Hoje em 4:07
TEN POLIGLOTA 2012 - PMDF - CBMDF |
|
Posted: 07 Jan 2017 10:00 AM PST
Uma semana de chacina em dois presídios foi o suficiente para que as autoridades brasileiras voltassem seus olhos para o sistema prisional no país e, principalmente, nas centenas de facções criminosas espalhadas por esses presídios e nas capitais.
Foram mais de 90 mortos, vítimas de guerras protagonizadas pelo poder entre eles próprios. Em Manaus 60 presos foram brutalmente assassinado e em Roraima 33 presos. O risco de algo similar ocorrer em cadeia pelo país afora não está descartado, já que agora cada grupo vai querer chorar e vingar seus mortos.
A realidade é praticamente a mesma em todos os presídios, com superlotação das casas prisionais, concentração de facções rivais, além da falta de efetivo. Não resta a menor dúvida de que o problema está na falta de políticas de longo prazo para o setor e o que vem sendo feito são apenas medidas paliativas que mudam a cada novo governo.
O Primeiro Comando da Capital (PCC), a poderosa facção paulista, a maior do Brasil, quer o Rio de Janeiro. Aliado ao Comando Vermelho a mais de duas décadas, rompeu acerca de pouco mais de um ano e agora querem avançar no terreno dos velhos sócios e para isso começaram cooptando aliados nos cárceres, centros operacionais e residência das cúpulas do crime no Brasil.
O PCC, cuja organização se assemelha cada vez mais a de uma grande corporação dispõe até de uma Diretoria de Relações Institucionais, comprovado através de mais de 1.500 grampos captados pela polícia em prisões de todo o país, entre fevereiro e outubro de 2016. A facção oferece uma mega estrutura aos seus “associados” como assistência jurídica, empréstimo de armas e drogas, apoio no Brasil todo e nos países vizinhos onde o PCC tem ramificações, e melhores condições na prisão, de TV de plasma à frango frito para o jantar.
Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, à frente do CV, e Marcos Willians Hermes Camacho, o Marcola, à frente do PCC, se tornaram homens procurados internacionalmente e ganharam notoriedade continental. A “Família do Norte”, conhecida pela sigla FDN, surgiu em 2006 da aliança entre dois ex-rivais do mundo do tráfico de Manaus. José Roberto Fernandes Barbosa, conhecido como “Compensa” e Gelson Carnaúba, o “G”, que dominava a região Sul de Manaus.
Mas quem são eles na real?
Marcola– Marcos Willians Herbas Camacho - Líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcola, 48 anos, nasceu na Vila Yolanda, em Osasco (SP). Órfão de mãe, não conheceu o pai e já roubava aos 9 anos, no Centro de São Paulo. Sua primeira condenação foi em 1987 por assalto à mão armada. Só foi preso em 1999 por participar de dois roubos a banco e cumpre pena em presídio de segurança máxima em Presidente Venceslau.
Fernandinho Beira-Mar – Luiz Fernando da Costa - Nascido em Duque de Caxias (RJ), Fernandinho Beira-Mar, 49, foi criado na favela Beira-Mar e é líder do Comando Vermelho (CV). Aos 20 anos, foi preso por furtar armas do Exército. Cumpriu pena, voltou à favela e tornou-se líder do tráfico. Para fugir da polícia, já se refugiou no Paraguai e se aliou às FARC. Foi preso em 2001 e cumpre pena de 200 anos em Porto Velho (RO).
Zé Roberto da Compensa – José Roberto Fernandes Barbosa Compensa, 44 anos, fundou a facção Família do Norte (FDN), de Manaus. Aos 12 anos iniciou a vida no crime e já foi preso quatro vezes. Compensa é o elo dos traficantes do Peru e da Colômbia com o Brasil. Já esteve preso em Porto Velho (RO) e Catanduvas (PR). Durante uma fuga, em 2013, matou dois comparsas que se aliaram ao PCC. Cumpre pena em Catanduvas (SC).
Facções, integrantes e arrecadações anuais
No Primeiro Comando da Capital (PCC), 29 mil é a estimativa de integrantes da facção em todo país com uma arrecadação próxima de 300 milhões de reais anuais. O Comando Vermelho (CV) tem cerca de 20 mil integrantes espalhados por todos os presídios do Brasil com quase 60 milhões arrecadados anualmente e a Família do Norte (FDN) tem 200 mil membros cadastrados em um sistema informatizado como se fosse um banco de dados e com senhas. A arrecadação anual está estimada entre 6 a 12 milhões de reais.
Como visto, temos um verdadeiro exército do mal espalhado pelo país inteiro nos presídios e se nenhuma ação efetiva e eficiente for tomada, muito em breve correremos o risco de ter os estados reféns dessas facções criminosas, se já não o são.
Da redação com informações da Istoé
Por Poliglota...
| ||||
|
Posted: 07 Jan 2017 03:52 AM PST
Estamos somente no sétimo dia do ano de 2017 e a criminalidade assusta a população. Depois do assassinato da professora no Gama, do idoso no Itapoã e do taxista em Brazlândia, o quarto latrocínio do ano foi registrado nesta madrugada de sábado (7/1) contra um policial militar
Nessa madrugada, enquanto a Polícia Militar prendia o suspeito de assassinar a professora Raquel, no Gama, mais um latrocínio acontecia entre Brazlândia e Taboquinha (GO). Dessa vez a vítima foi o Policial Militar do DF Luiz Carlos de Oliveira. Segundo apuramos, a chácara do policial foi invadida por um bandido que além de matá-lo com três tiros ainda levou sua arma.
Na quinta-feira (5) um taxista foi morto a tiros por um casal que se passou por passageiros para enganar a vítima. Eles anunciaram o assalto e exigiram dinheiro e o carro. Na quarta (4), uma professora morreu no Gama depois de ter o carro roubado. Ela foi atingida por um tiro no peito disparado Leandro Pereira (24 anos), conhecido como “canudo” e já identificado pela polícia.
Dados apurados pelos órgãos de segurança e divulgados no portal Metrópoles, mostram os índices de latrocínios registrados nos dois últimos anos. O levantamento identifica o dia da semana, a faixa horária e os locais onde os roubos seguidos de morte ocorreram com maior frequência.
Para se ter uma ideia de como anda a violência, no ano de 2015 ocorreram 187 tentativas de latrocínio e 46 óbitos em relação a 2016, onde os registros apontam para 262 tentativas e 42 óbitos consumados. Isso significa dizer que a cada oito dias uma pessoa é vítima de latrocínio na capital da república.
No ranking das cidades que mais registraram esse tipo de ocorrência, Ceilândia está em primeiro lugar, com 50 casos, somando 2 latrocínios e 48 tentativas. Na sequência, vêm Samambaia (7 e 28); Taguatinga (3 e 21); Gama (2 e 21) e Paranoá (2 e 19).
Repúdio
Enquanto os meios de comunicação do país estão voltados para os massacres internos de presos, fruto de guerras entre facções rivais como o PCC (Primeiro Comando da Capital, CV (Comando Vermelho) e FDN (Força do Nordeste) e o governo discute as indenizações às vítimas desses confrontos nos presídios de Manaus e Roraima, só no Rio de janeiro 9 policiais foram mortos e agora 1 policial em Brasília. Até o fechamento dessa matéria, nenhum meio de comunicação havia divulgado o fato.
A imprensa, principalmente as grandes mídias escritas e televisivas, resiste em divulgar esses dados estatísticos sobre o assassinato de policiais. As comissões de Direitos Humanos não se manifestam também a não ser nos casos onde o marginal, o bandido, aquele que por nada ceifa a vida do trabalhador e pai de família esteja sendo tratado como vítima. Agora o que mais preocupa é o“silencio institucional” acerca das mortes de policiais, algo realmente intrigante.
Enxugando gelo
As polícias, tanto a Militar como a Civil, têm feito sua parte mesmo com o reduzidíssimo efetivo que ambas dispõe. As políticas de segurança pública empregadas atualmente já se mostraram ineficazes, aliada à benevolência da justiça que tem permitido colocar nas ruas novamente o criminoso pego em flagrante e liberado nas Audiências de Custódia.
Segundo especialistas ouvidos pelo blog, a tendência é que essa elevação da criminalidade continue pelos próximos três meses, onde as férias de servidores vão proporcionar um maior fluxo de recursos e pessoas nas ruas da capital, como disse George Felipe de Lima Dantas, especialista em segurança pública.
De acordo com o portal Metrópoles que entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social para pedir dados oficiais detalhados sobre latrocínios, a mesma se recusou a divulgar as informações sob a alegação de que “a divulgação das manchas criminais pode gerar consequências para além da área de segurança pública, como, por exemplo, a discriminação dos moradores dessas áreas e a desvalorização imobiliária, entre outros problemas”. Isso é um completo absurdo.
Enquanto isso....
Da redação com informações do CB e Metropoles,
Por Poliglota...
|
| You are subscribed to email updates from TEN POLIGLOTA 2012 - PMDF - CBMDF. To stop receiving these emails, you may unsubscribe now. | Email delivery powered by Google |
| Google Inc., 1600 Amphitheatre Parkway, Mountain View, CA 94043, United States | |





Nenhum comentário:
Postar um comentário