O economista Felipe Diniz afirmou à Procuradoria-Geral da República (PGR) que Ângelo Tadeu Lauria, que adquiriu uma refinaria defendida no passado pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é apenas um “motorista” de um lobista — que repassou 1,3 milhão de francos suíços para uma conta do parlamentar na Suíça em 2011. A afirmação foi prestada em depoimento em inquérito no qual o presidente da Câmara é investigado sob a suspeita de ter recebido dinheiro do operador João Augusto Rezende Henriques em troca da compra, pela Petrobras, de um poço petrolífero na África em que a estatal investiu US$ 66 milhões, mas não encontrou nada.
Cunha, Lauria, a refinaria e a defesa de Henriques não prestaram esclarecimentos ao Correio. Em depoimento à PGR no inquérito contra Cunha, Felipe Diniz, filho do falecido deputado Fernando Diniz (PMDB-MG), disse conhecer Lauria por frequentar a casa de Henriques no Rio de Janeiro. “Indagado se conhece a pessoa de Ângelo Lauria, respondeu que o conhece, pois se trata do motorista de João Henriques; que o conheceu na residência de João Henriques”, afirmou ele, perante procuradores da Lava-Jato no edifício da PGR em 20 de outubro passado.
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