Nomes foram anunciados na manhã desta quarta-feira (6/1) pelo governador Rodrigo Rollemberg
O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) anunciou nesta quarta-feira (6/1) o nome da psicóloga Márcia de Alencar Araújo para ocupar o cargo de secretária de Segurança Pública e da Paz Social. O cargo estava vago desde o dia 5 de novembro do ano passado, quando Arthur Trindade pediu demissão, após se desentender com o comandante-geral da Polícia Militar (PMDF), coronel Florisvaldo Cesar. Desde então, a secretária-adjunta Isabel Seixas assumiu a pasta interinamente. O comando da PM também está em novas mãos: sai o coronel Florisvaldo Cesar e entra o coronel Marco Antônio Nunes.
O anúncio não estava previsto na agenda do chefe do Executivo e ocorreu horas depois de um menino ser esfaqueado durante um assalto no Lago Norte ao defender a mãe e moradores de uma casa do Lago Sul ficarem reféns de bandidos armados.
Márcia de Alencar ocupava a subsecretaria de Segurança Cidadã da pasta. Psicóloga, bacharel em Direito, mestre em Sociologia, e com formação em Gestão Pública, foi consultora do Ministério da Justiça em Alternativas Penais e das Nações Unidas em Prevenção e Justiça Criminal em Moçambique. Integrou a coordenação executiva da Conferência Nacional de Segurança Pública com Cidadania, o Comitê Executivo do Pacto pela Vida de Pernambuco e atuou no Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci). Foi ainda secretária executiva de Segurança Cidadã de Jaboatão dos Guararapes
Arthur Trindade entrou no governo para compor uma equipe de secretários técnicos. Sociólogo, o professor da Universidade de Brasília (UnB) levava à frente o programa Viva Brasília – Nosso Pacto Pela Vida. Mas não era unanimidade entre as categorias justamente por não ser de nenhuma corporação.
CriseO estopim da crise que culminou na saída de Trindade foi o incidente com os professores. No fim da tarde de 28 de outubro do ano passado, o comandante-geral da PM não avisou o secretário Arthur Trindade que chamaria o Batalhão de Choque para conter a manifestação dos professores, que bloqueava o trânsito na saída do Eixão Sul.
Trindade não achou de bom tom. A repercussão política foi pesada, já que a polícia usou balas de borracha e bomas de efeito moral, e o secretário aproveitou para fazer cobranças ao comandante. Florisvaldo Cesar admitiu que havia tomado a decisão sozinho. Os dois bateram boca e os ânimos precisaram ser acalmados por integrantes do governo.
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