cirurgia repara até mesmo as lesões mais graves, como a condropatia. “Com a nova técnica, é possível regenerar a cartilagem articular. Antes, tampávamos os buracos da cartilagem com tecido fibrótico. A médio prazo, o paciente sentia dores novamente. A previsão agora é que as pessoas não voltem a sentir os desconfortos”, completa.
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