Para comemorar o aniversário de 90 anos do Sindicato, ouvimos de todos histórias de determinação, engajamento, dedicação e, mais do que tudo, amor à luta pela classe trabalhadora brasileira. Desde os tempos da ditadura, passando pela redemocratização, criações da CUT e do PT, pelos massacrantes anos do neoliberalismo, desembocando nos desafios do atual governo popular e democrático.
Abaixo, as entrevistas ficam à disposição dos bancários, sendo colocadas semanalmente, começando por Juvandia Moreira. São palavras valiosissimas, recheadas de experiências particulares e coletivas únicas na mobilização da sociedade em nome de um país mais justo.
Augusto Campos (1979 a 1985)
Uma nova forma de sindicalismo
Retomada do Sindicato, no final dos anos 1970, foi resultado da união de diversos bancários que lutaram para romper com modelo e estrutura sindical vigente e impulsionar categoria para obter novas conquistas
Luiz Gushiken (1985 a 1988)
Abaixo à ditadura e pelas liberdades democráticas
São Paulo - Funcionário do antigo Banespa, hoje controlado pelo Santander, Luiz Gushiken sucedeu Augusto Campos na direção do Sindicato após a retomada.
A primeira experiência foi como cipeiro. “A agência passava por reforma e eu infernizava a vida do gerente para que os trabalhadores não ficassem expostos à sujeira e ao barulho. Acredito que essa primeira experiência tenha sido o embrião sobre o que faria mais tarde”, lembra.
Foi durante uma assembleia com funcionários do extinto Comind (Banco do Comércio e Indústria) que diz ter sido pego de surpresa por um colega que lançou sua candidatura a deputado federal constituinte. Foi eleito e ocupou cadeira na Câmara dos Deputados por três mandatos consecutivos (1987- 1998). Gushiken foi chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Leia a íntegra da entrevista
Foi durante uma assembleia com funcionários do extinto Comind (Banco do Comércio e Indústria) que diz ter sido pego de surpresa por um colega que lançou sua candidatura a deputado federal constituinte. Foi eleito e ocupou cadeira na Câmara dos Deputados por três mandatos consecutivos (1987- 1998). Gushiken foi chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Leia a íntegra da entrevista
Gilmar Carneiro (1988 a 1994)
“Se perder a ousadia é melhor ir embora”
Ricardo Berzoini (1994 a 2000)
Do restaurante ao Congresso Nacional
“Nenhuma escola ou faculdade permitiria aprender tanto como no Sindicato. A luta pelos direitos dos trabalhadores durante os anos neoliberais do governo FHC foi uma experiência única”
São Paulo - Ricardo Berzoini ingressou no Banco do Brasil em 1978. A ideia inicial era conciliar o trabalho bancário com a faculdade, mas ele foi “ficando, ficando”. Na greve geral de 1983, que acabou com o Sindicato sofrendo intervenção, Berzoini iniciou de vez sua luta junto aos bancários na organização da greve no Centro de Comunicações e Serviços, conhecido como Cesec – atual Complexo Verbo Divino. Leia a íntegra da entrevista
João Vaccari Neto (2000 a 2005)
Da resistência ao governo popular
São Paulo - Maio de 1978. A oposição bancária se organizava para uma greve em meio à ditadura e João Vaccari Neto passou no concurso para trabalhar como escriturário no Banespa, situado à época na Praça do Patriarca. Aos 19 anos tinha deixado sua cidade, Lucélia, região do centro-oeste paulista, para trabalhar na capital.
“Assim que entrei na agência conheci inúmeros militantes resistentes à ditadura militar. Eu já gostava desse embate político. Então veio a convivência com eles, os debates em assembleias e a luta para tirar a pelegada do Sindicato”, lembra, ao destacar que já em 1978 participou do processo junto à oposição para conquistar o Sindicato, conhecido na história da entidade como “a retomada”. Leia a íntegra da entrevista
“Assim que entrei na agência conheci inúmeros militantes resistentes à ditadura militar. Eu já gostava desse embate político. Então veio a convivência com eles, os debates em assembleias e a luta para tirar a pelegada do Sindicato”, lembra, ao destacar que já em 1978 participou do processo junto à oposição para conquistar o Sindicato, conhecido na história da entidade como “a retomada”. Leia a íntegra da entrevista
Luiz Cláudio Marcolino (2005 a 2011)
Do movimento estudantil ao parlamento
Deputado estadual Luiz Cláudio Marcolino fala sobre prazer e desafio de presidir o Sindicato nos anos 2000
Sua habilidade nas mesas de negociação rendeu-lhe, além da liderança entre os bancários, que o reelegeram para a presidência do Sindicato em 2008, o voto do povo nas eleições de 2010 como deputado estadual. Hoje, líder da bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), o deputado dorme em média quatro horas por noite, ainda menos do que quando presidia o Sindicato, ferrenho na luta pelos direitos de quem o elegeu. Leia a íntegra da entrevista
Juvandia Moreira (2011 a 2014)
90 anos fortalecendo a democracia
Em 1997, no auge do período neoliberal, tornou-se diretora do Sindicato. Aprendeu e cresceu nessa trajetória de luta que se traduz na importância de estar à frente de um dos maiores e mais importantes sindicatos do mundo como a primeira mulher a presidir a entidade em nove décadas de existência. Leia a íntegra da entrevista
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