BRASÍLIA — Os Stédile estão rachados sobre o futuro da presidente Dilma Rousseff. Principal liderança do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile tem defendido o mandato Dilma e está em plena campanha contra seu impeachment. Inclusive participando de reuniões no Palácio do Planalto. Mas não convenceu seu irmão, o deputado José Stédile (PSB-RS) a acompanhar sua posição. O parlamentar vai votar pelo impeachment e disse que até aprendeu a criticar com o governo com o próprio irmão.
— Não entendo ele. Vivia fazendo discursos que Dilma foi a pior presidente para a reforma agrária e, agora, diz que acredita nela. Vai entender? — disse Stédile ao GLOBO na noite desta sexta-feira, logo após seu discurso em plenário confirmando o voto contra Dilma.
Stédile, o deputado, disse que eles não têm conversado com frequência.
— É meu irmão. Amo ele. Mas não temos conversado muito ultimamente, por causa da posição dele — disse José Stédile.
O parlamentar afirmou a parceria que existiu no passado entre o PSB e o PT se deteriorou por culpa dos petistas.
— O PT se afastou das lutas. É um quero-quero (pássaro) na política: canta na direta e bota o ovo na esquerda. O PT virou direita — disse.
No seu discurso, ele criticou Dilma.
— Pode até ser que o Michel Temer não resolva os problemas do país, mas com Dilma vai ser pior.
Ele também atacou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
— Defendemos também o afastamento de Eduardo Cunha. É preciso fazer essa limpeza na
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