Mesmo após a prisão de Arruda, em 2010, o acordo de propina foi mantido, segundo a reportagem. Rogério Sá, outro executivo da Andrade Gutierrez, também afirmou que Agnelo Queiroz recebia propina de diretores da empreiteira. No caso do petista, no entanto, não havia, segundo a delação, um percentual estabelecido. Mas, segundo Rogério Sá, Agnelo teria pedido valores para o PT.
À TV Globo, o advogado de José Roberto Arruda afirmou que o contrato da construção do
O conteúdo da delação premiada assinada por executivos da construtora Andrade Gutierrez, investigada na Operação Lava Jato, veio à tona na noite deste sábado (14/5) e envolve os nomes dos ex-governadores do DF, José Roberto Arruda, e Agnelo Queiroz (PT). Reportagem da TV Globo mostrou o pagamento de propina referente às obras do Estádio Mané Garrincha.
Mané Garrincha não foi assinado durante a gestão dele. Também negou que tenha havido repasse ou pagamento enquanto Arruda esteve no cargo.
O advogado de Agnelo Queiroz, em resposta à emissora, disse que o ex-governador nunca recebeu ou pediu qualquer quantia ou benefício ilícito de quem quer que seja. O PT informou que todas as doações para o partido foram dentro da legalidade e declaradas à Justiça Eleitoral
A obra do Mané Garrincha custou R$ 1,7 bilhão, foi a mais cara entre todos os estádios. A construção é objeto de investigações por órgãos de controle, como o Tribunal de Contas do Distrito Federal.
A reportagem também aborda em detalhes como funcionava o esquema de corrupção envolvendo a arena Amazonas, em Manaus. Segundo os delatores da Andrade Gutierrez, o ex-governador Eduardo Braga (PMDB) teria cobrado 10% de todas as obras tocadas pela empreiteira no estado. Os executivos informaram aos procuradores da Lava Jato que Eduardo Braga teria recebido R$ 30 milhões referentes à propina. O esquema teria funcionado durante os dois mandatos de Eduardo Braga e transbordado para o governo de Omar Aziz, que, segundo a delação, teria recebido R$ 10 milhões.
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