Fabio Chaves
Do Vista-se

Uma feira clandestina já funciona há seis meses na rua Florêncio Ramos, na região da famosa Rua 25 de Março, em São Paulo.
Realizada sempre na parte da tarde de segunda-feria a sábado na esquina com a Rua Senador Queiróz, a feira tem barracas com verduras, carnes de várias espécies de animais e até caranguejos vivos sendo vendidos. Vendedores e compradores são de origem asiática.
A reportagem da Folha de S. Paulo esteve no local na tarde desta terça-feira (14) e presenciou o livre comércio por cerca de meia hora. Frangos e patos são vendidos inteiros, inclusive com a cabeça, apenas depenados. Não há a menor chance de terem sido abatidos de forma legalizada. Mas, ainda que fossem, o comércio na rua é ilegal.
Carnes já pesadas em sacos plásticos com etiquetas improvisadas também ficam à disposição em caixas plásticas colocadas diretamente no asfalto ou em recipientes de isopor. Tudo sem higiene ou refrigeração e sob um calor de cerca de 30 graus.
No local também são comercializados caranguejos vivos, que se mantém assim porque um dos vendedores joga água neles de vez em quando.
Quando a reportagem perguntou sobre que tipo de carne era aquela que estava em um balde transparente em uma das barracas, recebeu uma resposta estranha. “Carne com sabor que brasileiro não gosta, só chinês.” – respondeu a vendedora. A mesma mulher deu apenas um sorriso para (deixar de) responder a uma segunda pergunta: “É algo típico da China?” – disse o repórter, obviamente sem se identificar.
No início de agosto deste ano, três restaurantes orientais foram fechados na mesma região por suspeita de venda de carne de cachorro (relembre aqui).
Procurada pela Folha, a prefeitura disse que vai intensificar a fiscalização e que essa feira irregular já está na lista de afazeres da administração pública.
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