domingo, 17 de abril de 2016

Votação do impeachment na Câmara começa com bate-boca: acompanhe

Daniel Ferreira/ Metrópoles

Os parlamentares estão reunidos para decidir sobre o processo com votos de “sim” e “não” – são necessários 342 votos para a aprovação


A sessão do processo de impeachment começou pontualmente no plenário da Câmara dos Deputados com confusão. Pouco depois das 14h, o clima esquentou em plenário com diversas intervenções do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB). Às 15h, 458 dos 513 deputados estavam na Casa. Eles estão reunidos para decidir o processo com votos de “sim” e “não”. A votação foi adiada para as 17h. Acompanhe ao vivo:
Antes do pronunciamento do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), relator do processo, começar os parlamentares se exaltaram. Arantes teve 25 minutos para falar sobre o assunto. “Alguns afirmaram que não houve má fé da presidente da República (em atrasar o pagamento aos bancos), pois governos anteriores já tinham adotado tais práticas, inclusive com a conivência do TCU. Isso não é verdade. O Tribunal de Contas detectou a conduta ilícita pela primeira vez nas contas públicas. Nunca houve tanta demora para repassar o dinheiro aos bancos públicos”, disse o relator.
O líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani, usou o pronunciamento para dizer que o partido é favorável ao processo de impeachment. “Alguns companheiros não acompanharão a posição da bancada. Mas quero dizer que respeito a posição de cada um de vocês. No fim desse processo, seremos grandes. A vitória deve ser do Brasil, do povo brasileiro”, afirmou.
Aspectos técnicos
O presidente da comissão especial de impeachment, Rogério Rosso (PSD-DF), fez um balanço dos trabalhos do colegiado e comparou o procedimento atual com o que ocorreu em 1992, no impeachment de Fernad
Daniel Ferreira/ MetrópolesDANIEL FERREIRA/ METRÓPOLES
o Collor. “Me disseram para acompanhar o mesmo rito 1992. Assim o fiz pelo regulamento. No entanto, não poderia apenas fazer três reuniões como foi à época. Fizemos 11 reuniões com mais de 50 horas de debate”, afirmou.
Ele completou ainda que, há 24 anos, não foi dada a oportunidade para os advogados se
pronunciarem na comissão. “Desta vez, o ministro Cardozo se pronunciou por duas vezes. É a homenagem que esta casa faz a ampla defesa, ao contraditório”, completou referindo-se ao ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo, que pediu a anulação do relatório do deputado Jovair Arantes.
No entanto, Cardozo teve o pedido rejeitado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) “Não fui eu quem ratificou o trabalho da comissão e sim o STF, que ao analisar diversos mandados de seguranças, nenhum foi considerado válido”, disse Rogério Rosso.
Processo
Cada um dos 513 deputados vai definir o destino de Dilma Rousseff, a primeira mulher a governar o Brasil, reeleita em 2014 com 54,5 milhões de votos. Especialistas, entretanto, questionam se o resultado será capaz de mudar o rumo do país, num curto espaço de tempo, que despenca ladeira abaixo.
Após uma eventual aprovação do impeachment na Câmara, a presidente só será afastada do cargo se o Senado também decidir pela continuação do processo. É preciso o voto de 41 dos 81 senadores (maioria simples). Seria, então, formada uma comissão de senadores para analisar o caso, num processo que poderá levar até 180 dias.
Opinião dos deputadosOs deputados da bancada do DF na Câmara comentaram o impeachment ao vivo, na página do Metrópoles no Facebook. De acordo com Laerte Bessa (PR), sete deputados são a favor do impeachment e um contra. A reportagem também ouviu o distrital Rodrigo Delmasso (PTN). Confira:

Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira

Todo esse mar de lama de corrupção, enriquecimentos ilícitos, nos dar a certeza da putrefação da política já que não existe ideologia. Um mandato parlamentar concede ao mau político a fazer negociatas com o erário público de interesses pessoais, sem o mínimo interesse com os sérios problemas e dificuldades enfrentadas pela nação, se esquecendo de que a pátria não é um sistema, nem uma seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo; é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade. O voto no Brasil precisa deixar de ser obrigatório, pois a democracia séria e justa contempla esses benefícios a todos que não se identifiquem com as propostas de candidatos.

“Provérbios 12,34. A Justiça faz a grande a Nação, o pecado é a vergonha dos povos.”

 
 

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