quinta-feira, 12 de abril de 2018

Fraude no Postalis: empresário que atua no DF é preso pela PF


Segundo investigadores, uma das empresas de Arthur Machado teve uma movimentação suspeita de R$ 2,8 milhões


JOSE LUCENA/FUTURA PRESS

Mirelle Pinheiro




O empresário carioca Arthur Mário Pinheiro Machado, que atua em Brasília, é um dos alvos presos pela Polícia Federal, nesta quinta-feira (12/4), no âmbito da Operação Rizoma, um desdobramento da Lava Jato. A ação mira em crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção por meio de fraudes que geraram prejuízos aos fundos de pensão.
A polícia quer saber qual é a participação dele no suposto esquema que causou prejuízos nas contas do fundo Postalis, o Instituto de Seguridade Social dos Correios e Telégrafos. As investigações apontam que valores oriundos dos fundos de pensão eram enviados para empresas no exterior gerenciadas por um operador financeiro brasileiro. Segundo as apurações, uma das empresas de Arthur teve uma movimentação suspeita de R$ 2,8 milhões.

De acordo com a Polícia Federal, as remessas, apesar de aparentemente regulares, referiam-se a operações comerciais e de prestação de serviços inexistentes. Em seguida, os recursos eram pulverizados em contas de doleiros também no exterior, que disponibilizavam os valores em espécie no Brasil para suposto pagamento de propina.
Ao todo, os agentes cumprem, nesta quinta (12), 10 mandados de prisão em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Patrícia Iriad, uma funcionária da empresa de Machado, também foi presa. Em nota, a defesa de ambos negou as acusações. “A defesa refuta, de forma veemente, qualquer relação entre eles e os atos ilícitos. Informa que ambos sempre agiram no mais absoluto respeito à legislação e que não compactuam com práticas ilegais”, diz o texto.
Pausare
Em fevereiro deste ano, Machado já havia sido alvo de outra operação da PF, a Pausare. Na ocasião, foi expedido um mandado de condução coercitiva, quando se é obrigado a prestar depoimento. A 10ª Vara Federal em Brasília também autorizou busca e apreensão em imóveis e escritórios do empresário, que mora no Rio de Janeiro. No entanto, segundo a assessoria do empresário, essas medidas não foram aplicadas.
Machado possui várias empresas e holdings no país. Uma delas – a Educar Holding – adquiriu em outubro de 2017 o Alub, conhecido grupo educacional do DF. O empresário assumiu também a presidência da instituição, desde então.
Ligações perigosasDe acordo com a PF, o executivo é ligado ao lobista Milton de Oliveira Lyra Filho, que também é alvo de mandado de prisão. Ele tido como operador do MDB no desfalque da Postalis e quem nega todas as acusações. A PF foi à casa de Lyra, no Lago Sul, nesta manhã.



Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira

Ainda bem, que ainda temos o livre arbítrio de podermos votar e de falar o que pensamos. Porque, se não houver uma reforma geral na constituição, nas leis, na política, onde não sejam utilizadas as barganhas, as indicações, as mordomias como forma de governar e que tenhamos leis mais severas nada irá mudar nestes pais de corruptos. Ha não ser que sejamos governados sob o regime militar, aí quem sabe não acabariam a corrupção. Vamos tentar mudar em Outubro, quem sabe não aparece um político honesto.

UM PAÍS MUDO NÃO MUDA.

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