'É troféu para bandido matar policial', diz Beltrame sobre mortes no RJ
Secretário de segurança foi entrevistado ao vivo no Jornal da Globo News.
Ele revelou estudo para aperfeiçoar UPPs e negou que projeto vá 'desandar'.
O secretário de segurança pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, afirmou que matar policiais é “troféu para bandidos”, em sua participação na edição das 6h do Jornal da Globo News, nesta segunda-feira (1º). Ele participou do programa após mortes em série de policiais militares no estado, no fim de novembro.
Beltrame assegurou que o programa das UPPs não vai desandar e voltou a afirmar que a segurança pública depende também da ação de outras esferas públicas - como os poderes Legislativo e Judiciário. O secretário disse ainda que está realizando um estudo para aperfeiçoar as UPPs. Segundo ele, a maior parte dos casos de morte de PMs acontece fora do horário de serviço.
“O policial as vezes é descoberto. Historicamente é troféu para bandido matar policial. Isso vem da história do Rio de Janeiro. Esses marginais não têm compromisso nenhum com a vida. Eles veem aquela pessoa como um verdadeiro inimigo”, disse o secretário.
“O policial as vezes é descoberto. Historicamente é troféu para bandido matar policial. Isso vem da história do Rio de Janeiro. Esses marginais não têm compromisso nenhum com a vida. Eles veem aquela pessoa como um verdadeiro inimigo”, disse o secretário.
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Sobre reuniões com os chefes das polícias Civil e Militar, Beltrame afirmou que elas são para obter informações de futuras áreas de intervenção. Ele explicou ainda que tenta mudar a mentalidade da PM.
“Repito aqui, sou policial, perdi colegas trabalhando. Mas não podemos partir com sangue nos olhos. Se matar e morrer resolvesse problema do Rio de Janeiro, não haveria problema de segurança. Isso diminuiu muito, mas a história das policiais no RJ gerou nos policiais esse ímpeto de reagir. E a facção criminosa também tenta endeusar a arma de fogo”, explicou.
Beltrame afirmou ainda que pretende reforçar com urgências os batalhões do Rio de Janeiro, para melhor o policiamento nas ruas. Sobre a corrupção na Polícia Militar, ele disse apenas que não é um problema exclusivo da corporação.
Nenhuma favela do estado deverá receber uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) até o fim de 2014, também revelou o secretário. Segundo Beltrame, neste período será instalada apenas uma companhia destacada no morro do Banco, no Itanhangá, na Zona Oeste do Rio. Ele explicou que houve uma migração de criminosos para o local, após a ocupação do Conjunto de Favelas do Lins e morro da Covanca.
'Estamos perto de prender os assassinos', diz Pezão
O governador Luiz Fernando Pezão afirmou que a polícia do Rio de Janeiro está perto de prender os assassinos de policiais militares e de um cabo do Exército, também nesta segunda-feira (1º). O governador voltou a afirmar que vai ampliar o efetivo da Polícia Militar.
“Já estamos perto de prender os assassinos. Quero que a sociedade saiba que, da minha parte, cada policial morto representa o aumento do efetivo policial nas ruas. A Polícia não vai sair das ruas. Nada nos fará recuar”, disse Pezão
“Repito aqui, sou policial, perdi colegas trabalhando. Mas não podemos partir com sangue nos olhos. Se matar e morrer resolvesse problema do Rio de Janeiro, não haveria problema de segurança. Isso diminuiu muito, mas a história das policiais no RJ gerou nos policiais esse ímpeto de reagir. E a facção criminosa também tenta endeusar a arma de fogo”, explicou.
Beltrame afirmou ainda que pretende reforçar com urgências os batalhões do Rio de Janeiro, para melhor o policiamento nas ruas. Sobre a corrupção na Polícia Militar, ele disse apenas que não é um problema exclusivo da corporação.
Nenhuma favela do estado deverá receber uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) até o fim de 2014, também revelou o secretário. Segundo Beltrame, neste período será instalada apenas uma companhia destacada no morro do Banco, no Itanhangá, na Zona Oeste do Rio. Ele explicou que houve uma migração de criminosos para o local, após a ocupação do Conjunto de Favelas do Lins e morro da Covanca.
'Estamos perto de prender os assassinos', diz Pezão
O governador Luiz Fernando Pezão afirmou que a polícia do Rio de Janeiro está perto de prender os assassinos de policiais militares e de um cabo do Exército, também nesta segunda-feira (1º). O governador voltou a afirmar que vai ampliar o efetivo da Polícia Militar.
“Já estamos perto de prender os assassinos. Quero que a sociedade saiba que, da minha parte, cada policial morto representa o aumento do efetivo policial nas ruas. A Polícia não vai sair das ruas. Nada nos fará recuar”, disse Pezão
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