segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

'É troféu para bandido matar policial', diz Beltrame sobre mortes no RJ

01/12/2014 18h47 - Atualizado em 01/12/2014 19h11

'É troféu para bandido matar policial', diz Beltrame sobre mortes no RJ

Secretário de segurança foi entrevistado ao vivo no Jornal da Globo News.
Ele revelou estudo para aperfeiçoar UPPs e negou que projeto vá 'desandar'.

Do G1 Rio
O secretário de segurança pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, afirmou que matar policiais é “troféu para bandidos”, em sua participação na edição das 6h do Jornal da Globo News, nesta segunda-feira (1º). Ele participou do programa após mortes em série de policiais militares no estado, no fim de novembro.
Beltrame assegurou que o programa das UPPs não vai desandar e voltou a afirmar que a segurança pública depende também da ação de outras esferas públicas - como os poderes Legislativo e Judiciário. O secretário disse ainda que está realizando um estudo para aperfeiçoar as UPPs. Segundo ele, a maior parte dos casos de morte de PMs acontece fora do horário de serviço.

“O policial as vezes é descoberto. Historicamente é troféu para bandido matar policial. Isso vem da história do Rio de Janeiro. Esses marginais não têm compromisso nenhum com a vida. Eles veem aquela pessoa como um verdadeiro inimigo”, disse o secretário.
Sobre reuniões com os chefes das polícias Civil e Militar, Beltrame afirmou que elas são para obter informações de futuras áreas de intervenção. Ele explicou ainda que tenta mudar a mentalidade da PM.

“Repito aqui, sou policial, perdi colegas trabalhando. Mas não podemos partir com sangue nos olhos. Se matar e morrer resolvesse problema do Rio de Janeiro, não haveria problema de segurança. Isso diminuiu muito, mas a história das policiais no RJ gerou nos policiais esse ímpeto de reagir. E a facção criminosa também tenta endeusar a arma de fogo”, explicou.

Beltrame afirmou ainda que pretende reforçar com urgências os batalhões do Rio de Janeiro, para melhor o policiamento nas ruas. Sobre a corrupção na Polícia Militar, ele disse apenas que não é um problema exclusivo da corporação.

Nenhuma favela do estado deverá receber uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) até o fim de 2014, também revelou o secretário. Segundo Beltrame, neste período será instalada apenas uma companhia destacada no morro do Banco, no Itanhangá, na Zona Oeste do Rio. Ele explicou que houve uma migração de criminosos para o local, após a ocupação do Conjunto de Favelas do Lins e morro da Covanca.

'Estamos perto de prender os assassinos', diz Pezão
O governador Luiz Fernando Pezão afirmou que a polícia do Rio de Janeiro está perto de prender os assassinos de policiais militares e de um cabo do Exército, também nesta segunda-feira (1º). O governador voltou a afirmar que vai ampliar o efetivo da Polícia Militar.

“Já estamos perto de prender os assassinos. Quero que a sociedade saiba que, da minha parte, cada policial morto representa o aumento do efetivo policial nas ruas. A Polícia não vai sair das ruas. Nada nos fará recuar”, disse Pezão

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