TEN POLIGLOTA 2012 - PMDF - CBMDF |
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Posted: 05 Mar 2015 07:01 PM PST
Nunca esta pergunta, parte de uma música famosa do grupo Legião Urbana, se mostrou tão apropriada para descrever o Brasil como nos dias atuais.
Desmandos da parte dos ocupantes maiores do Poder Político Nacional, em todos os níveis (Federal, Estadual/Distrital/Municipal), acontecem numa velocidade estonteante e numa quantidade tamanha que não se sabe onde mais vai ter fim.
O pior, junto a tais desmandos vêm uma perda de valores tamanha que não se sabe mais o que é certo o que é errado, o que é legal ou ilegal.
Vamos a um exemplo recente ocorrido em plena Capital da República que se diz democrática.
Em matéria veiculada no site denominado “G/1” das organizações Globo, em 05 de março de 2015 (http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2015/03/chefe-do-batalhao-de-transito-deixa-cargo-apos-buzinaco-na-esplanada.html), encontramos a seguinte manchete:
“Chefe do batalhão de trânsito deixa cargo após 'buzinaço' na Esplanada
PM diz que comandante colocou 'cargo à disposição' e que avalia saída.
Policial afirma que homem foi exonerado; caminhões fizeram comboio.” (sic)
Lendo-se a matéria, verifica-se que tal ocorreu devido a um protesto realizados por determinado número de caminhoneiros em Brasília, nas proximidades do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto.
Contudo, mesmo sendo induzido pela manchete a se achar que o Comandante do Batalhão de Trânsito possa ter cometido alguma violência, ameaça, ou arbitrariedade, verifica-se nas entre linhas da reportagem que o mesmo “foi exonerado” ou “solicitou sua exoneração”, justamente por ter permitido o pleno exercício da cidadania, consubstanciado num protesto de determinada categoria que se mostra insatisfeita com os rumos tomados pelos(as) atuais ocupantes do Poder Maior do País. Como se chega a esta conclusão?
Tomando-se por base um próprio trecho da reportagem que diz:
(...) “Um membro do batalhão informou à reportagem que Soares foi exonerado e negou que ele tenha colocado o cargo à disposição. Segundo o servidor, após os caminhoneiros fazerem a carreata Soares foi chamado pelo comandante-geral da PM, coronel Florisvaldo César, para dar explicações sobre o motivo da liberação do deslocamento dos caminhoneiros.
Ainda de acordo com o policial, o comandante-geral afirmou que Soares descumpriu um acordo entre o GDF e o governo federal de que os caminhoneiros não poderiam sair do estacionamento do estádio. O G1procurou o GDF, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.” (grifo)
Ou seja, existe uma suspeita ou possibilidade de que o mesmo tenha sido exonerado porque “descumpriu um acordo entre o GDF e o governo federal de que os caminhoneiros não poderiam sair do estacionamento do estádio”, mesmo que em tal protesto, embora de forma estrondosa (pelo acionamento de buzinas de caminhões de forma simultânea), não se tenha registrado nenhum incidente que indicasse violência, truculência ou arbitrariedade da parte de nenhum dos policiais que ali estavam administrando a legítima manifestação democrática.
Isto faz muito sentido se for lembrado que, noutras manifestações havidas em plena Esplanada dos Ministérios, notadamente as ocorridas em 2013, graças à ação dos chamados “vândalos” ou “Black Blocs”, mesmo com a existência de confrontos entre estes e à PMDF, nenhum comandante de Batalhão à época perdeu seu cargo, pediu exoneração ou foi removido.
Lembre-se ainda dos confrontos havidos entre “índios” e Policiais Militares em maio de 2014, quando os primeiros buscaram interromper à visitação a Taça do Mundo da FIFA aqui exposta (http://oglobo.globo.com/brasil/indios-manifestantes-entram-em-confronto-com-policiais-em-brasilia-12618379).
Naquela ocasião, mesmo com policiais militares sendo alvejados por flechas, sendo lesionados a golpe de tacape, bordunas e com “indígenas” sendo presos, nenhum Comandante de Batalhão foi afastado, pelo contrário, em matéria veiculada no Jornal O Globo de 27 de maio de 2014 (mesmo link citado no parágrafo anterior) encontra-se:
Em nota, o governo do Distrito Federal (GDF) informou que a Secretaria de Segurança Pública "agiu estritamente dentro do protocolo previsto em casos de manifestações". Segundo o GDF, a operação foi eficiente, preservou a integridade física dos manifestantes e protegeu o grande público, "especialmente crianças, estudantes e idosos que estavam no evento de visitação à Taça da Copa do Mundo". Informou ainda que a manifestação "teve de ser contida no limite estabelecido para segurança dos visitantes". De acordo com o GDF, os policiais não usaram armas letais.
Coincidência ou não, em 2014, o (des) governo do Distrito Federal era ocupado pelo mesmo partido do atual (des)governo federal e, frise-se, a manifestação havida em 2014 era contra a Copa do Mundo que, segundo os mesmos dirigentes deste mesmo partido político, “deixaria imenso legado para o País”. Talvez aqui tenha-se usado um tempo verbal para o verbo “Deixar” de forma equivocada uma vez que, além de perdermos a Copa de forma vexatória, nenhum “legado” ainda foi deixado!
Voltando ao episódio do “buzinaço”, algumas perguntas não podem calar.
Na hipótese de que o Comandante do Batalhão de trânsito tenha sido exonerado pelo descumprimento do acordo que dizia “os caminhoneiros não poderiam sair do estacionamento do estádio”, pergunta-se:
1) Quem é a Presidência da República para determinar tal medida?
2) Não vivemos num Estado Democrático de Direito onde, salvo engano, a Constituição prevê ser livre e legítimo o Direito de Manifestação, vedada a violência?
3) O partido que está no Poder hoje não é o mesmo daquele ex-presidente que disse ter um exército de sem-terra para defender a democracia?
4) Finalmente, o tal partido que está no Poder, não é o mesmo que se diz defensor ferrenho de todos os princípios Democráticos?
5) Onde estaria o Ministério Público, principalmente o Militar (que tem como competência os Policiais e Bombeiros Militares do DF) que não busca verificar a possível ilegalidade cometida pelo Comandante Geral da PMDF contra um seu subordinado?
6) O Comandante Geral da PMDF, aceitando a exoneração ilegal imposta (?) pela esfera federal do Poder, não estaria cometendo um abuso de autoridade?
7) E o governador Rolemberg? Sabia disso? Foi conivente? Aceitou a imposição Federal?
Por fim, tem-se que a busca de tais respostas talvez nos mostre o quanto este País está se perdendo em termos de valores.
Sem ordem e sem cumprimento da Lei, seja por quem for, do maior mandatário, seja pelo cidadão mais humilde, só restará mais uma pergunta:
QUE PAÍS É ESTE?
Por Poliglota... (Foto: Vianey Bentes/TV Globo)
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Posted: 05 Mar 2015 01:30 AM PST
Conseguimos atingir uma marca expressiva tão somente com dois anos e oito meses de existência.
Essa marca é fruto de um trabalho digno, responsável e dedicado a uma causa nobre: A NOSSA CLASSE.
Dedico a cada um de nossos leitores, anônimos ou não, essa vitória e que Deus nos permita continuar esse trabalho da mesma forma que humildemente começamos: Com a VERDADE e TRANSPARÊNCIA.
Muito obrigado,
Poliglota...
BANCADA DA BALA dá logo seu recado
A bancada da bala voltou com força total. As demandas desse valoroso grupo já começam a ser discutidas no Congresso Nacional e apesar do nome sugestivo, o nome oficial é Frente Parlamentar da Segurança Pública. Uma das principais propostas será aprovar o fim da chamada maioridade penal, hoje em 18 anos, como prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A questão agora é mais profunda e enérgica, ou seja, reduzir para 16 ou 14 anos é coisa do passado, agora a meta é o fim de qualquer limite mínimo de idade para responsabilizar criminalmente uma criança e adolescente que comete algum delito.
Ouvido pelo G1, o deputado Alberto Fraga disse: “Na Europa e na América do Norte, bem como na América do Sul, o menor é responsabilizado. Países como Alemanha, Espanha e França possuem idades de início da responsabilidade penal juvenil aos 14, 12 e 13 anos.”
Durante a reunião da Frente, disse sobre o nome bancada da bala, se é uma denominação que o agrada Respondeu: “Eu gosto do nome bancada da bala”
Além do deputado mais eleito pelo DF, outro campeão de votos de seu estado é o Delegado Waldir (PSDB-GO), da Polícia Civil, com o número 4500, “45 do calibre do revólver e 00 da algema”.
Sobre a maioridade penal, disse: “Essa discussão está ultrapassada. O melhor modelo é o americano e o inglês. Se o jovem tem o conhecimento que a conduta é ilícita, responde por essa conduta. Não interessa a idade. Não se vê nesses países manifestação do pessoal dos direitos humanos porque um adolescente foi preso se matou uma ou duas pessoas”.
Outro objetivo da bancada é restringir os benefícios dos presos e acabar com os “saidões”, quando os detentos ganham direito de sair da prisão em datas especiais, como o Natal. O fim das visitas íntimas também será discutido. Outra proposta é reduzir a burocracia e facilitar o acesso ao porte de arma para as pessoas de bem.
A bancada é otimista quanto a outro objetivo, querem fazer a maioria na Comissão de Direitos Humanos e eleger um de seus representantes presidente desse colegiado. A comissão tem uma parcialidade no trato com os agentes de segurança pública e tem uma tendência histórica de se solidarizar muito mais com a repressão policial do que com as vítimas da violência criminosa.
O momento é ímpar, pois o grupo conta com 21 deputados egressos de corporações policiais e militares. Farão ainda um site próprio para defenderem suas posições, utilizarão uma rede de comunicação no “Whatsapp” entre eles e mobilização no plenário para facilitar a mobilização interna.
Jair Bonsonaro, um deputado compromissado com as mudanças e ferrenho crítico da esquerda política, diz que o apoio mútuo é de suma importância para o sucesso do grupo. Bolsonaro não esconde o desejo de ser presidente da referida comissão, que outrora perdeu por apenas um voto, numa campanha maciça dos esquerdistas contra seu objetivo.
“Se eu ganhar, o povo vai sentir saudade do Marco Feliciano (PSC-SP)” — disse, se referindo ao polêmico ex-presidente da comissão.
Na discussão, sobre a redução da idade penal, apontaram as dificuldades.
“Há mais de 30 projetos desses aqui, mas o Luiz Couto (PT-PB) é o relator e, não adianta, a coisa não anda”, disse o coordenador do grupo, João Campos (PSDB-GO), também delegado da Polícia Civil. Couto é um militante dos direitos humanos.
O Delegado Edson Moreira (PTN-MG) endossou o apoio à redução.
“Na Bolívia, a idade penal é 11 anos. Um absurdo. Um país bem mais atrasado que o nosso”.
Ao falarem de proteção aos agentes de segurança pública, Bolsonaro lembrou a morte de um cabo do Exército, em dezembro, que atuava na força de pacificação no complexo das favelas da Maré, no Rio.
“Essa história de soldado engajado contra o crime organizado… Atirar e sair é outra história. Agora, ter que ficar lá?! Não dá! Mataram um cabo na Maré e não houve resposta. Tem que ser na porrada. Tem que ser na bala!”afirmou Bolsonaro, acompanhado por Alberto Fraga.
“Na bala. É a única linguagem que eles entendem.”
PERMANÊNCIA DO AUTO DE RESITÊNCIA
A bancada quer barrar também a votação do projeto que acaba com o auto de resistência, pronto para ser votado no plenário. O projeto acaba com a possibilidade de as lesões decorrentes de ações policiais serem justificadas por meio de auto de resistência, alegando que o policial estava se defendendo.
“Isso é um absurdo. Um de nós tem que ser relator disso aí”, disse o delegado Edson Moreira.
Sobre serem chamados de “Bancada da Bala”, Major Olímpio declarou: “Não gosto desse nome! Não sou financiado pela indústria da bala “.
Fraga aproveitou pra dizer com ênfase: “Eu gosto!”
Enquanto a esquerda política no Brasil tenta colocar o estado num afrouxamento das sansões a delinquentes e diminuição do poder policial, a sociedade deixa claro, com a eleição destes parlamentares que tiveram como slogan todas as propostas citadas acima, que há um clima de insatisfação com a tamanha evolução da insegurança e impunidade.
Fonte: Blog Somos Heróis
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