O Estado Islâmico publicou esta quinta-feira uma suposta entrevista com Hayat Boumedienne, a viúva do terrorista Amedy Coulibaly, que se barricou num supermercado judeu em Paris no passado mês de Janeiro, no que parece ser a confirmação desta organização de que a mulher se juntou ao "califado".
O texto, cuja autenticidade não foi confirmada, foi publicado no sétimo número da revista "Dabiq" dos radicais islâmicos, e difundida no dia de hoje na internet.
O artigo, intitulado "Breve entrevista com a Um Bashir al Muhayira", como os extremistas chamam a Boumedienne, está acompanhado por uma fotografia de Coulibaly, mas não apresenta nenhuma prova de que a mulher esteja efetivamente na Síria ou no Iraque.
Boumedienne afirma, supostamente, que a sua "emigração" para o califado foi fácil: "Não encontrei nenhuma dificuldade. Viver na terra onde se aplica a lei de Alá é fantástico, sinto-me aliviada agora que cumpri com a minha obrigação."
Boumedienne assegura também que o seu marido ficou muito contente com a proclamação do califado pelo Estado Islâmico, nos finais de Junho passado, e que este não queria ver os vídeos dos jihadistas porque estes recrutavam pessoas para os seus territórios em vez de "levar a cabo operações em França."
Este artigo termina com um discurso propagandista dirigido aos muçulmanos no geral mas em especial às mulheres muçulmanas.
Recorde-se que o marido de Hayat Boumedienne foi o responsável pelo ataque a um supermercado judeu de Paris no dia 9 de Janeiro, onde foram assassinadas quatro pessoas, e pelo homicídio de uma agente municipal na véspera.
Boumedienne foi considerada cúmplice do seu marido, tendo saído de França no dia 2 de Janeiro e no dia 8 do mesmo mês partiu da Turquia rumo à Síria, segundo confirmou o Ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Mehmet Çavusoglu.
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