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Posted: 09 Oct 2014 02:30 AM PDT
Rio – Não vou arriscar nenhum palpite. Vou, sim, fazer um prognóstico real das eleições presidenciais do segundo turno: Aécio ganha e, depois de doze anos, os petistas serão apeados do poder. A reação do candidato tucano nas últimas quarenta oito horas antes do dia da votação, a sua curva ascendente e a baixa rejeição são ingredientes que me levam à certeza da vitória do Aécio. Ao não passar dos 40%, Dilma bateu no teto e por pouco o tucano, que vinha se arrastando na casa dos 20%, não a alcançou no final da apuração dos votos. Agora, no segundo turno, com tempos iguais de dez minutos para cada um, Aécio não só deve explicar melhor seu programa de governo como rebater as acusações da Dilma de que o “povo brasileiro não quer voltar ao passado”, ao se referir a sua candidatura.
Aécio chegou ao segundo turno porque teve a ousadia de não esconder os feitos de Fernando Henrique Cardoso, o que não ocorreu nas duas campanhas de José Serra. Atropelou a Marina. Viu sabidamente na candidatura dela fragilidade de programa de governo, desorganização e um discurso de vítima do sistema, de coitadinha. Tentou conquistar o eleitor retratando seu passado de fome e de miséria, o que certamente afugentou aqueles que queriam um discurso de estadista de fôlego e determinação para governar o país. Perdeu-se mais ainda quando foi buscar na “velha política” o fisiologismo para atrair o voto dos miseráveis com a proposta de um décimo terceiro para o Bolsa Família.
Agora, os brasileiros vão julgar dois governos. Um, dos petistas, de doze anos de corrupção e desmando. Outro, dos tucanos, de privatização, que o PT considera de lesa pátria. Como o mapa das eleições mostrou, o PT ainda tira grande proveito dos 50 milhões de pessoas beneficiadas pelo Bolsa Família, o que faz a diferença numa eleição plebiscitaria de segundo turno. Mas certamente vai parar por aí. Há uma clara objeção e ojeriza de boa parte dos brasileiros aos petistas, que vão partir pra cima dos tucanos com gosto de sangue na boca. Ao Aécio cabe produzir um programa eleitoral moderado, de propostas. Deve fugir da baixaria e se apresentar como um candidato moderno, experiente, e de um bom gestor. Mostrar o currículo de quem administrou um estado como Minas Gerais com competência e com uma equipe qualificada para se contrapor a uma Dilma leniente à corrupção e ao atraso. Responsável por uma administração caótica e de fracasso na economia e na política externa.
Aécio deveria, logo de cara, defender as privatizações e mostrar que o Brasil avançou e se modernizou quando desestatizou a economia e privatizou elefantes brancos que só serviam de cabide de emprego e de guarda-chuvas para militares aposentados que sobraram da ditadura. Unificou os ministérios militares no Ministério da Defesa, reduzindo a máquina estatal e devolvendo os militares aos quarteis. Atraiu o capital externo, reduziu a inflação a índices suportáveis e transformou o Brasil numa potência competitiva no mercado mundial. Entregou ao PT, oito anos depois, um país com as finanças organizadas e com os índices sociais melhorados, depois que criou os bolsas, programas depois unificados e denominados pelo PT de Bolsa Família. Com dez minutos de programa, os tucanos podem agora explicar melhor o neoliberalismo para o qual os esquerdistas de botequim ainda torcem o nariz mas tiram proveito dele quando tiram o pé da lama.
À Dilma cabe ficar na defensiva, insistir no aumento das famílias beneficiadas pelos bolsas, defender a corrupção que campeia no seu governo, tentar justificar o encolhimento econômico do país, explicar a prisão dos mensaleiros e o propinoduto da Petrobrás. Precisa explicar também ao povo brasileiro o seu programa de privatização disfarçado de concessões.
Por Jorge Oliveira
Fonte: Diário do Poder
Aécio 54% x Dilma 46%: primeira pesquisa sobre o segundo turno
Em levantamento exclusivo para ÉPOCA, o instituto Paraná Pesquisas ouviu 2.080 eleitores em 152 municípios
Aécio Neves (PSDB) largou na frente da presidente Dilma Rousseff (PT) neste início da campanha de segundo turno nas eleições presidenciais deste ano. É o que mostra uma pesquisa feita com exclusividade para ÉPOCA, pelo instituto Paraná Pesquisas. Se a eleição fosse hoje, Aécio teria 49% das intenções de voto contra 41% de Dilma. Não sabe ou não responderam somam 10%. Em votos válidos, Aécio tem 54%, e Dilma, 46%. Na pesquisa espontânea, em que não são apresentados os candidatos, Aécio tem 45%, e Dilma, 39%.
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