- 19/02/2018

A “folguinha’’ que tirou no carnaval — expressão usada pelo próprio prefeito Marcelo Crivella — já começou a dar mais trabalho para o chefe da administração municipal. Na sexta-feira, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro instaurou inquérito para apurar eventuais irregularidades nas viagens de Crivella ao exterior, como o aumento de 64% do valor das diárias a agentes públicos, conforme adiantou o colunista Ancelmo Gois. Mas não é só. Um novo inquérito, agora da Terceira Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania da capital, trata da ausência continuada do prefeito no trato de temas de interesse do Rio ligados ao carnaval.
O prefeito e o presidente da Riotur, Marcelo Alves, são investigados por descaso na execução de medidas necessárias à maior festa da cidade, bem como falhas no planejamento, que deixaram moradores e turistas expostos “à desordem e ao caos urbanos”.
Nas palavras da promotora Liana Barros Cardozo, “é notória a constatação em geral do desapreço do atual prefeito pelas manifestações culturais de carnaval, em qualquer de suas expressões históricas ou atuais”. Segundo a titular da Terceira Promotoria de Justiça, esse desprezo fez com que Crivella abandonasse a execução de tarefas inerentes ao cargo, que “incluem a proteção e promoção de bens culturais da municipalidade, incentivo ao turismo e às atividades econômicas atreladas aos festejos tradicionais do carnaval”.
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