terça-feira, 18 de outubro de 2016

Sandro Vieira atribui retirada de caixa a servidor chamado “Joel”


Reprodução/Facebook


Em entrevista ao Metrópoles, o ex-secretário legislativo negou queima de arquivo no dia que antecedeu a primeira fase da Operação Drácon


O servidor da Câmara Legislativa Sandro Vieira, braço direito de Celina Leão (PPS) no tempo em que a distrital exerceu a presidência da Casa, negou que tivesse destruído ou retirado quaisquer documento das dependências da Casa em 22 de agosto, um dia antes da primeira fase da Operação Drácon. Em entrevista ao Metrópoles, Vieira dá sua versão para as suspeitas apontadas pelo Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) nesta segunda-feira (17/10), quando foi deflagrada a terceira fase da Drácon. E coloca outro personagem no centro do caso: um servidor identificado apenas como Joel, que aparece com uma caixa nas mãos, deixando a sala onde Vieira estava, conforme mostram as filmagens do circuito interno da Casa apreendidas pelos investigadores.


Sandro Vieira contesta o MPDFT, que estranhou o fato de o servidor estar na CLDF às 6h do dia 22 de agosto, uma segunda-feira. Na ocasião, segundo imagens divulgadas nesta segunda (17), uma pessoa retira uma caixa da sala onde Vieira estava. O Ministério Público suspeita de que se trate de queima de arquivo. Vieira nega irregularidades e argumenta que chegou cedo “para não pegar trânsito”, como costuma fazer em dias nos quais há algum “fato importante”.
“A minha função de secretário legislativo era preparar a pauta e conduzir a sessão. Naquele dia, teria a eleição de vice-presidência da Câmara, por isso cheguei mais cedo”, relatou ao Metrópoles. A vaga era para o posto de Liliane Roriz (PTB), que havia renunciado ao cargo na semana anterior, logo após os áudios em que ela grampeou Celina e o então secretário-geral da Casa, Valério Neves, virem a público.

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