Antes de matar os reféns, o Estado Islâmico dá-lhes nomes árabes e submete-os a várias simulações . A ideia é simples, de acordo um antigo membro grupo, em revelações à Sky News: desta forma, quando for a sério, os reféns já não estão à espera de morrer e parecem mais tranquilos nos vídeos em que apelam aos respetivos países de origem pela sua libertação.
"Saleh", como se identificou o antigo militante, conta que o seu papel no grupo era o de tranquilizar os reféns, assegurando-lhes que não corriam perigo de vida.
O turco para quem trabalhava diretamente dava-lhe as instruções: "Diz-lhes, está tudo bem, é só um vídeo, não te matamos, queremos que o teu governo pare de atacar a Síria. Não temos nada contra ti. És só um visitante." "Mas eu tinha a certeza que eles iam morrer", conclui Saleh.
Durante as execuções encenadas, os sequestradores podem "levantar a voz, mas sem bater. Durante todo o tempo dizem-lhe que é um ensaio, para não ter medo".
Quanto aos nomes árebes, serviriam o mesmo propósito: "convencê-los de que estavam entre amigos para os acalmar".
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