terça-feira, 2 de junho de 2015

Apple motiva funcionários para lançamento de relógio em lojas físicas


Angela Ahrendts, vice-presidente sênior de varejo e lojas online da Apple, está começando a preparar os funcionários das lojas da empresa para o início das vendas do Apple Watch nas lojas físicas. Ela disse aos funcionários que agora, a empresa precisa ter certeza de que está mais que preparada para atender as necessidades dos clientes que compram nas lojas da companhia.
Ela acrescenta que a Apple "precisa ter certeza de que eles [clientes] tenham a melhor experiência e que o lançamento é mais rápido, mais inteligente e maior do que a empresa nunca havia feito antes". Por vários motivos, Ahrendts diz que a chegada do Apple Apple foi um "lançamento diferente", comparando-o com lançamentos de produtos anteriores.
A Apple enfrentou um problema de abastecimento de estoques com a chegada do Apple Watch, e com isso acabou reservando as vendas do relógio apenas na loja online, mas já vai passar a experimentar um novo serviço onde os clientes podem visitar as lojas físicas para testar qual modelo irá comprar. Também será possível verificar se alguma loja específica tem o relógio (referindo-se ao modelo) em estoque, e os clientes poderão fazer a escolha online antes de ir retirá-lo.
Na esperança de incentivar os funcionários das lojas, Ahrendts diz que este "é o nosso momento de brilhar, e será um lançamento diferente de qualquer outro que já tivemos". Completando seu discurso, ela cita: "é isso que você nasceu para fazer, é por isso que você está na Apple".
A Apple também está orientando os funcionários a discutirem com seus clientes os benefícios do Apple Pay, que é mais um recurso disponível para o relógio inteligente. E embora o discurso motivacional tenha sido feito, nenhuma data específica foi citada para o lançamento oficial do relógio nas lojas físicas.

Políticos acossados pela Lava Jato querem vetar reeleição de Janot Se indicado por Dilma Rousseff, atual procurador-geral terá de passar pelo crivo do Senado

O procurador Janot, em outubro passado. / FELIPE SAMPAIO (STF)
Na mira de raivosos políticos acossados pela operação Lava Jato, o Ministério Público Federal inicia nesta semana o processo de escolha de seu chefe para o biênio 2015-201. Entre os prováveis candidatos está o atual nome do cargo — e considerado favorito para permanecer nele —, Rodrigo Janot, à frente da investigação contra dezenas de políticos implicados no chamado Caso Petrobras, um dos maiores escândalos de corrupção da história.
Como a escolha do procurador-geral é uma decisão do chefe do Executivo, Rousseff poderá acatar ou não o nome daquele que for o mais votado pela Associação Nacional dos Procuradores da República. Depois, o escolhido passará pela análise do Senado, que terá de aprová-lo com o aval de ao menos 41 dos 81 parlamentares. Nos últimos dez anos, o mais votado pelos procuradores foi o escolhido pelo presidente e aceito pelos senadores.Ao todo, cinco procuradores devem ser os candidatos à função. Os concorrentes começarão a se inscrever a partir da próxima sexta-feira e terão até o dia 15 para fazê-lo. A eleição, interna e informal, ocorrerá no dia 5 de agosto. Os três que tiverem mais votos entre todos os membros do MPF terão seus nomes levados para a presidenta Dilma Rousseff (PT), que possivelmente escolherá um deles para ocupar o cargo.
Todos os holofotes levam a Rodrigo Janot. É nele que estão centradas as críticas à atuação dos procuradores que investigam 49 políticos brasileiros suspeitos de participarem do esquema de corrupção que desviou ao menos 6 bilhões de reais da Petrobras. Os outros potenciais candidatos são os subprocuradores-gerais Mário Bonsaglia, Carlos Frederico Santos, Raquel Dodge e Nicolao Dino (leia mais sobre eles abaixo).
Janot ainda não confirmou se disputará a recondução. Porém, sua ausência seria vista como uma derrota diante das pressões que sofre nos últimos dias por causa da Lava Jato. "É mais do que esperado que ele se candidate", diz um procurador ligado a ele. Uma de suas dificuldades seria a avaliação do Senado. Dos 49 investigados, 12 são senadores da atual legislatura, de cinco partidos diferentes, inclusive do oposicionista PSDB. Na lista também estão os presidentes da Câmara e do Senado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Renan Calheiros (PMDB-AL).

Cerco

O cerco ao procurador-geral se intensificou no mês passado. Solicitações para depor na CPI da Petrobras, pedidos de investigação de sua gestão e até mudança na legislação são algumas das medidas usadas pelos congressistas investigados para pressionar o principal responsável por conduzir as apurações contra os políticos no caso de desvio de recursos da petroleira estatal.
O senhor Janot, o chantagista, comigo não se cria. Ele estiola
Senador Fernando Collor
A temperatura subiu quando o senador Fernando Collor de Mello(PTB-AL) chamou o procurador de chantagista, porque pediu, e obteve, a quebra de sigilo fiscal e bancário dele por suspeita de envolvimento com a quadrilha que agia na Petrobras. Nos dias 11 e 12 do mês passado, o parlamentar apresentou quatro requerimentos de investigação contra o chefe do Ministério Público Federal. O senador diz que Janot usa seu cargo para se autopromover, desperdiça dinheiro público e faz encontros secretos para definir quem deve ou não ser investigado.
Em um discurso no plenário do Senado, Collor disse que Janot age com o “nítido intuito de intimidação” ao pedir a quebra de seus sigilos. “O nome dessa conduta é chantagem. Só que o senhor Janot, o chantagista, comigo não se cria. Ele estiola [enfraquece]”, afirmou o senador, o auto intitulado “caçador de marajás” que presidiu o país entre 1990 e 1992, quando sofreu um impeachment. “Até quando suportaremos esse populismo judicial de Janot, um especialista em escolher alvos e em chantagear?”.  Conforme um dos delatores do esquema, o doleiro Alberto Youssef, Collor recebeu 3 milhões de reais em propinas pagas pela BR Distribuidora, uma empresa vinculada à Petrobras. O senador nega.
Os requerimentos apresentados por Collor, na visão de especialistas, não são irregulares. “A ação do senador não é questionável do ponto de vista legal. Pelo contrário, o Senado está fazendo seu papel de investigar o Ministério Público, o que raramente ocorre. Ninguém está acima da lei”, diz Marcelo Figueiredo, advogado e professor de direito público da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Figueiredo, contudo, pondera que nem sempre as ações dos senadores são de interesse público. “Nesse caso parece algo individual, secundário”.
Já o presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), José Robalinho Cavalcante, diz que a ação de Collor é infundada. “Ele está usando a sua prerrogativa de senador, mas o conteúdo dos documentos apresentados por ele não comprovam nenhuma irregularidade. Essa não é uma forma inteligente de enfrentar o Ministério Público”.

Segunda frente

A outra linha de ataque a Janot está na Câmara dos Deputados. Lá, o seu principal articulador é o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que já disse que o procurador tem uma querela pessoal contra ele. Cunha, suspeito de pressionar empresas ligadas à Petrobras por meio de requerimentos parlamentares, sugeriu a aliados que elaborem um projeto de emenda constitucional que impeça a recondução de um procurador-geral ao cargo.
O ato [mudança na lei] pode ser visto como retaliação a um trabalho sério que vem sendo feito
Procurador José Robalinho
Atualmente, conforme previsto na legislação, é possível haver a recondução para a função. O mandato é de dois anos e o de Janot começou em setembro de 2013. “Falta pouco mais de três meses para a escolha do novo procurador ou para a recondução do atual. Uma medida como essa, que altera a Constituição, não passa de uma hora para a outra no Congresso. O ato pode ser visto como retaliação a um trabalho sério que vem sendo feito, mas não acredito que dê tempo de entrar em vigor”, analisou o procurador Robalinho, da ANPR.
Na Câmara, até membros de partidos de oposição ao Governo Dilma Rousseff acabam levantando dúvidas sobre o trabalho do procurador-geral. O deputado federal Paulo Pereira da Silva (SD), por exemplo, apresentou dois pedidos de convocação de Janot para depor na CPI da Petrobras. É incomum procuradores-gerais responderem a questionamentos de deputados nessas situações. Um deputado do partido de Pereira também é investigado pela Lava Jato.

Os mais cotados para concorrer ao cargo de procurador-geral

Até o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), pouco se ouvia falar o nome do procurador-geral da República. Foi na gestão dele, que o cargo começou a ganhar destaque. Na ocasião, a fama foi negativa, quando Geraldo Brindeiro ganhou o apelido de "engavetador-geral da República". A razão era que poucos processos de investigação contra grandes figuras políticas tinham sequência.
O nome de Brindeiro foi rejeitado pela sua própria classe, que encaminhou uma lista tríplice para FHC em 2001. Porém, o presidente ignorou os anseios da classe. De 2003 para cá, as listas tríplices informais elaboradas pela Associação Nacional de Procuradores da República passaram a ser levadas em conta. Sempre o primeiro colocado acabou sendo escolhido.
Depois dos anos Brindeiro, o cargo de procurador-geral ganhou destaques positivos. Os mais recentes foram a investigação do mensalão petista (iniciado com o Antonio Fernando de Souza e concluído com Roberto Gurgel) e atualmente com a operação Lava Jato.
Antes de ser conduzido ao cargo de procurador-geral em 2013, Janot foi derrotado no pleito da ANPR de 2011, quando ficou em segundo lugar. Para este ano, quando deve tentar sua recondução, seus principais concorrentes serão os seguintes subprocuradores-gerais da República:
Carlos Frederico Santos. Atuou nas procuradorias do Amazonas e de Roraima. Presidiu a ANPR e se destacou como o primeiro procurador a denunciar o genocídio de povos indígenas.  Também se notabilizou por tentar impedir obras de uma hidrelétrica na reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima.
Mário Bonsaglia. Doutor em direito do Estado pela Universidade de São Paulo (USP), atuou na procuradoria de São Paulo e já emitiu pareceres na operação Lava Jato. É bastante ativo nas redes sociais e já "comprou briga" com a Polícia Federal sobre o direito do Ministério Público poder investigar.
Nicolao Dino. Professor da Universidade de Brasília, é um dos principais aliados de Rodrigo Janot, o que pode dificultar sua candidatura. Atualmente ocupa o cargo de "articulador político" da Procuradoria-Geral. Tem forte atuação na área criminal e é irmão do atual governador do Maranhão, o ex-juiz Flavio Dino. Sua ligação familiar fez com que ele fosse rejeitado pelos senadores para um cargo de conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público.
Raquel Dodge. Era tida como uma das favoritas na eleição de 2013. Mas não compôs a listra tríplice da ANPR. Nos últimos anos, foi a responsável para operação Caixa de Pandora, que denunciou 38 pessoas por corrupção e resultou no afastamento do então governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, em 2010.
Janot, por sua vez, prefere o silêncio. Ele não atendeu ao pedido de entrevista feito pelo EL PAÍS e desde novembro do ano passado não atende à imprensa individualmente, segundo sua assessoria. A amigos, diz que está tranquilo quanto à investigação da Lava Jato porque ela seria impessoal e cercada de provas robustas. Sobre as pressões que sofre, diz que são algo normal em sua profissão.

Ministro italiano agradece apoio de Lula à Expo Milão 2015

Agência ANSA
O ministro das Políticas Agrícolas da Itália, Maurizio Martina, agradeceu ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o brasileiro José Graziano, pelo apoio ao Protocolo de Milão, documento com propostas de combate à desnutrição que será apresentado ao final da Expo 2015.
Em artigo publicado na edição desta segunda-feira (1º) do jornal italiano "Corriere della Sera", Lula e Graziano reiteram que visitarão a feira universal nos próximos dias e que deixarão seus nomes na lista de signatários do Protocolo.
"A Carta de Milão é o documento que traz o legado da Expo Milão 2015. O texto aborda várias questões cruciais, tais como: o escândalo do desperdício de alimentos, a necessidade de assegurarmos comida em quantidade suficiente para uma população mundial em crescimento, preservando o meio ambiente, e o papel crucial das mulheres no desenvolvimento", diz o texto.
Segundo eles, o documento é uma oportunidade para o mundo se envolver em uma "discussão sobre o futuro da agenda de desenvolvimento global". "A vontade deles de subscrever o Protocolo é um testemunho forte para todos, já que chega de duas pessoas que tanto fizeram pela luta contra a fome e a pobreza", declarou Maurizio Martina, que ainda exaltou o Bolsa Família.
De acordo com o ministro, o programa criado por Lula permite que muitos cidadãos tenham o que comer todos os dias. 

RICARDO NOBLAT COMPARA LULA A DON CORLEONE

Todos os passos de Lula para regressar ao Planalto em 2018

Todos os passos de Lula para regressar ao Planalto em 2018
Fotografia © Esgar Acelerado

Brasil. Ex-presidente quer ser futuro presidente. Aproxima-se ou afasta-se do governo do seu partido, consoante as conveniências

"Eu estou aqui quietinho no meu canto sem querer brigar mas parece que me estão chamando para a briga e olha que eu sou bom de briga", gritou com a sua tradicional voz rouca Luiz Inácio Lula da Silva no 1º de Maio, horas depois de as manchetes de duas revistas semanais brasileiras, a Época e a Veja, o terem colado ao escândalo de corrupção da Petrobras.
O discurso, feito no palanque da Central Única de Trabalhadores (CUT), o braço sindical do Partido dos Trabalhadores (PT), e acolhido com delírio pela multidão soou como anúncio oficial. Lula, de 69 anos e recuperado de um cancro, marca território rumo ao Palácio do Planalto para, então já septuagenário, suceder à sucessora Dilma Rousseff em 2018.
Meses antes, durante o período escaldante das manifestações pró-destituição de Dilma, Lula já se disponibilizara para a luta num evento do PT. Chamou a seu lado João Pedro Stédile, dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), e desafiou: "Quero paz e democracia mas se eles [oposição e manifestantes] não quiserem, o Stédile disponibiliza o exército dele e estamos aí na luta".
Mais do que dizer que vai à luta, aquele que foi o presidente do Brasil entre 2003 e 2011 explica com quem vai à luta - com os sindicatos e os sem-terra, ou seja, com a esquerda mais à esquerda do país.
E vai com a esquerda porque sente que as elites lhe são ingratas:"As elites ficam loucas quando falam no meu nome para a presidência, mesmo tendo em conta que nunca ganharam tanto dinheiro como quando eu estava no Planalto".

Navio de cruzeiro com mais de 450 a bordo naufraga na China A embarcação 'Estrela do Oriente' foi atingida por tempestade, diz capitão. Maioria dos passageiros tem entre 50 e 80 anos.

Um navio de cruzeiro chinês com 458 pessoas a bordo naufragou no Rio Yangtze, na província chinesa de Hubei, na noite desta segunda-feira (1º), informou a agência estatal de notícias “Xinhua”, que cita como fonte a administração de navegação do rio. Mais de 400 pessoas estão desaparecidas. Os passageiros e tripulantes são todos chineses, segundo as autoridades locais.
A agência de notícias chinesa Xinhua informou que até agora 15 pessoas foram resgatadas com vida, incluindo o capitão e o engenheiro da embarcação. Eles disseram que o barco naufragou rapidamente após ser atingido por uma tempestade. A Efe fala em 13 sobreviventes por enquanto, entre eles uma idosa de 85 anos. A Reuters estima o número de resgatados com vida em 19.
Não há ainda informações oficiais sobre mortos. A "BBC" afirma que uma morte foi confirmada, mas a Reuters diz que cinco corpos foram resgatados da água.
A embarcação “Dongfangzhixing (“Estrela do Oriente)” levava 406 passageiros chineses, cinco funcionários de uma agência de viagens e 47 integrantes da tripulação, segundo o órgão de administração de navegação.
 Mulher de 65 anos é resgatada do navio  (Foto: Reuters)Mulher de 65 anos é resgatada do navio (Foto: Reuters)
A maioria dos passageiros é composta por turistas com idades entre 50 e 80 anos. De acordo com uma lista um passageiro teria 3 anos. Não haveria estrangeiros no barco.
Uma centena de passageiros reservou as passagens em uma agência de turismo de Nankin, enquanto as demais reservas ocorreram em Suzhou e em outras cidades, declarou Yao Wenge, oficial encarregado do transporte fluvial, citado pela agência Xinhua.
O navio partiu de Nanjing, capital da província de Jiangsu, no leste do país, e seguia para a cidade de Chongqing, no sudoeste.
O naufrágio ocorreu por volta de 21h28 (horário local).
Equipes carregam um barco para resgate (Foto: Chen Zhuo / Reuters)Equipes carregam um barco para resgate (Foto: Chen Zhuo / Reuters)
A BBC informou que o barco não teria enviado sinal de socorro antes de emborcar.
A TV estatal chinesa, a “CCTV”, disse que um navio de resgate e equipamento para desvirar a embarcação foram enviados ao local do naufrágio. Imagens da TV mostraram o navio de cabeça para baixo no rio. A região do naufrágio tem cerca de 50 pés (15 metros) de profundidade.
Soldados, policiais, paramilitares, mergulhadores e centenas de barcos estão no local para ajudar na busca por sobreviventes. A equipe é composta de 140 pessoas e cinco helicópteros. Mas chove e venta muito na região, o que dificulta o trabalho de resgate.
De acordo com o jornal “The New York Times (NYT)”, equipes de resgate ouviram sons de batidas no casco, vindas do interior do navio, o que indica que há pessoas vivas no interior da embarcação virada.
O premiê chinês, Li Keqiang, viajou para o local do naufrágio.
Sobrevivente do naufrágio do navio de cruzeiro Estrela do Oriente é retirado do rio Yangtze em Juanli, na China. A embarcação naufragou com 458 pessoas a bordo, todas chinesas, segundo autoridades. Mais de 400 pessoas foram dadas como desaparecidas (Foto: AFP)Sobrevivente do naufrágio do navio de cruzeiro Estrela do Oriente é retirado do rio Yangtze em Juanli, na China. A embarcação naufragou com 458 pessoas a bordo, todas chinesas, segundo autoridades. Mais de 400 pessoas foram dadas como desaparecidas (Foto: AFP)
Segundo a CCTV, o navio foi construído em fevereiro de 1994 e é capaz de transportar 534 pessoas. A embarcação é propriedade da Chongqing Oriental Ferry Company.
O Yangtze é o terceiro rio mais longo do mundo e o mais importante navegável da China, muito usado pelos navios de cruzeiros.
Segundo a imprensa estatal, o presidente Xi Jinping ordenou o emprego de "todos os esforços possíveis" nas tarefas de resgate, e o primeiro-ministro, Li Keqiang, está a caminho do local para coordenar pessoalmente os trabalhos.
Em janeiro, um rebocador afundou durante uma viagem de teste na parte leste do Yangtze, deixando 22 mortos.
Após o acidente, o governo provincial disse que o barco estava em fase de testes sem completar adequadamente os procedimentos necessários e sem fornecer informações sobre a condição do navio, tal como exigido pelos regulamentos.
O Yangtsé é o rio mais longo da Ásia, com 6.300 km, e tem registrado várias tragédias fluviais.

Produção industrial recua pelo terceiro mês seguido, diz IBGE A indústria brasileira apresentou queda de 1,2% em abril ante março. Em relação a abril do ano passado, a queda é de 7,6%.

A produção industrial nacional recuou 1,2% em abril ante março, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se do terceiro resultado negativo consecutivo na comparação com o mês anterior - a perda acumulada nesse período é de 3,2%. Em relação a abril do ano passado, a queda é de 7,6%. No acumulado do ano, até abril, em comparação com 2014, o recuo é de 6,3%, e no acumulado de 12 meses, é de 4,8% - trata-se do resultado negativo mais intenso desde dezembro de 2009, quando a queda foi de 7,1%.
EVOLUÇÃO DA INDÚSTRIA
em %
-0,9-1,70,80,5-0,60,1-1,3-1,60,2-1,4-0,7-1,2mai/14jun/14jul/14ago/14set/14out/14nov/14dez/14jan/15fev/15mar/15abr/15-2-1,5-1-0,500,51
Fonte: IBGE
De acordo com o IBGE, o índice mostra que foi mantida a trajetória descendente iniciada em março de 2014. A redução de 1,2% de um mês para o outro se deu nas quatro grandes categorias econômicas e em 19 dos 24 ramos pesquisados.

Por setores
Em relação ao recuo de um mês para outro, as principais influências negativas vieram dos veículos automotores, reboques e carrocerias, com queda de 2,5%, e de perfumaria, sabões, detergentes e produtos de limpeza, com recuo de 3,3%. No primeiro caso, trata-se do 7º mês seguido de recuo na produção, acumulando no período perda de 21,9%.
Já os ramos que aumentaram a produção foram as indústrias extrativas e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, ambos com avanço de 1,5%.
Entre as grandes categorias econômicas, a de bens de capital, ao recuar 5,1%, mostrou a redução mais acentuada em abril e a terceira taxa negativa consecutiva, acumulando nesse período queda de 12,7%. Os setores produtores de bens de consumo semi e não-duráveis (-2,2%) e de bens de consumo duráveis (-1,8%) também registraram resultados negativos mais intensos do que a média nacional (-1,2%), com ambos apontando o sétimo mês seguido de queda na produção e acumulando nesse período perdas de 8,4% e de 15,3%, respectivamente. O segmento de bens intermediários (-0,2%) teve o recuo mais moderado no mês, mas manteve o comportamento negativo desde fevereiro, acumulando no período decréscimo de 1,1%.