A probabilidade de que a Câmara dos Deputados aprove a instalação do processo deimpeachment de Dilma Rousseff deu um salto entre esta segunda-feira e esta quarta-feira, catapultado pelos novos desembarques de partidos na base aliada. O movimento foi captado pelo site Atlas Político, que calcula em tempo real as chances de que a proposta ser aprovada no próximo domingo. O índice foi de 56% na segunda até 93%, nesta quarta às 17h, com 317 votos a favor, 125 contra e 71 indecisos. Além das declarações, o site calcula a probabilidade de que cada deputado ainda indeciso ou indefinido escolha um lado ou outro, baseado no histórico completo de seu comportamento em votações na Câmara neste mandato. O EL PAÍS fez uma parceria com o site e vai usar seu banco de dados até a votação.
"Achamos que o momento desta votação é muito importante para o aprendizado político do eleitorado brasileiro, então criamos uma ferramenta para que as pessoas possam identificar melhor como se constrói matematicamente o impeachment", diz o cientista político Andrei Roman, criador da plataforma site ao lado de Thiago Costa, PhD em matemática aplicada. Ambos são doutorandos da Universidade Harvard nos EUA.Poderíamos detalhar a projeção da seguinte maneira: se dez votações fossem feitas para o impeachment nesta quinta, em 9 delas os pró-impeachment ganharia e em uma delas Dilma Rousseff teria grandes chances de vencer.
Além do histórico governista e oposicionista de cada deputado, o site mostra ainda outros dados cruciais para desenhar um perfil dos parlamentares: principais doadores de campanha, se foi pessoa física ou jurídica, pendências com a Justiça e de quais bancadas fazem parte: ruralista, evangélica, entre outras.

"A grande maioria deles se posicionou neste processo a partir de uma conjuntura de baixa popularidade do Governo, não por conta de princípios ou uma questão programática", segue Roman. "O problemático é que a maioria desses políticos têm graves problemas na Justiça. Neste momento, o impeachment traz melhores perspectivas para quem quiser escapar da Operação Lava Jato, então muitos políticos parecem ter embarcado por conta disso", continua. "Há uma grande chance que no clima pós-impeachment a sociedade fique menos atenta aos desdobramentos do Lava Jato, então a pressão em cima desses deputados vai diminuir."
O EL PAÍS publicará no domingo o cruzamento dos votos com o perfil dos deputados. "A política brasileira vai mudar quando as pessoas acompanharem o placar do Congresso todos os dias, não somente na questão do impeachment, mas leis e decisões que representem realmente suas aspirações." A ideia de Andrei Roman e Thiago Costa é ampliar o site em breve. "O placar na política brasileira também tem que ser sobre ter uma grande maioria de políticos limpos e comprometidos com uma certa claridade e coerência de programa político."
Todo esse
mar de lama de corrupção, enriquecimentos ilícitos, nos dar a certeza da
putrefação da política já que não existe ideologia. Um mandato parlamentar
concede ao mau político a fazer negociatas com o erário público de interesses
pessoais, sem o mínimo interesse com os sérios problemas e dificuldades
enfrentadas pela nação, se esquecendo de que a pátria não é um sistema, nem uma
seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo; é o céu, o solo, o povo, a
tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados,
a comunhão da lei, da língua e da liberdade. O voto no Brasil precisa deixar de
ser obrigatório, pois a democracia séria e justa contempla esses benefícios a
todos que não se identifiquem com as propostas de candidatos.
“Provérbios
12,34. A Justiça faz a grande a Nação, o pecado é a vergonha dos povos.”

Nenhum comentário:
Postar um comentário