- 06/03/2018

A Polícia Federal decidiu manter sigilo sobre as investigações do roubo de US$ 5 milhões em dinheiro vivo (cerca de R$ 16,5 milhões), transportados em um avião da empresa aérea Lufthansa, no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, no interior de São Paulo. Em nota divulgada nesta terça-feira, 6, a Delegacia da PF informa que “o caso está sendo tratado com diligência para não atrapalhar as investigações”.
O roubo aconteceu na noite de domingo, 4, quando ao menos cinco homens armados com fuzis arrebentaram cercas e portões, renderam funcionários e invadiram o Terminal de Cargas. A quadrilha usou um clone do veículo da segurança oficial do aeroporto para passar pela vigilância. Na fuga, o veículo foi incendiado.
A equipe da PF de Campinas ganhou reforço de um delegado e policiais da Superintendência em São Paulo. Imagens captadas por mais de uma dezena de câmeras instaladas no trajeto feito pelos criminosos já foram recolhidas e estão sendo analisadas. Agentes federais estiveram no aeroporto nesta terça para ouvir funcionários da Brinks, que seria responsável pelo transporte do dinheiro, e de outras empresas.
A PF tenta descobrir quem passou informações aos criminosos sobre o transporte dos dólares. O cargueiro havia decolado do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, e a quadrilha sabia o momento exato em que a carga estaria mais vulnerável, exposta no pátio do terminal. O uso de veículo clonado, com as cores e marcas da segurança oficial do aeroporto, indica que a operação foi planejada com antecedência.
Também está sendo investigado o destino dos dólares. Na segunda-feira, a PF divulgou que o dinheiro seria levado para Zurique, na Suíça, mas a companhia aérea informou que o ponto final do voo, com passagem por Dacar, no Senegal, seria Frankfurt, na Alemanha.
“Em relação à divergência do destino da carga, estamos coletando mais informações a respeito e, assim que obtivermos algo concreto, informaremos”, disse, em nota a PF.
Outros pontos intrigantes do assalto, como o fato de não haver funcionários da Brinks junto ao carro-forte que estava no local, e por que o dinheiro havia sido retirado do avião, também estão no alvo das investigações. A transferência de grandes montantes de dinheiro para outros países é acompanhada pelo Banco Central do Brasil e pela Receita Federal, até por ser uma operação incomum.
Nesse caso, tanto a PF quanto a Receita informaram que a operação estava autorizada e que a origem dos dólares havia sido comprovada, embora, por questão de sigilo bancário, o autor da remessa não tenha sido identificado.
Aeroporto de Viracopos
Viatura de segurança foi clonada por criminosos para entrar no Aeroporto de Viracopos Foto: ARQUIVO/DIVULGAÇÃO/VIRACOPOS
Conforme a Receita Federal, o envio de grandes somas para o exterior precisa estar atrelado à declaração do imposto de renda da pessoa física ou da empresa e deve ser informado ao Banco Central, para que não se caracterize crime financeiro ou de lavagem de dinheiro.
Viatura de segurança foi clonada por criminosos para entrar no Aeroporto de Viracopos Foto: ARQUIVO/DIVULGAÇÃO/VIRACOPOS
Conforme a Receita Federal, o envio de grandes somas para o exterior precisa estar atrelado à declaração do imposto de renda da pessoa física ou da empresa e deve ser informado ao Banco Central, para que não se caracterize crime financeiro ou de lavagem de dinheiro.
A Lufthansa Cargo confirmou, em nota, que a companhia aérea foi vítima de um assalto a mão armada em Viracopos. “O ataque ocorreu ao avião cargueiro de registro D-ALCF com o número de voo LH8263/04 de Viracopos (VCP) para Dacar (DSS) com destino final Frankfurt (FRA)”, informou. “Mais detalhes não podem ser publicados no momento, pois uma investigação preliminar está em curso.”
A empresa acrescentou que “mais informações e detalhes sobre a situação serão fornecidos imediatamente após consulta às autoridades”.
Já a Brinks informou continuar à disposição das autoridades para o esclarecimento dos fatos. Em seu site oficial, a empresa de origem americana informou que atua em mais de 100 países e é referência em soluções de risco e logística de valores, que incluem transporte local e internacional de bens de alto valor.
Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira
Notas de dólares Bureau of Engraving and Printing, a casa da
moeda norte-americana, para pagar a
campanha eleitoral!
Como são proibidas negociações em dólar no país, a compra
legal da moeda americana passa, obrigatoriamente, por uma instituição autorizada,
seja banco ou casa de câmbio, e é registrada em contrato. O Banco Central tem o
controle dessas operações.
O que chama a atenção é o volume de dinheiro estrangeiro em
solo nacional.
Nossas autoridades tinham conhecimento desta carga no voo
mesmo em escala?

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