Homem descobre ao fim de quatro anos que tem parasita raro no cérebro
Imagens de ressonância magnética que mostra o movimento do parasita no cérebro ao longo do tempoFotografia © Genome Biology
Paciente de 50 anos queixava-se de dores de cabeça. Ressonância magnética detetou um parasita intestinal que se tinha alojado no cérebro.
Um cidadão chinês residente no Reino Unido descobriu que tinha um raro parasita no cérebro após fazer exames para perceber a origem das suas fortes dores de cabeça.
O homem de 50 anos conviveu com o verme durante quatro anos, até que se detetasse, por ressonância magnética, a presença de um Spirometra erinaceieuropaei na sua cabeça. Trata-se de um parasita intestinal que, por alguma razão, se alojara no cérebro do paciente, tendo mesmo deslocado cerca de 5 cm dentro da massa encefálica, noticia o jornal The Guardian.
Segundo a mesma fonte, ele terá sido infetado durante uma viagem à China. Submetido a uma cirurgia, encontra-se agora a recuperar bem
Este tipo de parasita é raro, tendo sido oficialmente detetado apenas 300 vezes desde 1953. A infeção acontece, escreve o The Guardian, pela ingestão de crustáceos infetados, de carne crua de répteis e anfíbios ou através de uma pomada de sapo usada na medicina tradicional chinesa para tratar problemas de visão.
O Instituto Wellcome Trust Sanger, da Universidade de Cambridge, fez o mapa do genoma do parasita. "Foi uma grande oportunidade de gerar a primeira sequência genética desta rara espécie", disse Hayley Bennet, autora do estudo, publicado na revista Genome Biology.
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