domingo, 21 de setembro de 2014

MEIO AMBIENTE

Marchas no mundo levam milhares às ruas contra mudanças climáticas

Diversos países realizam manifestações por melhorias na proteção ambiental. Em Nova York, local da cúpula do clima da ONU em dois dias, mais de 100 mil pessoas se reuniram, inclusive o secretário-geral Ban Ki-Moon.
Dois dias antes da reunião de cúpula do clima da ONU, em Nova York, mais de 1.500 organizações convocaram neste domingo (21/09) passeatas em diversas cidades contra as mudanças climáticas. Centenas de milhares de pessoas se mobilizaram com o objetivo de pressionar a política para a conclusão de um acordo efetivo na proteção do meio ambiente.
Cerca de 2.700 manifestações foram previstas em 162 países, mas o local da passeata mais maciça foi justamente na própria Nova York, autodenominada a "maior manifestação climática de todos os tempos". Ao som de bandas e exibindo flores gigantes, em torno de 100 mil de pedestres, acompanhados de astros de Hollywood, políticos, ativistas e estudantes participaram da Marcha do Povo pelo Clima.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, que convocou a reunião de cúpula que terá a participação de mais de 120 líderes mundiais, além do ex-vice-presidente americano, Al Gore, e o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, estiveram nas ruas na saída da marcha no Central Park. O ator Leonardo di Caprio, que recentemente foi nomeado mensageiro da paz da ONU devido ao seu engajamento pelo meio ambiente, também marcou presença.
O mesmo se repetiu em outras cidades como Londres, Sydney, Paris, Madri, Cabul, Istambul e Rio de Janeiro
Em Berlim, também houve protestos. Segundo a polícia, cerca de 3.500 pessoas estiveram no Portão de Brandemburgo, mas os organizadores falam de 10.000 participantes. "É aviso para os políticos. A mudança climática não é apenas um tema para ambientalistas, é uma questão que afeta a todos nós", disse o porta-voz dos organizadores da passeata em Berlim, Ricken Patel.
Alemanha em papel de liderança
Manifestantes em Berlim: "todos somos o clima"
Na cúpula em Nova York, medidas para reduzir as emissões de dióxido de carbono estão na pauta de discussão. Resultados concretos são planejados para 2015. A meta é limitar o aquecimento global em dois graus Celsius.
A chanceler alemã, Angela Merkel, não irá à cúpula do clima e será representada pelo ministro do Desenvolvimento, Gerd Müller, que vê a Alemanha em um papel de liderança neste assunto. "A Alemanha é lugar de excelência quando se trata de mudança climática", afirmou o político, que disse ainda países emergentes e em desenvolvimento necessitam urgentemente do conhecimento e know-how alemão.
"Com cada euro que investimos, pouparemos quatro que teríamos que gastar no futuro para consertar os danos ambientais", completou Müller. "Não é nada mais e nada menos do que questões de sobrevivência humana. Quem não entender isso agora, vai ter que pagar caro no futuro", proferiu o ministro.

PV/rtr/dpa/afp

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