sábado, 31 de dezembro de 2016

População define governo de Rollemberg como “péssimo, fraco, horrível”


Michael Melo/Metrópoles

Em pesquisa realizada pelo Instituto Dados, 1,2 mil pessoas usaram essas expressões para definir a gestão do socialista







Passados dois anos do governo de Rodrigo Rollemberg (PSB), o sentimento da população em relação à gestão pública do Distrito Federal é de insatisfação e revolta. Pesquisa de opinião feita pelo Instituto Dados, a pedido do Metrópoles, quis saber o que o brasiliense pensa do GDF em uma palavra. O resultado foi impactante. Ao todo, 230 expressões foram citadas. As 20 primeiras são todas negativas. Começam com os termos “péssimo”, “fraco”, “horrível”, “uma merda”, “decepção” e vão até “falido”, “caótico”, “mentiroso”, “bagunçado”.
O resultado da pesquisa reflete uma série de dificuldades que a população vem enfrentando. E embora o governo embase a inércia nas ações em uma crise financeira herdada de gestões anteriores, a arrecadação do DF com impostos e taxas aumenta pelo menos desde fevereiro deste ano.



Sem entender a conta, os 1,2 mil entrevistados pela pesquisa presencialmente, entre os dias 16 e 21 de dezembro, em 26 regiões administrativas, usaram as palavras “desastrosa” e “enganadora” para demonstrar o descontentamento com a gestão de Rollemberg.
As expressões ilustram os números da mesma pesquisa, nos quais 68,2% consideram o governo do socialista ruim (24%) ou péssimo (44,2%). Quando questionados qual nota dariam à gestão de Rollemberg, 30,3% foram radicais e deram zero.
A revolta começa na falta de insumos básicos em hospitais, como luvas e máscaras; nas longas filas à espera de atendimento; na falta de combustível em ambulâncias, que carregam vidas. Passa pela sensação de insegurança gerada pelos aumentos constantes nos índices de crimes contra o patrimônio. Para se ter ideia, em outubro deste ano, juntos, roubos a pedestre, a coletivos, a veículos, comércio, cresceram 56,7% em comparação com o mesmo período do ano passado.
A segurança é uma das áreas que enfrentam uma grave crise. Em junho deste ano, a Polícia Civil deflagrou uma “greve branca”. A categoria ampliou o movimento pela luta de melhorias salariais em setembro, com a operação legalidade. A mobilização prejudicou a investigação de crimes graves e criou uma tensão maior entre a categoria e o Executivo. Para piorar, o racha histórico entre as corporações.
Na educação, a meta de universalizar a educação para crianças de 4 e 5 anos até o fim de 2016 não foi cumprida. Ficou para 2017. As escolas têm estruturas precárias e a prometida educação integral subiu no telhado.
Na área de transporte, a situação não é mais confortável para o governo. Os brasilienses se queixam do sistema e, para piorar, Rollemberg autorizou um aumento na tarifa de ônibus e metrô de até 25% nesta sexta-feira (30/12). A população já planeja manifestações, o que pode arranhar ainda mais a imagem do Executivo.
Ouça as redes sociais, governadorAs insatisfações estão espalhadas pelas redes sociais. Do computador do Palácio do Buriti, onde despacha, ou até do celular, tablet, sem nenhum grande esforço, Rollemberg pode ter uma ideia do que a população pensa sobre o seu governo. Muito além de toda virulência que circula no Facebook, no Twitter, nas redes sociais em geral, há comentários embasados, observações que podem ser levadas em conta.
As reclamações publicadas nas plataformas de comunicação são um termômetro do humor do brasiliense sobre os rumos das políticas públicas do DF. Na rede social oficial do governador, com 102 mil curtidas, onde existe moderação, e teoricamente estão as pessoas que querem acompanhar o trabalho do gestor eleito, a escalada de críticas é progressiva.

Nem no período de festas de fim de ano, quando as pessoas costumam aumentar a tolerância e estender uma bandeira branca, Rollemberg escapou da enxurrada de críticas. Algumas irônicas, outras sóbrias, todas seguindo o tom dos últimos 12 meses. As principais reclamações são em torno da falta de pagamento; sucateamento da máquina pública; problemas na saúde, educação e segurança.
Metrópoles analisou diversos posts na rede social do governador, entre 2015 e 2016.  A interação é frequente e, muitas vezes, analítica. Há quem, por exemplo, chame de “comissionados” quem publica comentários positivos sobre o governo. As justificativas são de que, ao clicar nos perfis, é possível verificar que os usuários são contratados de alguma área da administração pública.
REPRODUÇÃO/METRÓPOLES
As promessas não cumpridas também causam a ira da população. Em 2015, por exemplo, Rollemberg garantiu que faria um estudo para desenvolver uma nova linha do Metrô, que passaria pela Asa Norte. A análise não saiu do papel e, até o momento, não tem perspectivas de entrar em prática.
REPRODUÇÃO/FACEBOOK
À época, os internautas fizeram comentários negativos e de descrédito, como agora. Mas as opiniões ainda eram um pouco mais balanceadas. Havia ponderação para a expectativa de ações do novo governador, na ocasião.
REPRODUÇÃO/FACEBOOK

Ações elencadas
A secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos, elenca algumas ações importantes desenvolvidas nesses dois anos de gestão de Rollemberg. Ela destacou os investimentos feitos pelo Executivo, com recursos conquistados por meio de operações de crédito e parcerias. “Mesmo em um período de recessão, conseguimos aplicar R$ 1,5 bilhão em obras qualificadas, como a pavimentação em áreas pobres, obras de mobilidade, ligações de água e esgoto. São obras que têm impacto na vida das pessoas, que atingem os mais pobres. É uma escolha de política social”, afirmou a secretária.
Na área habitacional, o governo ainda divulgou ter entregue 22,4 mil escrituras, além de regularizar 35 templos religiosos. Na área educacional, o governo garante ter concluído 15 creches. Outras 20 estão em construção para serem entregues em 2017. Essas unidades devem fazer com que o DF cumpra a meta do Ministério da Educação de universalizar o ensino para crianças de 4 e 5 anos. “Hoje temos 98 creches em funcionamento. E todas são integrais. É uma política para as crianças, mas também para as mães, que precisam trabalhar. Em 2017, vamos chegar à meta do MEC”, garantiu Leany Lemos.
A secretária ressaltou a transparência como uma qualidade da segurança pública do DF. Ela ressaltou que o DF teve o menor índice de homicídios dos últimos 22 anos. “Ainda temos um aumento nos crimes que provocam sensação de insegurança. Os dados são importantes para mudarmos essas realidade”, afirmou.
Uma das ações que deu certo no combate à criminalidade, de acordo com a secretária, foi a revitalização do Setor Comercial Sul. Com a melhoria na iluminação, ações culturais, foi possível reduzir a zero o número de mortes no local em 2016. Em 2015, oito pessoas tinham sido assassinadas na área.
Todo o balanço divulgado pelo governo com as ações positivas, como a construção do Bloco 2 do Hospital da Criança, que vai abrir mais 202 leitos — 164 de internação e 38 de unidades de terapia intensiva (UTIs), estão no site oficial o GDF, a Agência Brasília.

Dênio Simões/Agência Brasília
Rollemberg e seu secretariado no dia da posse

Instabilidade no primeiro escalão
Rodrigo Rollemberg assumiu o governo em janeiro de 2015, com 24 secretarias. Após uma grande reforma em outubro do mesmo ano, reduziu o número para 17, o que provocou a mudança de 18 participantes do primeiro escalão. Alguns perderam status de secretário, outros deixaram o governo. Meses depois, o socialista promoveu mais mudanças. Criou a pasta de Cidades, trocou a chefia de gabinete quatro vezes. O dono do cargo atualmente é Alden Mangueira, servidor do Tribunal de Contas da União (TCU).
Entre os poucos que se mantiveram no primeiro escalão desde janeiro de 2015, estão Thiago de Andrade, da Secretaria de Gestão do Território e Habitação (Segeth); Leany Lemos; Júlio Gregório, da Secretaria de Educação; e Marcos Dantas (PSB), que pulou da Secretaria de Relações Institucionais e Sociais para a de Mobilidade e, hoje, está na Secretaria de Cidades. Guilherme Reis, da Cultura, também passou ileso. Leila Lopes chegou a ser adjunta, mas retornou ao comando da pasta de Esporte, Turismo e Lazer.
E ainda há uma nova reforma programada para janeiro de 2017, devido à insatisfação com os quadros. Tanta mudança demonstra insegurança e falta de capacidade do governador de escolher bem os cargos, por critérios técnicos e políticos, acredita o especialista em economia e professor da Universidade de Brasília (UnB) Roberto Piscitelli. “O governador escolheu quadros que entendiam muito do macro, da situação nacional, que trabalharam com ele no Senado, sabiam de legislativo. Mas esqueceu de levar pessoas conhecedoras do quadro local”, afirmou Piscitelli.
Para ele, para ocupar um cargo público, é preciso unir habilidades de conhecimento e gestão. “A equipe de Rollemberg começou com notáveis, tem grandes nomes, mas está fraco politicamente”, completou.
Pouca notoriedade
Mesmo diante das mudanças de nomes, falta ao governo expor mais as ações positivas. De acordo com a pesquisa do Instituto Dados, 51,7% dos entrevistados não souberam identificar quais áreas o governo de Rodrigo Rollemberg tem priorizado.
A população cita obras em geral (19,4%) como a prioridade do governo, seguida da manutenção de ruas e calçadas (14,8%) e elege em terceiro lugar a economia ou austeridade (4,5%). Mas a maioria não consegue perceber claramente onde a gestão atua com maior vigor. Talvez por isso use palavras como “bagunçado” e “péssimo” para definir o governo.
Na contramão das críticas, a primeira palavra positiva a aparecer na pesquisa sobre o governo de Rollemberg, depois das 20 negativas, é “trabalhador”, com 0,8% das citações. “Dedicado” (0,5%) e “De tentativas” (0,5%) também são usadas para definir a gestão do socialista.






Acredito piamente que não seja corrupto mas uma coisa afirmo com letras garrafais é:  INERTE!



Por Aguiasemrumo Romulo Sanches de Oliveira
O que é inércia: Falta de ação ou falta de atividade!

1º Lei de Newton: Inércia
“Todo corpo permanece em seu estado de repouso, ou de movimento uniforme em linha reta, a menos que seja obrigado a mudar seu estado por forças impressas nele”.

Significado de Inércia
S.f. Sem ação nem atividade: a inércia dos mecanismos públicos.
Figurado. Ausência de reação; falta de mobilidade; estagnação: a inércia da polícia pode prejudicar o desenvolvimento do município.
Física. Diz-se da matéria que oferece resistência à aceleração.
Química. Particularidade das substâncias que não reagem quando estão em contato com outras.
Uso Antigo. Que não possui nem demonstra habilidade; falta de aptidão.
(Etm. do latim: inertia. ae).
Sinônimos de Inércia
Inércia é sinônimo de: apatia, frieza, impassibilidade, inação, inatividade, indiferença e insensibilidade.





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