sábado, 21 de fevereiro de 2026

Quando um cão é entregue a um abrigo porque se perdeu, porque alguém se mudou, porque a casa nova não aceita animais ou simplesmente porque a família se cansou dele é isto o que acontece:Eles ficam sentados em silêncio, esperando que você volte. Não por horas. Não apenas por dias. Às vezes, por meses. Eles não se importam com brinquedos, petiscos ou até mesmo comida. Tudo o que eles querem é você. Se você não pode se comprometer a amar e proteger um cão por toda a vida dele, por favor, não leve um para casa. Diga não ao abandono. Porque ele nunca abandonaria você.

Aguiaemrumo Romulo Sanches 

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O AMOR FAZ TODA DIFERENÇA NA NATUREZA NÃO EXISTE DEVOLUÇÃO TODA AJUDA É BEM VINDA GRATIDÃO 🙏 💔😭

Dona Teresa passou os últimos 8 dias no leito 203, setor de clínica geral, hospital público.

Internada por uma infecção forte, daquelas que o corpo velho não aguenta calado.
Não recebia visitas. Só os médicos, os técnicos, os voluntários do refeitório.
“Ela tem família?”, perguntaram.
“Diz que tem, mas ninguém veio ainda”, responderam.

Mas quem conhecia Dona Teresa sabia:
os que ela chamava de família não estavam nos cadastros do SUS.
Estavam lá fora.

Dona Teresa vivia sozinha numa casinha de muro baixo, no fim de uma vila sem asfalto.
Tinha uma aposentadoria modesta e uma rotina precisa:
cozinhava arroz com pescoço de frango, recolhia sacos do açougue, separava remédio triturado, enchia garrafas com água limpa.

Para quem?

Para eles.

Os cães do bairro sabiam o horário.
Os gatos já dormiam embaixo do fogão.
O cavalo solto da esquina encostava o focinho no portão todo dia, pontual.
Dona Teresa nunca negava. Nem nos dias em que faltava pra ela.

Na última semana, estranhamente, os animais começaram a rondar o hospital.
Ninguém entendeu.
Primeiro foi um vira-lata preto que dormia na entrada do pronto-socorro.
Depois dois gatos siameses foram vistos no estacionamento, olhando fixo pras janelas.
Na noite de sábado, uma funcionária encontrou quatro cães deitados enfileirados ao lado do gerador, em silêncio.

No domingo, antes do sol nascer, Dona Teresa partiu.

O monitor desligou.
Os fios foram retirados.
O corpo coberto com um lençol limpo.
Silêncio.

Mas no corredor do hospital, o silêncio também era outro.

Funcionários da limpeza pararam.
Um técnico de enfermagem abriu a porta de leve.
E ali, encostados um ao lado do outro, estavam sete cães e três gatos.
Em fila.
Deitados, como se soubessem.

Ninguém os chamou.
Ninguém os expulsou.

Eles ficaram ali por minutos, quietos.
Um dos cães lambeu a lateral da maca.
O menor dos gatos se enroscou no canto da parede.
E então, um a um, foram saindo.
Sem latido. Sem miado.

Quem viu, saiu com os olhos cheios.

Porque Dona Teresa pode ter partido sem herdeiros.
Mas deixou amor espalhado em cada rabo abanado, cada ronronar manso, cada animal que aprendeu com ela que ainda existem humanos que valem a pena.

Na ficha do hospital ficou escrito:
Paciente sem acompanhante.
Mas quem estava lá sabe:
Ela não partiu sozinha.

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