sábado, 6 de dezembro de 2014

Presidente do COI quer "tolerância zero" para alegada dopagem na Rússia

ATLETISMO
06-12-2014 15:22

Presidente do COI quer "tolerância zero" para alegada dopagem na Rússia

A agência russa antidopagem (Rusada) abriu um inquérito sobre as acusações de dopagem generalizada por atletas russos.
Thomas Bach
Foto: TOFIK BABAYEV / AFP
Thomas Bach, presidente do Comité Olímpico Internacional.
Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt
O presidente do Comité Olímpico Internacional (COI) assegurou hoje que, caso as acusações de dopagem generalizada no atletismo russo se confirmem, a entidade reagirá segundo a sua política de "tolerância zero".

"Tendo em conta a gravidade das acusações, a responsabilidade do COI é de respeitar o direito de cada pessoa a defender-se. Respeitamos o inquérito instaurado pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF) e não vamos interferir. Se as acusações forem provadas pela comissão de ética da IAAF, o COI reagirá segundo a sua política de tolerância zero", declarou Thomas Bach, no Mónaco.

Depois de, na sexta-feira, a agência russa antidopagem (Rusada) ter aberto um inquérito sobre as acusações de dopagem generalizada por atletas russos, feita por um documentário televisivo alemão, a federação russa de atletismo reagiu hoje, ameaçando processar o canal ARD.

"A federação está a estudar todas as opções inscritas na legislação russa e alemã para defender os nossos direitos, o que inclui ações judiciais relativas às alegações difamatórias feitas contra nós", pode ler-se na nota. 

O comunicado, assinado pelo presidente federativo, Valentin Balakhnichev, considera ainda que o documentário é "uma provocação que tem como objetivo sacudir o desporto russo". 

O documentário, de título "Dopagem confidencial: como a Rússia fabrica os seus vencedores", foi difundido a 26 de novembro na cadeia pública alemã ARD. Nele é feito um retrato duro do atletismo russo, suportado por testemunhos, considerando que este está tomado por dopagem e corrupção em massa.

Na quinta-feira, a IAAF comunicou a abertura de um inquérito sobre "alegações feitas no documentário", a ser conduzido pela sua Comissão de Ética, uma entidade independente.

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