Durante 40 dias, até 16 de março, só os caminhos-de-ferro esperam transportar cerca de 289 milhões de passageiros, mais 26 milhões do que o ano passado, e uma média de 7,2 milhões por dia.
Nos aeroportos, o movimento será idêntico: a China Southern Airlines, a maior companhia aérea do país, programou cerca de 99.000 voos, um aumento de 27% em relação a 2014.
O novo ano lunar, a maior festa das famílias chinesas, equivalente ao natal nos países ocidentais, começa a 19 de fevereiro, sob o signo da Cabra, um dos doze signos do milenar zodíaco chinês.
Para os cerca de 250 milhões de trabalhadores migrantes empregados nas novas indústrias e serviços das grandes cidades e das prósperas províncias do litoral, as folgas e feriados concedidos nesta quadra pelo governo e as empresas constituem as únicas férias do ano.
Todas as escolas, do ensino primário ao superior, fecham durante um mês.
Os edifícios são engalanados com lanternas vermelhas, símbolo tradicional de festa.
Cabras de vários tamanhos e feitios ornamentam as lojas e os centros comerciais. Em alguns casos, o meigo animal aparece a pastar junto a uma árvore de natal, associando duas tradições de grande consumo.
Em Pequim, na quinta-feira à noite, já se ouvia o som de petardos, outro ingrediente tradicional para saudar a entrada num novo ano.
Por coincidência, o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, que completará 60 anos em julho, nasceu num Ano da Cabra e de acordo com a mitologia, as pessoas correm sempre perigos especiais no ano do seu signo.
O contínuo abrandamento da economia será, sem dúvida, um desses "perigos", mas mesmo nas previsões mais pessimistas, o crescimento do PIB chinês em 2015 deverá exceder os 6,5%.