sábado, 24 de setembro de 2016

Venda da operação da Coca-Cola no Estado envolveu R$ 3,5 bilhões

Questões relacionadas à sucessão foram decisivas para que família Vontobel decidisse repassar o negócio envolvendo a bebida

Por: Marta Sfredo
23/09/2016 - 12h30min | Atualizada em 23/09/2016 - 15h06min



Venda da operação da Coca-Cola no Estado envolveu R$ 3,5 bilhões Félix Zucco/Agencia RBS

decisão da venda das operações de engarrafamento e distribuição da Coca-Cola no Rio Grande do Sul e em parte de Santa Catarina passou por uma questão de sucessão familiar. E a negociação também marca o fim de uma era no Estado. Conforme pessoas vinculadas à transação, o valor total é de R$ 3,5 bilhões, que envolve valores à vista, ações e outros títulos. Na década de 1960, quando a família Vontobel começou a consolidar a produção do refrigerante mais popular do planeta, no Rio Grande do Sul a marca que liderava o mercado era a Pepsi-Cola. Sob o comando do ''general'' João Jacob Vontobel, a Coca internacional viu cair a cidadela da Gália gaúcha, que resistia à liderança da marca só a partir da segunda metade dos anos 1980. 
Esse feito deu à empresa familiar uma condição especial frente à multinacional com sede em Atlanta (Georgia, EUA), a ponto de as rígidas normas de marketing terem sido flexibilizadas para permitir que a marca não usasse o vermelho para patrocinar o Grêmio, time do coração do sucessor de João Jacob, Ricardo Vontobel.
Para evitar problemas no julgamento da venda no Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade), a família não está comentando os motivos da venda, mas interlocutores dos Vontobel ouviram comentários sobre questões ligadas exatamente a incertezas sobre a sucessão. Ou seja, o que teria sido determinante na decisão de passar o negócio adiante não foi a crise no país, que mais dia, menos dia, vai amainar, mas o momento específico da família.
Apesar dessa justificativa, as negociações para venda de dois nomes importantes da economia gaúcha – além das operações da Coca-Cola, a Tumelero encaminhou processo de transferência de controle à francesa Saint-Gobain para o Cade – lembram outra grande crise econômica, a da década de 1990, quando houve um forte processo de ''desgauchização'', especialmente no varejo, com o fim de marcas icônicas para o Estado como Imcosul e JH Santos. 
Os Vontobel mantêm o controle da centenária Neugebauer, comprada em 2010, e, ainda segundo seus interlocutores, têm intenção de fazer a fábrica de chocolates dona das marcas Bib's e Refeição crescer tanto na produção quanto no varejo. É uma operação bem menor, A marca já tem uma loja em Porto Alegre, no Viva Open Mall.

Detalhe da notícia talvez não lida: A família Vontobel receberá em dinheiro R$ 1,73 bilhão, R$ 688 milhões serão convertidos em ações da Femsa e R$ 1,1 bilhão serão emitidos em notas provisórias para resgate em três anos, podendo também ser transformados em capital acionário. 
A Vonpar é responsável pela produção e distribuição de Coca-Cola, Fanta, Kuat, Del Valle e outras bebidas das marcas da The Coca-Cola Company que servem aos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Além de manterem a Neugebauer e a Mumu quer mais ainda há as industrias de cervejas entre outras ramificações. Até onde há noticias foi só a Vonpar Coca-Cola...Mesmo assim um baita negócio.



Detalhe. O passivo de 1 bilhão, fica por conta dos donos anteriores.


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