Papa Francisco admite conversações com "Estado Islâmico"
O papa condenou duramente as acções terroristas, mas advertiu também contra o "terrorismo de Estado" que toma essas acções como pretexto. No regresso do Parlamento Europeu, Francisco admitiu que possam ser necessárias conversações com o "Estado Islâmico".
Es ist ein überraschender Vorstoß: Papst Franziskus hält Gespräche mit Terrormilizen wie dem "Islamischen Staat" (IS) trotz deren Bluttaten für möglich. "Ich gehe immer davon aus, dass man nie aufgeben soll. Vielleicht kann man in der Tat keinen Dialog führen, aber dennoch darf man nie die Tür zum Gespräch verschließen", sagte der Argentinier laut Radio Vatikan während seines Rückflugs aus Straßburg. Dort hatte er vor dem Europaparlament und dem Europarat gesprochen.
Em declarações recolhidas pela Rádio Vaticano, o papa afirmou que "qualquer Estado, por si próprio, julga ter o direito de massacrar os terroristas, e com os terroristas caem também os que estão inocentes. E esta é uma anarquia a alto nível, que é muito perigosa".
E acrescentou: "Deve-se lutar contra o terrorismo, mas repito o que disse na viagem anterior: quando se tem de travar o agressor injusto, tem-se de fazê-lo com o consenso internacional".
Quanto à possibilidade de encontrar soluções políticas, e não estritamente militares, no Médio Oriente, disse o papa: "Eu nunca dou uma coisa como perdida: nunca. Talvez não se possa ter um diálogo [com o 'Estado Islâmico'], mas nunca se deve fechar a porta. É difícil, poderá dizer-se 'quase impossível', mas a porta [deve estar] sempre aberta".
O papa lembrou ainda que a paz não é violada apenas nos conflitos armados, "mas também pelo tráfico de seres humanos", um novo tipo de escravatura. E explicou que "a escravatura é uma realidade inserida no tecido social de hoje, mas já há tempos! O trabalho escravo, o tráfico de pessoas, o comércio de crianças - é um drama. Não fechamos os olhos diante disto. A escravatura, hoje, é uma realidade; tal como a exploração das pessoas".
Em declarações recolhidas pela Rádio Vaticano, o papa afirmou que "qualquer Estado, por si próprio, julga ter o direito de massacrar os terroristas, e com os terroristas caem também os que estão inocentes. E esta é uma anarquia a alto nível, que é muito perigosa".
E acrescentou: "Deve-se lutar contra o terrorismo, mas repito o que disse na viagem anterior: quando se tem de travar o agressor injusto, tem-se de fazê-lo com o consenso internacional".
Quanto à possibilidade de encontrar soluções políticas, e não estritamente militares, no Médio Oriente, disse o papa: "Eu nunca dou uma coisa como perdida: nunca. Talvez não se possa ter um diálogo [com o 'Estado Islâmico'], mas nunca se deve fechar a porta. É difícil, poderá dizer-se 'quase impossível', mas a porta [deve estar] sempre aberta".
O papa lembrou ainda que a paz não é violada apenas nos conflitos armados, "mas também pelo tráfico de seres humanos", um novo tipo de escravatura. E explicou que "a escravatura é uma realidade inserida no tecido social de hoje, mas já há tempos! O trabalho escravo, o tráfico de pessoas, o comércio de crianças - é um drama. Não fechamos os olhos diante disto. A escravatura, hoje, é uma realidade; tal como a exploração das pessoas".
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