Pedro Ivo Mendes Gonzaga Neiva foi transferido do TRE-AM para o TRE-DF. Entretanto, não ficou nem uma semana no órgão e acabou cedido ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, onde seu pai, o desembargador Romeo Gonzaga Neiva, é o atual corregedor-geral de Justiça
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai julgar, a partir de 5 de abril, o procedimento de Pedido de Providências que investiga possíveis irregularidades na transferência do servidor Pedro Ivo Mendes Gonzaga Neiva do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) para o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF). Pedro Ivo não ficou sequer uma semana no TRE-DF e foi cedido ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), onde seu pai, o desembargador Romeo Gonzaga Neiva (foto abaixo), é o atual corregedor-geral de Justiça.
A Corregedoria Nacional de Justiça passou a investigar o caso no ano passado, após representação da então conselheira do CNJ Luíza Frischeisen, representante do Ministério Público no órgão entre novembro de 2013 e novembro de 2015.
O julgamento no CNJ será feito virtualmente e pode durar uma semana. Os 15 conselheiros vão apreciar o voto da corregedora nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi.
Anulação do atoSegundo apurou o Metrópoles, a tendência é que a Corregedoria peça a anulação do ato que possibilitou a transferência de Pedro Ivo do TRE-AM para o TRE-DF. Também há a expectativa de que o desembargador Mário Machado (foto abaixo), ex-presidente do TRE-DF e presidente eleito do TJDFT, seja investigado por sua atuação no caso, já que assinou os atos de redistribuição e cessão de Pedro Ivo.
Pedro Ivo, no entanto, pouco figurou os quadros da corte eleitoral. Em 16 de abril de 2014, o então presidente do TJDFT, Dácio Vieira, requisitou o servidor, que havia sido redistribuído com base no interesse da administração ao TRE-DF, para trabalhar no TJDFT. Foi cedido de pronto por Mário Machado, que havia assinado sua transferência.
Ao ser acionado pela reportagem, o TJDFT disse que não comentaria o caso.
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