Após reunião de Coordenação Política, realizada na manhã desta segunda-feira (3) no Palácio do Planalto, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, explicou, em coletiva de imprensa, que o contingenciamento dos gastos do governo no orçamento para 2015 preservará os programas prioritários. De acordo com ela, a própria presidente Dilma Rousseff vai avaliar a manutenção desses programas antes dos cortes.
"A presidenta foi enfática ao dizer que a programação dos gastos após o orçamento aprovado e sancionado que os ministérios deverão levantar as suas prioridades máximas que ela pessoalmente vai avaliar, não será um corte puro e simplesmente cego. Os programas prioritários deverão ser avaliados por ela e escolhidos pessoalmente antes do corte", garantiu a ministra.
“A presidenta colocou a importância do reequilíbrio fiscal do atingimento da meta e que isso vai requerer um contingenciamento e nós vamos agora definir o valor global e qual é a distribuição desse contingenciamento por ministérios. Vamos anunciar isso quando colocarmos no decreto de programação orçamentária para o resto do ano”, afirmou Barbosa.
Concessões serão ampliadas
“O processo de concessão continua e vai ser ampliado. Junto com a ponte foram lançadas quatro rodovias, cujos estudos serão entregues ao governo federal ao longo de abril e nós esperamos viabilizar o leilão até o final do ano. Em adição a isso, nós estamos trabalhando com o Ministério dos Transportes identificando outras rodovias que podem ser objeto de concessão. A ideia é chamar estudos do setor privado para pelo menos mais seis rodovias”, disse.
Participaram do encontro desta segunda-feira (23) os ministros da Casa Civil, Aloizio Mercadante; da Secretaria de Relações Institucionais, Pepe Vargas; da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto; das Cidades, Gilberto Kassab; da Agricultura, Kátia Abreu; de Minas e Energia, Eduardo Braga; da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha; da Defesa, Jaques Wagner; além do assessor especial de Dilma, Giles Azevedo. A reunião começou por volta das 9h.
Na última segunda-feira (16), a reunião foi convocada para avaliar os protestos do dia 15 de março, em que manifestantes pediram a saída da presidente Dilma, entre outras reivindicações. Na ocasião, os ministros de Minas e Energia, Eduardo Braga, e da Justiça, José Eduardo Cardozo, foram escalados para comentar as manifestações em nome da presidenta e reafirmaram que o governo reconhece a legitimidade dos protestos e está aberto ao diálogo.
Esta semana, Dilma deve indicar um novo ministro da Educação, após a demissão de Cid Gomes, na última quarta-feira (18). O ministro se envolveu em uma polêmica com o Congresso Nacional e disse que deixou o governo para evitar constrangimentos do Planalto com a base aliada.
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