Ex-senador, preso na 28ª fase da Lava Jato, deveria ter R$ 16 milhões bloqueados por determinação do juiz Sérgio Moro
O ex-senador Gim Argello (PTB-DF), que deveria ter R$ 16 milhõesbloqueados por determinação do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato, teria apenas R$ 46.578,06 de saldo, somando as contas pessoais e das empresas das quais é sócio. Uma delas estaria com o saldo zerado. As informações foram divulgadas pelo sistema Bacenjud, do Banco Central, e anexadas ao processo de Argello na quinta-feira (14/4).

Os documentos revelam que as duas contas do empresário Paulo Roxo, que também teve contas bloqueadas por determinação de Moro, têm pouco mais de R$ 2,9 mil cada. Argello, Roxo e o ex-secretário-geral da Câmara Legislativa do DF (CLDF), Valério Neves, foram presos na última terça (12), durante a 28ª fase da Operação Lava Jato. A ação, batizada de Vitória de Pirro, apura denúncias de que o ex-senador teria recebido propina para não convocar empreiteiros na CPI da Petrobras, em 2014. O valor ultrapassaria os R$ 5 milhões.
De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, Roxo e Neves atuavam como operadores junto à construtora UTC e recebiam dinheiro de propina, que seria utilizado no financiamento de campanhas eleitorais no Distrito Federal.
Ambos prestaram depoimento à Polícia Federal em Curitiba (PR) na tarde de quinta, ocasião em que tentaram se desvincular do esquema. A defesa de Valério Neves afirmou que o ex-secretário-geral da CLDF não teve envolvimento com a origem do dinheiro da UTC e que ele não sabia de situação nenhuma. Já a de Roxo alegou que o empresário recebeu os recursos a pedido de Argello, mas que não sabia da origem do dinheiro.
O depoimento de Gim Argello à PF ainda não tem data marcada. Como o ex-senador foi encaminhado a Curitiba com um mandado preventivo – que vale por tempo indeterminado –, os investigadores aguardam a análise do material apreendido para convocá-lo a prestar esclarecimentos. A prisão temporária de Roxo e Neves vence no sábado (16). O pedido, no entanto, pode ser prorrogado por mais cinco dias ou convertido em prisão preventiva. Com informações do Paraná Portal.
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