domingo, 23 de setembro de 2018

Saiba quais são as posições dos presidenciáveis sobre concessões e venda de estatais



G1 perguntou aos 13 candidatos o que pensam sobre concessões no setor de infraestrutura e o que pretendem fazer com Eletrobras, Petrobras, Correios e Infraero. Nove responderam.
Por Laís Lis, G1 — Brasília
 

Os 13 candidatos, em ordem alfabética da esquerda para a direita: Alvaro Dias, Ciro Gomes, Cabo Daciolo, Fernando Haddad, Geraldo Alckmin, Guilherme Boulos, Henrique Meirelles, Jair Bolsonaro, João Amoêdo, João Goulart Filho, José Maria Eymael, Marina Silva e Vera Lúcia — Foto: Marcelo Brandt/G1, Reprodução/GloboNews e Reprodução/TV Band

G1 consultou neste mês as assessorias dos 13 candidatos a presidente da República para saber se pretendem manter as concessões ao setor privado na área de infraestrutura, como ferrovias, rodovias e aeroportos.
Também perguntou o que pretendem fazer com quatro das principais empresas estatais: Eletrobras, Petrobras, Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e Correios.
Dos 13, quatro não responderam – Jair Bolsonaro (PSL), Ciro Gomes (PDT), José Maria Eymael (DC) e Cabo Daciolo (Patriota).
Saiba quais são as posições dos demais:

Concessões

  • Alvaro Dias: O candidato disse que pretende manter as concessões e ampliar as ofertas para atrair o investimento privado.
  • Fernando Haddad: “O Plano de Governo confere prioridade absoluta para os investimentos em infraestrutura, sobretudo a partir de parcerias com o setor privado”. Segundo a campanha do PT, a coligação defende um modelo para as concessões que viabilizem os investimentos das concessionárias com o menor custo possível para o cidadão.
  • Geraldo Alckmin: Disse que é favorável à continuidade da agenda de privatizações e que o Estado tem que deixar de ser empresário.
  • Guilherme Boulos: Afirmou que vai avaliar os contratos das concessões já realizadas “e garantir o cumprimento desde que não tenham cláusulas abusivas e cumpram sua obrigação social de serviço”.
  • Henrique Meirelles: Afirmou que pretende manter as concessões de ferrovias, aeroportos, rodovias. “Para facilitar estas concessões, pretende simplificar o processo através da aprovação de um Projeto de Lei, já em discussão no Senado, que simplifica o processo de concessão de ferrovias e estender esta simplificação para rodovias e aeroportos”, afirmou a equipe econômica do candidato.
  • João Amoêdo: A campanha afirmou que Amoêdo defende “avançar e aprimorar os modelos de concessões, como a inclusão de aeroportos menores e regionais, oferecer mais simplicidade e flexibilidade nas próximas concessões de rodovias e a modernização das regras de concessões de ferrovias para incentivar a ampliação do setor”.
  • João Goulart: Para o candidato, várias concessões não têm cumprido as exigências de investimentos feitas nos processos de licitação. “Nós vamos rever todas elas e todas as que o Tribunal de Contas apontar irregularidades. Não pretendemos manter apenas essa forma de gestão”.
  • Marina Silva: A campanha afirmou que Marina Silva vai “manter e atuar para contornar as dificuldades em avançar ou finalizar os processos de concessões”. Segundo a campanha, a candidata adotará estratégia para ampliar o número de concessões em diferentes modais.
  • Vera Lúcia: A candidata afirmou que pretende reestatizar todas as empresas privatizadas. “Vamos colocar tudo sob o controle dos trabalhadores. Concessão é o mesmo que privatização”.


Sede da Eletrobras no Rio — Foto: Reuters
Sede da Eletrobras no Rio — Foto: Reuters

Eletrobras

  • Alvaro Dias: Para o candidato, privatizar a estatal agora seria um grande prejuízo para o país. “Antes de pensar em privatizar a Eletrobras, é preciso recuperar seu valor patrimonial, que foi desvalorizado pela incompetência de gestão e pela corrupção. Foi destruída, está endividada”.
  • Fernando Haddad: A coligação se declarou contra a privatização da Eletrobras. A campanha afirmou que “defende que a estatal retome seu papel estratégico no sistema energético brasileiro, como líder na geração e transmissão de energia no país”.
  • Geraldo Alckmin: O candidato defende a conclusão da privatização da Eletrobras e suas subsidiárias.
  • Guilherme Boulos: A campanha se posicionou contra a privatização de empresas e serviços públicos. “Empresas como a Petrobras e a Eletrobras são instrumentos de soberania nacional e de intervenção estratégica do Estado na criação de condições para o desenvolvimento do país. Esses setores precisam servir aos interesses da maior parte da população e não de alguns poucos acionistas”.
  • Henrique Meirelles: O ex-ministro afirmou que é favorável à privatização da Eletrobras, nos mesmos moldes do que está sendo negociada no Congresso.
  • João Amoêdo: Defende que em linhas gerais o modelo de privatização proposto para a Eletrobras pelo atual governo deve ser mantido.
  • João Goulart: Para o candidato, “não há justificativa para a privatização da Eletrobras”. “Uma área de monopólio natural como é a área de energia, se não é administrada pelo Estado é administrada por monopólios privados, na sua maioria estrangeiros. Não vejo em que isso beneficia o país”, afirmou.
  • Marina Silva: Defende a diluição do controle da União pela venda de ações no mercado. A proposta é que a União seja a principal acionista da empresa, mas que não tenha mais o controle da administração da companhia. A campanha ainda defende a privatização das distribuidoras e de usinas de menor porte para que a empresa "possa concentrar-se no seu papel em geradoras de maior porte e de grandes linhas de transmissão”.
  • Vera Lúcia: A candidata afirmou que é contra a privatização da Eletrobras e que pretende transformar a empresa em uma companhia com 100% de controle estatal. “Privatizar a Eletrobras significa entregar o nosso patrimônio de mão beijada para os empresários e o capital estrangeiro, um duro golpe na nossa soberania. Além disso, a privatização da Eletrobras provocaria o aumento da conta de luz da população”.


Sede da Petrobras no Rio de Janeiro — Foto: Reuters/Sergio Moraes
Sede da Petrobras no Rio de Janeiro — Foto: Reuters/Sergio Moraes

Petrobras

  • Alvaro Dias: Segundo o candidato, nem a Petrobras nem o Banco do Brasil nem a Caixa Econômica Federal devem ser privatizados. “A Petrobras continuará tendo grande importância no segmento de combustíveis, sendo que tomaremos todas as medidas cabíveis para que não volte a ser um centro de corrupção e desvio de dinheiro público”.
  • Fernando Haddad: A coligação informou que é contrária à privatização da Petrobras. “Vamos devolver à empresa o papel de agente estratégico do desenvolvimento brasileiro, restaurando sua lógica de empresa integrada de energia – exploração e produção, refino e distribuição – e ampliando a sua capacidade de refino”.
  • Geraldo Alckmin: O candidato afirmou que não vai privatizar a Petrobras, mas pretende acabar com o monopólio que a estatal tem no setor de refino de combustível e de distribuição. “Temos de ter livre concorrência e setor privado atuante no refino e na distribuição de derivados de petróleo”, afirmou.
  • Guilherme Boulos: O candidato se posicionou contra a privatização da Petrobras e afirmou que vai reestatizar a Petrobras e recuperar a operação das refinarias. “O Brasil tem condições de ser mais do que um simples exportador que precisa de corporações transnacionais para refinar e distribuir o petróleo extraído de nosso território”, afirmou.
  • Henrique Meirelles: O candidato afirmou que pretende continuar a privatização das refinarias, dos oleodutos e gasodutos da Petrobras. “O objetivo é acabar com o monopólio de fato do setor de petróleo e gás”, afirmou.
  • João Amoêdo: A campanha defende a reestruturação da empresa, com a segregação em múltimas unidades e com a privatização de várias dessas unidades, “à semelhança do que foi feito com a Telebras”. “Toda a cadeia, do poço ao posto, deve estar aberta à maior competitividade”, afirmou.
  • João Goulart: Segundo a campanha, “não há por que privatizar uma empresa altamente eficiente e competente e entregá-la para grupos internacionais não tão competentes e muito mais gananciosos sobre as riquezas do país”.
  • Marina Silva: A candidata afirmou que não vai privatizar Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. “O Brasil possui 168 estatais que merecem ser analisadas, a partir dos critérios de custo para a sociedade, eficiência do serviço público, questões estratégicas para o Estado e a não fragilização de setores desfavorecidos”.
  • Vera Lúcia: A candidata afirmou que defende que a Petrobras seja 100% pública. “A Petrobras ainda é chamada de estatal, mas, na prática, está nas mãos de banqueiros e investidores privados estrangeiros”.

Agência dos Correios em Campinas — Foto: Reprodução/EPTV
Agência dos Correios em Campinas — Foto: Reprodução/EPTV



Correios

  • Alvaro Dias: O candidato disse imaginar que seja necessário privatizar os Correios, mas defende uma “análise mais cuidadosa, avaliar a relação custo-benefício da iniciativa”. “Os Correios já foram símbolo de eficiência e orgulho para os brasileiros, mas atualmente a empresa pública agoniza com o acúmulo de prejuízos bilionários”.
  • Fernando Haddad: A coligação é contra a privatização dos Correios. “Os Correios realizam importante função de integração e de inclusão social, papel indispensável para o desenvolvimento nacional”.
  • Henrique Meirelles: O candidato afirmou que é favorável à privatização dos Correios.
  • Geraldo Alckmin: Ao defender a continuidade da agenda de privatizações de estatais, a campanha da coligação encabeçada pelo PSDB afirmou que “a privatização aumenta e eficiência da economia, diminui o escopo possível da corrupção e libera capital público para usos sociais mais legítimos”.
  • Guilherme Boulos: O candidato se posicionou contra a privatização de estatais. O candidato afirmou que falta apoio do Estado com investimento público. “Vamos mexer em privilégios e revogar a Emenda Constitucional 95, que congelou os gastos sociais por 20 anos”, afirmou.
  • João Amoêdo: O candidato defende que os Correios devem ser privatizados para que ofereçam melhor serviço aos usuários.
  • João Goulart: O candidato afirmou ser contra a privatização dos Correios. “Esta é uma empresa eficiente e altamente respeitada pela população. Ela deve se adaptar às novas formas de intercâmbio de mensagens e produtos e aumentar sua eficiência administrativa”, afirmou.
  • Vera Lúcia: A candidata afirmou que é contra a privatização dos Correios. “A privatização dos Correios vai piorar a prestação de serviços à população. Aqui também o objetivo é repassar ao setor privado os serviços mais lucrativos e deixar a estatal cada vez mais sucateada. Quem perde é a população, principalmente mais pobre e que vive nas periferias”.
Saguão de Congonhas, em São Paulo, um dos aeroportos administrados pela Infraero — Foto: Reprodução/GloboNews
Saguão de Congonhas, em São Paulo, um dos aeroportos administrados pela Infraero — Foto: Reprodução/GloboNews

Infraero

  • Alvaro Dias: “A Infraero deverá ser incorporada a um novo fundo previdenciário com gestor independente, que avaliará o melhor momento para privatização.”
  • Fernando Haddad: A campanha defende a manutenção da Infraero como empresa estatal. “A coligação pretende fortalecer as parcerias com o setor privado para alavancar investimentos no setor aéreo”.
  • Henrique Meirelles: O candidato afirmou que é favorável à abertura de capital e concessão do controle da Infraero.
  • Guilherme Boulos: O candidato se posicionou contra a privatização de estatais. O candidato afirmou que falta apoio do Estado com investimento público. “Vamos mexer em privilégios e revogar a Emenda Constitucional 95, que congelou os gastos sociais por 20 anos”, afirmou.
  • João Amoêdo: Para a campanha, os próximos blocos de aeroportos que forem licitado devem incluir a participação que a Infraero tem nos aeroportos de Brasília, Confins, Galeão, Guarulhos e Viracopos. “Ao final desse processo, a Infraero terá cumprido seu papel, restando ao governo liquidar a empresa e passar o controle do tráfego aéreo para a Aeronáutica”, disse.
  • João Goulart: A campanha afirmou que o candidato é contra a privatização da Infraero. “Não vejo necessidade de abertura do capital da empresa. A solução para o problema de caixa da empresa é parar de privatizar aeroportos lucrativos e deixar os aeroportos deficitários nas mãos da empresa”, disse.
  • Marina Silva: A equipe de campanha informou que a candidata pretende estruturar novos pacotes de concessões de aeroportos incluindo terminais lucrativos e deficitários e finalizar a reestruturação da Infraero.
  • Vera Lúcia: A campanha afirmou que é contra a privatização e a abertura de capital da Infraero. “Se hoje ela dá prejuízo é porque a empresa é alvo de corrupção e loteamento entre partidos, algo que ficou claro na época do escândalo do mensalão”, afirmou.


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Polícia Federal reforça versão de que agressor de Bolsonaro atuou sozinho




Informação foi divulgada pelo jornal 'Folha de S.Paulo'. Investigadores afastaram hipótese de que Adélio Bispo tenha recebido pagamento em sua conta bancária para executar crime.



Por G1 — Brasília
 


Adélio Bispo de Oliveira, que confessou ter dado uma facada em Jair Bolsonaro — Foto: Divulgação/Assessoria de Comunicação Organizacional do 2° BPM
Adélio Bispo de Oliveira, que confessou ter dado uma facada em Jair Bolsonaro — Foto: Divulgação/Assessoria de Comunicação Organizacional do 2° BPM

Uma investigação feita pela Polícia Federal (PF) reforça a versão de que Adélio Bispo de Oliveira agiu sozinho para dar uma facada no candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, no último dia 6 de setembro em Juiz de Fora (MG).
A informação foi divulgada pelo jornal "Folha de S.Paulo" e confirmada pelo G1 junto à assessoria da PF.
Um dia após o crime, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse que a PF trabalhava com a hipótese de Adélio ter atuado como "lobo solitário".
Os investigadores também afastaram a hipótese de que Adélio teria recebido pagamento em sua conta bancária para executar o ataque ao presidenciável.
De acordo com a PF, o recurso encontrado na conta do agressor tem origem "sustentável", de uma rescisão trabalhista, e de remuneração pelo período que trabalhou como garçom.
Um cartão de crédito internacional encontrado com Adélio nunca foi utilizado, conforme a investigação, e foi emitido automaticamente pelo banco em que o agressor tem conta.
O computador pessoal de Adélio, segundo a PF, é antigo e estava quebrado, tendo sido utilizado pela última vez em 2017. Além disso, dos quatro celulares encontrados com o agressor, somente dois funcionavam e nenhum foi comprado nas semanas que antecederam o ataque a Bolsonaro.
Para a PF, Adélio tinha condições financeiras próprias de pagar, de forma antecipada, a hospedagem em uma pensão de Juiz de Fora.
Os policiais também investigaram pessoas citadas em redes sociais que seriam cúmplices de Adélio e teriam repassado a faca ao agressor. No entanto, os investigadores descartaram essas suspeitas.



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Com crise na Venezuela, Roraima tem em média dois apagões por dia




Abastecimento elétrico local é suprido por geração do país vizinho e estado registrou 65 quedas de energia em 2018


Reprodução/ Eletrobras Amazonas


Ingred Suhet



Dois apagões por dia. Essa é a média de blackouts enfrentados pela população roraimense, segundo informações da Eletrobras Roraima, empresa responsável pela distribuição da energia elétrica no estado. A região é alvo constante de insegurança energética. Isso se deve a dois motivos: o estado depende da compra de suprimento gerado em usinas hidrelétricas na Venezuela – que passa por crise política, econômica e humanitária atualmente –, e também por ter que contar com produção de energia complementar por meio de fonte térmica, considerada mais cara e suja.
Diante desse cenário, a população tenta adaptar suas rotinas a interrupções diárias no fornecimento de eletricidade e possíveis prejuízos. Segundo relatos da historiadora e moradora de Boa Vista (RR), Cecylia Brasil, 70 anos, ultimamente as interrupções se tornaram mais frequentes.
“Agora mesmo, estamos sem energia. Muitos eletrodomésticos queimam por conta disso”, afirmou ao Metrópoles na terça-feira (18/9). “Vejo muita gente reclamando todos os dias. Estou pensando em aderir um sistema de energia solar para não ter mais de passar por esse problema”, concluiu.
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A cidadã ainda contou que a oscilação no fornecimento elétrico também atinge a economia local. Uma das principais atividades do estado é a agropecuária. “Sem eletricidade não dá para movimentar esse tipo de trabalho, nem irrigar o solo”, ressaltou.


Para o senador e candidato ao governo de Roraima, Telmário Mota (PTB), o estado sempre teve “energia insegura”. De acordo com o parlamentar, até o ano de 2001, Roraima era atendida por um parque térmico local e, desde então, pela energia comprada da Venezuela – gerada no complexo hidrelétrico de Guri e Macaguá e transmitida ao Brasil por meio do Linhão de Guri.
“Ao invés de buscar soluções para conectar o estado ao Sistema Interligado Nacional (SIN), há anos estamos dependendo de ações paliativas, como termelétricas, responsável por gerar energia cara, instável e poluente, e projetos de hidrelétricas que não suprem o estado como ele precisa”, destacou à reportagem por meio de nota. “Um exemplo disso é a UHE Jatapu, localizada no Sul da região”, citou o postulante ao mencionar que “o governo resolveu reinaugurar a hidrelétrica em junho, mas a localidade também já apresentou diversos apagões”, completou.
Dependência de energiaRoraima é a única unidade federativa do país não conectada ao SIN, responsável pela interconexão de todos subsistemas elétricos, por meio de linhas de transmissão, e pela transferência de energia entre eles. Ou seja, praticamente toda a eletricidade que chega aos consumidores brasileiros passa por esse mecanismo de grande porte.
No caso do território roraimense, dois terços do abastecimento elétrico local é suprido por geração do país vizinho. Para complementar, segundo dados de 2017 da Eletrobras Roraima, a distribuidora mantém 189,1MW de geração termelétrica. No entanto, esse volume poderia aumentar, pois o Brasil possui dívida de mais de US$ 30 milhões com a Corpoelec, empresa venezuelana de geração e transmissão de energia elétrica.
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Segundo autoridades brasileiras, a transferência do montante ainda não ocorreu em decorrência de sanções econômicas aplicadas contra Caracas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em 24 de agosto, a Venezuela ameaçou cortar o fornecimento elétrico caso o pagamento não fosse efetuado. A notícia assustou o governo brasileiro e a população de Roraima.

Na última quinta-feira (20), a governadora do estado, Suely Campos, reuniu-se com o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, para tratar sobre o assunto. Após o encontro, o mandatário do país vizinho descartou qualquer tipo de interrupção no fornecimento de eletricidade ao Brasil, mesmo com a dívida em aberto entre os dois países.
De acordo com a gestora do governo de Roraima, Maduro teria se comprometido a expandir e melhorar o serviço prestado. Ele também teria garantido a prorrogação do contrato até a construção do Linhão de Tucuruí.
Políticos locais culpam governo federal
Na avaliação da deputada federal e candidata a reeleição, Shéridan Oliveira (PSDB), a questão dos apagões frequentes tem sido negligenciada pelo governo federal, assim como outras pautas prioritárias de Roraima. “Compramos energia de péssima qualidade da Venezuela e somos forçados a complementá-la com geração vinda de termelétrica de pior qualidade e ainda pagamos caríssimo por isso, pois o custo destas usinas é muito elevado”, afirmou ao ressaltar que apenas em Boa Vista, 53 blackouts foram registrados neste ano.
De acordo com a Eletrobras Roraima, em todo o estado, ocorreram 65 apagões até o momento. Contudo, segundo a empresa, há média diária de dois blackouts no estado. A parlamentar ainda disse ao Metrópoles que “recentemente a Boa Vista Energia – a própria Eletrobras Roraima –, distribuidora de energia responsável por atender todos os 15 municípios do estado, foi vendida em leilão por cerca de R$ 50 mil, arrematado pelo consórcio Oliveira-Atem. A venda aconteceu em meio a incertezas cambiais e políticas, com dólar flutuando e eleições se aproximando”, concluiu.
Já o candidato ao governo do Estado Telmário Mota (PTB) acredita que “o risco do corte definitivo da energia do Linhão de Guri é real. “Quem vai ficar prestando serviço pelo qual não é pago? Além disso, a situação econômica da Venezuela já ameaça o fornecimento por si só”, enfatizou.
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Licenciamento ambiental e reserva indígena

Tida como principal alternativa para acabar com os apagões no estado, o chamado Linhão de Tucuruí ainda é uma ideia que não saiu do papel. As obras licitadas em 2011 para interligar Boa Vista a Manaus não foram concluídas. A principal justificativa seria a falta de licenciamento para construção da rede. Dos mais de 700 Km de linhas de transmissão a serem instaladas, 123 Km passariam pela reserva indígena Waimiri-Atroari, onde vivem 1.600 índios, em 31 aldeias.
Em agosto, representantes do governo decidiram dividir o licenciamento para destravar o processo. A previsão era que a primeira parte da licença ambiental seria concedida no fim de setembro  – para viabilizar as obras previstas para os trechos fora da área indígena. No entanto, por meio de nota, a assessoria de comunicação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou que “até o momento, não foi apresentado requerimento para emissão de Licença de Instalação (LI)”.
Para o professor de engenharia elétrica da Universidade de Brasília (UnB), Marco Antônio Egito Coelho, a energia adquirida do país venezuelano é limpa, mas  “a confiabilidade não é muito boa.” A solução do “ponto de vista técnico”, segundo Egito, viria do linhão de Tucuruí. “Mas esse sistema de transmissão passa pela floresta amazônica. Trata-se de um problema mais politico que técnico”, explicou.
Outra hipótese levantada pelo especialista é o aproveitamento hídrico para gerar eletricidade e auxiliar no abastecimento do estado.”Há bons rios na região, mas não posso afirmar que há potencial para atender esse tipo de demanda. Se viável, isso não poderia ser feito a curto prazo, levaria vários anos”, acredita.
Propostas
Sobre a questão, a candidata a deputada federal Sheridan disse que a interligação é fundamental para solucionar o problema. “É isso que eu defendo e que vou continuar lutando para que seja concretizado. Sem essas obras, nós, roraimenses, teremos que conviver com energia cara e ruim e essa instabilidade elétrica”, declarou. “Privatização não é a solução”, completou.
De acordo com o postulante Telmário Mota, o linhão ainda não saiu “porque o governo federal e a Funai estão sentados nessa obra e não deixam seguir”, afirmou. “Os indígenas estão abertos  ao diálogo. É só utilizar as diversas tecnologias para dar continuidade à obra. Seja subterrâneo, enfim. Falta vontade política”, pontuou.
Outro lado
Em relação às interrupções de energia ocorridas nesse ano no estado, a Eletrobras Roraima informou que, segundo informações da Corpoelec, empresa venezuelana de geração e transmissão de energia, árvores próximas aos condutores da LT Linha de Transmissão causam atuações constantes das proteções do sistema de interligação Brasil/Venezuela. Além disso, a empresa citou “descarga atmosférica, entre outras”, como causas responsáveis por dar início aos apagões na região.
De acordo com a companhia, ela não tem ação sobre o problema, no entanto está buscando solução junto ao Ministério de Minas e Energia (MME) e a Eletronorte para colaborar com apoio técnico. A empresa brasileira afirmou ainda “não ser responsável pela manutenção da LT 230 kV da Corpoelec, a Eletrobras só é responsável pela manutenção da LD Linhas de Distribuição de 69 kV e RD Redes de Distribuição em 13,8 kV”.
MMEA reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação do Ministério de Minas e Energia (MME) para questionar em relação aos apagões ocorridos em Roraima, bem como sobre ações previstas pelo governo federal para assegurar o abastecimento elétrico no estado roraimense. Em resposta, a pasta afirma que “as tratativas de conversa estão sendo conduzidas pelo governo federal e não há riscos de desabastecimento da região, porque há térmicas”.



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sábado, 22 de setembro de 2018

Pesquisa DataPoder360 aponta empate técnico entre Bolsonaro e Haddad


Petista soma 22% e encostou no candidato do PSL, com 26%. Na simulação do segundo turno, ambos também estão empatados



Ricardo Stuckert/PT




Pesquisa DataPoder360 realizada nos dias 19 e 20 de setembro de 2018 e divulgada na noite desta sexta-feira (21/9) pelo site Poder 360, indica que Jair Bolsonaro (PSL) tem 26% das intenções de voto para presidente e permanece na liderança da corrida ao Palácio do Planalto. A novidade é que agora Fernando Haddad (PT) registra 22% e já aparece em empate técnico com o peeselista.
Veja os resultados:
Jair Bolsonaro (PSL): 26%
Fernando Haddad (PT): 22%
Ciro Gomes (PDT): 14%
Geraldo Alckmin (PSDB): 6%
Marina Silva (Rede): 4%
Alvaro Dias (Podemos): 3%
Henrique Meirelles (MDB): 3%
Guilherme Boulos (PSol): 2%
João Amoêdo (Novo): 1%
Cabo Daciolo (Patriota): 1%
José Eymael: 1%
João Goulart Filho: 1%
Vera Lúcia: 0%
Brancos e nulos: 12%
Não souberam e não responderam: 3%

Trata-se de situação de empate técnico entre Bolsonaro e Haddad, no limite da margem de erro, que é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Outro destaque desta rodada do DataPoder360 é a queda dos votos brancos, nulos e daqueles que dizem estar indecisos. Durante toda esta campanha, o chamado “não voto” teve taxas altíssimas. Agora, caiu para 15%.
A pesquisa foi realizada com 4.000 entrevistas em todas as unidades da Federação. O registro na Justiça Eleitoral é BR-02039/2018.
Segundo turno
O DataPoder360 fez quatro testes de segundo turno. A opção foi simular o primeiro colocado (Bolsonaro) contra os outros postulantes considerados mais competitivos neste momento, de acordo com o levantamento.
O militar fica à frente numericamente de Alckmin (37% x 36%) e de Marina (39% x 37%), mas empatado na margem de erro da pesquisa.
Contra Haddad, o placar é de 43% para o petista e 40% para Bolsonaro. Há aí também uma situação de empate estatístico, dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Já Ciro Gomes é o único, de acordo com o DataPoder360, que hoje venceria Bolsonaro num confronto direto de segundo turno: 42% a 36%. Não há empate nesse caso. O pedetista ganharia se a disputa fosse hoje.




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Matéria bem interessante a meu ver acha que os candidatos deveriam se inteirar melhor dos problemas do país e da nação antes de prometer mil coisas que eles não são capazes de resolver, a promessa gera expectativa no povo que já está cansado de ver os interesses próprios desses candidatos que visam apenas um lado de melhoria a não ser o deles, acho que o povo deve realmente fazer uma reflexão inteligente e não eleger quem visa apenas os próprios interesses e o povo que se dane depois das eleições. O país está afundado, nenhum desses candidatos que estão se apresentando vão resolver coisa alguma, temos que priorizar primeiro à mudança do nosso sistema político, respeitar a pátria, e vestir a nossa bandeira como verdadeiros patriotas, assim teremos uma nova chance de reconstruir nosso País sem corrupção e extinguíamos esses políticos velhos que já mamam nas nossas tetas há anos.


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sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Metrópoles entrevista Leila do Vôlei, candidata ao Senado.


Assista


https://youtu.be/mA6zwM9KHCc

Michael Melo/Metrópoles
Ex-secretária de Esporte e medalhista olímpica é a quarta sabatinada pelo portal nesta sexta-feira (21/9)


Caio Barbieri



Para fechar a rodada de sabatinas com os candidatos ao Senado pelo Distrito Federal, o Metrópoles entrevista nesta sexta-feira (21/9) Leila Barros, mais conhecida como Leila do Vôlei, candidata pelo PSB. Há mais de uma semana, o portal tem entrevistado os 18 concorrentes às duas cadeiras disponíveis para a Casa Legislativa nas eleições de outubro. Assista:


Nascida em Brasília, Leila viveu praticamente toda a vida em Taguatinga, onde estudou em escolas públicas da região administrativa. Teve uma carreira ascendente no esporte, conquistou diversos títulos, o que resultou no convite para integrar a Seleção Brasileira de Voleibol.
Participou de três olimpíadas e, em 2000, foi considerada pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) como primeira colocada em duas modalidades: atleta de voleibol e feminina do Brasil.

Foi secretária de Esportes do atual governo de Rodrigo Rollemberg (PSB), com quem divide a chapa majoritária socialista nestas eleições. Leila do Vôlei tem como suplente a ex-secretária de Planejamento do GDF Leany Lemos (PSB).
Metrópoles entrevistou os candidatos Wasny de Roure (PT)Danilo Matoso (PCO)Fadi Faraj (PRP)Hélio Queiroz (PP), João Pedro Ferraz (PPL), Marcelo Neves (PT), Chico Sant’Anna (PSol), brigadeiro Átila Maia (PRTB), Chico Leite (Rede), Cristovam Buarque (PPS), Fernando Marques (Solidariedade), Robson (PSTU), Izalci Lucas (PSDB), Paulo Roque (Novo), Marivaldo Pereira (PSol) e Professora Amábile (PR).
Na próxima segunda-feira (24), o Metrópoles realizará mais um debate com os candidatos ao GDF. A transmissão ocorrerá em todas as plataformas digitais e por rádios parceiras, ao vivo.





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MInha Amiga, Nossa Senadora. Confío meu voto!


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