Egito liberta jornalistas da Al-Jazzera que estiveram mais de um ano presos
Um tribunal do Cairo libertou condicionalmente esta sexta-feira dois jornalistas da Al-Jazeera que estiveram mais de um ano presos sob a acusação de terem apoiado a Irmandade Muçulmana.
O jornalista egípcio-canadiano Mohammed Fahmy teve de pagar uma caução de 29 mil euros, enquanto o seu colega egípcio Baher Mohammed não teve de pagar caução, mas também terá de voltar a apresentar-se no tribunal a 23 de fevereiro, para novo julgamento, não podendo entretanto sair do país.
A Al-Jazeera considerou que a decisão é "um pequeno passo na direção certa", acrescentando que o tribunal devia terminar com "este caso absurdo" e libertar incondicionalmente ambos os jornalistas.
Os dois jornalistas fizeram a cobertura da repressão dos islamitas após a deposição do Presidente eleito Mohamed Morsi e da sua Irmandade Muçulmana, em julho de 2013, conjuntamente com o seu colega australiano Peter Greste, tendo sido os três condenados em junho de 2014 a penas de prisão entre os sete os dez anos.
Greste foi libertado há duas semanas e deportado para a Austrália.
Fahmy afirmou que também tentou ser deportado, mas que os responsáveis egípcios indicaram-lhe que para tal teria de abdicar da cidadania egípcia.
Os três jornalistas sempre negaram as acusações, afirmando que não têm sequer qualquer ligação à Irmandade Muçulmana e que se limitaram a fazer o seu trabalho.
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