quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Cadê o meu carro? Servidora espera desde novembro para pegar carro recuperado pela polícia

Ary Filgueira/Metrópoles


Burocracias e perícias impedem Alynne de Sousa Farias de reaver o veículo. Polícia Civil alega agenda lotada


Além de ser vítima de um assalto, a servidora pública Alynne de Sousa Farias, 29 anos, também sofre com a burocracia no serviço público. Desde novembro, quando a Polícia Militar recuperou o carro, ela tenta retirar o veículo do pátio da unidade policial de Samambaia, mas não consegue.
A última explicação que lhe deram para manter o seu Chevrolet Onix em poder da 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte) foi que faltava uma assinatura do delegado para que, enfim, a moradora do Novo Gama pudesse voltar a dirigir o veículo. Mas ele não estava na sala onde despacha as ocorrências policiais.
O sofrimento de Alynne começou na noite de 18 de outubro (domingo). Ela decidiu parar o carro para verificar as mensagens no celular, quando dois homens a abordaram na Quadra 15 do Setor Sul do Gama. Eles a mandaram descer e fugiram com o veículo.
Menos de um mês depois, policiais militares faziam uma ronda na QR 433 de Samambaia, quando se depararam com um carro que tinha placa de São Paulo. O motorista apresentou o documento do veículo, que não batia com a numeração do chassi. Ao consultar na rede interligada da polícia, descobriram que se tratava do carro de Alynne.
Mas logo o alívio deu lugar a uma sucessão de incômodos provocados pela burocracia na Polícia Civil. O carro só poderia ser retirado após passar por perícia. Mas a agenda de serviços estava cheia e só havia vaga em 22 de fevereiro deste ano. Com muita insistência, ela conseguiu antecipar para 18 de dezembro.
O exame no carro deveria ser feito no Instituto de Criminalística, que fica no Departamento de Polícia Especializada (DPE), no Parque da Cidade, e o veículo deveria ir de guincho. Porém, o caminhão só transporta um carro por dia. Alynne, então, acionou o seguro para que rebocasse o Onix.
O escrivão disse que o laudo já está concluído. Falta somente a assinatura do delegado. Isso é um absurdo. Não posso ficar sem carro, pois moro longe"
Alynne de Sousa Farias
Por meio da Assessoria de Imprensa, a Polícia Civil explicou que foi feita uma perícia no dia 8 de novembro e que verificou a necessidade de exames complementares, pois o veículo foi localizado com placa e documentos clonados. Tal exame só foi possível agendar para fevereiro de 2016.

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