sábado, 10 de junho de 2017

Temer nega ter mandado Abin investigar o ministro Edson Fachin



PACIFICADOR



 Marcos Corrêa/PR
Marcos Corrêa/PR

Horas depois de conseguir a absolvição no julgamento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o presidente Michel Temer afirmou no início da madrugada deste sábado (10) que vai continuar "pacificando" o país e negou que tenha mandado a Abin investigar o ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin.
Edição deste fim de semana da revista "Veja" afirma que a Agência Brasileira de Inteligência foi usada para tentar encontrar elos entre o ministro, que é relator da Lava Jato, e o empresário Joesley Batista, da JBS.
"Eu quero desmentir aquela coisa barbara, aquilo jamais foi pensado por mim, vamos manter a serenidade absoluta e a tranquilidade, vamos continuar pacificando o país", disse Temer em rápida entrevista após participar do jantar de aniversário do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
O Palácio do Planalto também divulgou nota na qual afirma que Temer jamais acionou a Abin. "O governo não usa a máquina pública contra os cidadãos brasileiros, muito menos fará qualquer tipo de ação que não respeite aos estritos ditames da lei. O ministro Edson Fachin não se pronunciou sobre o conteúdo da reportagem da revista.
A Abin é órgão que cumpre suas funções seguindo os princípios do Estado de Direito, sem instrumentalização e nos limites da lei que regem seus serviços. Reitera-se que não há, nem houve, em momento algum a intenção do governo de combater a operação Lava Jato", diz o texto.
Na saída da festa, Temer foi questionado sobre o resultado do julgamento do TSE, mas somente fez um sinal de "joia" com as duas mãos.
O presidente estava acompanhado da primeira-dama, Marcela, e ficou pouco mais de uma hora no evento, que foi realizado na casa do deputado federal Alexandre Baldy (Podemos-GO), no Lago Sul, região nobre de Brasília.
Maia é um dos principais aliados de Temer. Do lado de fora da casa era possível ouvir o som da música tocada. O "parabéns" ao deputado, que completa 47 anos na segunda-feira (12), foi entoado à 0h35 deste sábado.


Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira

O TSE perdoa Temer: Cinco grandes lições de como funciona o Brasil
TSE perdoa Temer:
 Cinco grandes lições de como funciona o Brasil
Para quem acompanha a política nacional, esta sexta (9) foi um dia bem instrutivo.
Foram, ao menos, cinco grandes lições de como o país funciona:
1) A justiça não é cega – O Tribunal Superior Eleitoral contrariou o relator Herman
Benjamin (https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2017/06/09/relator-vecaixa-2-e-pede-cassacao-da-chapa-dilma-temer.htm)
e absolveu a campanha de
Dilma Rousseff e Michel Temer de crime eleitoral por 4 votos a 3. Isso garantiu uma
sobrevida ao governo de Temer. Para isso, foi ignorada farta quantidade de provas
e evidências apresentadas, mostrando que PT e PMDB se beneficiaram de caixa 2
na eleição de 2014. A vitória só foi possível graças à atuação
constrangedora de Gilmar Mendes, amigo pessoal de Temer, que acumulou as
funções de presidente da corte e advogado de defesa. Aviso: quem disser a
frase ''Se Dilma Rousseff fosse a presidente, a decisão teria sido outra'', corre o
risco de ser processado pelo digníssimo.
2) Vida de jornalista vale pouco – Durante a sessão do julgamento desta sexta, o
ministro do TSE Napoleão Maia confessou seu desejo de decapitar ou degolar
(https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2017/06/09/apos-filho-serbarrado-no-tse-ministro-desabafa-em-plenario-e-faz-gesto-da-ira-do-profeta.htm)
Jornalistas. Por conta de uma denúncia veiculada – de que delatores da JBS haviam
envolvido seu nome em um caso de tráfico de influência – Maia desejou que
''desabe a ira do profeta'' sobre os profissionais de imprensa envolvidos. Ele, que é
cristão, apelou a Maomé – demonstrando o melhor do sincretismo religioso
tupiniquim. E enquanto falava da ira, simulou o gesto de uma lâmina cortando a
própria garganta.
3) O cinismo político não tem limites – Temer, talvez sentindo-se revigorado pelo
vento favorável que soprava do TSE, devolveu em branco as 82 perguntas que a
Polícia Federal fez a ele (https://noticias.uol.com.br/politica/ultimasnoticias/2017/06/09/temer-nao-responde-perguntas-da-pf-e-pede-arquivamento-deinquerito-no-stf.htm)
no inquérito sobre suspeita de seu envolvimento em corrupção,
organização criminosa e obstrução de Justiça. Ele já havia pedido uma extensão de
prazo para enviar as respostas. Agora, afirmando que as questões se desviaram do
tema, solicitou arquivamento do inquérito. Em sua petição, seus advogados
reclamaram que ele é ''alvo de um rol de abusos e agressões aos seus direitos
individuais e à sua condição de mandatário da nação''.
4) Ética não pode prejudicar negócios – Reportagem da BBC, publicada nesta
sexta (https://economia.uol.com.br/noticias/bbc/2017/06/09/com-ou-sem-temerpara-mercado-o-que-interessa-e-aprovacao-das-reformas.htm),
mostra o que pensa
o mercado sobre Temer. ''Quem é o presidente do país fica em segundo plano'',
afirmou um empresário. ''Como pessoa física, está todo mundo enojado'', explicou
um segundo. ''Se vamos prender todo mundo, não sobra ninguém'', ponderou um
terceiro. ''Atrapalhou muito, foi decepcionante'', avaliou um quarto. ''Quem vai
conquistar apoio não é ele, são as reformas propriamente ditas. Passadas as
medidas, vamos ver se os outros seguirão apoiando um presidente não legítimo'',
2017­6­10 TSE perdoa Temer: Cinco grandes lições de como funciona o Brasil ­ Cotidiano ­ Cotidiano
https://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2017/06/09/tse­perdoa­temer­cinco­grandes­licoes­de­como­funciona­o­brasil/ 2/2
cravou um quinto. O mercado, na verdade, professa a crença da imortalidade das
reformas: se Temer voltar ao pó, elas reencarnarão no corpo de outra pessoa.
Como Rodrigo Maia, Tasso Jereissati, Cármen Lúcia, Fernando Henrique, Nelson
Jobim, Henrique Meirelles ou o próprio Gilmar Mendes.
5) O Congresso vive em um universo paralelo – O mesmo forno a lenha

Criança é criança em qualquer lugar do mundo e devem ser respeitadas.


Ministro Benjamin Herman já anunciou sua aposentaria, é um homem ponderado, não deverá recorrer, lembro que o TSE apesar de autônomo está subordinado ao STF.

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