sábado, 17 de fevereiro de 2018

Novo Ministério Pode Dar A SEGOVIA Mandato De 3 ANOS









Temer, para gerar um ‘FATO POSITIVO’, quer criar o Min da Segurança Pública, de eficácia duvidosa e alto custo. Uma Polícia Política?
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No fundo será apenas um TROCA-TROCA de nomes e órgãos – como a PF e a PRF -, um PRATO FEITO para provocar descontinuidade e atrasos nas investigações em curso – leia-se Lava Jato e Decreto dos Portos – e gerar conflitos e superposições de funções entre as polícias civis e militares estaduais.
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Por que simplesmente não se CAPACITA, a nível de excelência, as polícias civis e não se fortalece as polícias militares estaduais? O governo federal não pode – com o subterfúgio de resolver o problema de segurança (que é duvidoso conseguir) lançar tentáculos cada vez maiores sobre a autonomia dos Estados. Ademais, isto implicará em deixar os caríssimos órgãos estaduais de segurança, em posições confortáveis e de pouco empenho.
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E o aspecto “nomeações de executivos”, pode ser o momento ideal para fazer mudanças, como tornar o cargo de Diretor Geral da Polícia Federal uma função a ser exercida por um prazo mínimo, tema já com projeto pronto e, segundo a imprensa (Globo-G1), algo já prometido a Segovia, quando de sua nomeação.
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A seguir matéria do sobre o assunto por Delis Ortiz, TV Globo/G1, Brasília
12/02/2018 18h06
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“”Temer planeja anunciar criação de Ministério da Segurança Pública após carnaval””
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PF, PRF, Depen e Senasp ficarão subordinados à nova pasta. Um dos objetivos do ministério será desenvolver ações de combate à criminalidade.

O presidente Michel Temer planeja anunciar, após o carnaval, a criação do Ministério Extraordinário da Segurança Pública. A TV Globo apurou que a nova pasta deverá ser criada por medida provisória (MP). Uma das atribuições do ministério será desenvolver ações de combate à criminalidade.
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A criação de uma pasta da Segurança Pública foi proposta pelo ministro da Justiça, Torquato Jardim, e vem sendo debatida desde novembro de 2017. Além de Torquato e Temer, participam das discussões os ministros Raul Jungmann (Defesa) e Sergio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional).
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Na semana passada, Temer bateu o martelo em razão do agravamento da crise de segurança. O texto da MP, inclusive, já está pronto e o governo avalia nomes para a função.
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Pela proposta, Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) saem da alçada do Ministério da Justiça e ficarão subordinados ao novo ministério. A pasta contará com a estrutura já existente no Ministério da Justiça.
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Já o Ministério da Justiça, apurou a TV Globo, seguirá desenvolvendo políticas preventivas de combate às drogas e programas de recuperação de ativos no exterior, de política de estrangeiros e refugiados, defesa do consumidor e antitruste e políticas antipirataria.
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Histórico
A criação de uma pasta exclusiva para cuidar da segurança pública é incentivada por parlamentares da chamada “bancada da bala” no Congresso Nacional. Em janeiro de 2017, após registros de chacinas em presídios, parlamentares da comissão de segurança pública da Câmara pediram a Temer a criação desse ministério.
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No mês seguinte, o presidente mudou o nome do Ministério da Justiça para o atual: Ministério da Justiça e Segurança Pública.
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Apesar de a segurança pública, em sua maior parte, ser de competência dos estados, o Palácio do Planalto tem sido cobrado pela crise no setor.
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No ano passado, o governo lançou o plano nacional de segurança, que passa por dificuldades de implementação. Uma das frentes do plano, por exemplo, é a atuação conjunta da União com o Rio de Janeiro no combate ao crime organizado. Desde julho de 2017, as Forças Armadas atuam em parceria com as forças de segurança do estado.
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A TV Globo apurou que houve divergência quanto à criação do novo ministério de segurança pública, sob o argumento de que provocaria descontinuidade nas ações de combate à violência. Temer, no entanto, acabou se convencendo da necessidade de desmembramento do Ministério da Justiça em um modelo que garanta a sequência dessas ações

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