domingo, 28 de junho de 2015

Brasil é eliminado da Copa América nos pênaltis pelo Paraguai

Jogadores do Brasil deixam campo após derrota para o Paraguai na Copa América. 27/06/2015 REUTERS/Jorge Adorno
(Reuters) - A seleção brasileira fez mais um jogo ruim na Copa América e perdeu nos pênaltis para o Paraguai por 4 x 3, após empate em 1 x 1 no tempo normal da partida disputada neste sábado, na cidade chilena de Concepción, caindo nas quartas de final do torneio continental pela segunda vez seguida.
Os paraguaios, que também eliminaram o Brasil nos pênaltis na Copa América de 2011, agora enfrentarão a Argentina na semifinal da competição realizada no Chile. Já o Brasil decepciona pelo segundo torneio seguido, depois da derrota por 7 x 1 para a Alemanha na semifinal do Mundial de 2014.
“Infelizmente a gente caiu de produção no segundo tempo. A seleção paraguaia, com todo respeito, não é das melhores... Nosso time precisa melhorar muito”, disse Robinho, autor do gol brasileiro, mas foi substituído na segunda etapa e não bateu pênalti.
A partida contra o Paraguai evidenciou a má fase da seleção brasileira, que não conseguiu criar chances de gol e foi dominada pelo rival no segundo tempo. Isso também aconteceu na derrota para a Colômbia, na primeira fase, quando o time comandado por Dunga sofreu para vencer Peru e Venezuela, ambos por 2 x 1.
O técnico Dunga manteve a mesma equipe que venceu a Venezuela na última rodada da fase de grupos, já com Robinho no lugar de Neymar, que recebeu suspensão de quatro jogos no torneio após briga com jogadores da Colômbia.
Mais uma vez nesta Copa América o Brasil mostrou dificuldade na saída de bola, e em muitas ocasiões recorreu a chutões para evitar a marcação do rival e mandar a bola para o ataque.
Na única vez em que conseguiu trocar passes no jogo a seleção abriu o placar. Aos 15 minutos, Robinho iniciou jogada pelo meio e, após boa abertura de Elias na direita, Daniel Alves cruzou para o próprio Robinho completar para o gol de primeira.
O Paraguai também tinha dificuldades na criação e tentou o empate em chutes de fora da área. Aos 34 minutos, a tentativa de Roque Santa Cruz foi para fora e aos 45 Valdez chutou fraco, para fácil defesa do goleiro Jefferson.

No segundo tempo, os paraguaios pressionaram mais. Jefferson espalmou uma cobrança de falta pelo lado esquerdo do campo, e uma cabeçada de Valdez passou perto, por cima do gol, antes dos 10 minutos.

Empreiteiro investigado na Lava-Jato cita Lula e Dilma em delação premiada Empreiteiro afirma que abasteceu campanhas de 18 políticos com R$ 62 milhões desviados da Petrobras. Só de caixa 2 para o PT foram R$ 3,6 milhões. Dilma convoca reunião de emergência

Marcelo Andrade/Gazeta do Povo -  6/2/15

Curitiba e Brasília — A delação premiada do presidente da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa, homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), joga de vez o escândalo da Petrobras no Palácio do Planalto. Ao longo dos 27 depoimentos prestados ao Ministério Público Federal (MPF) na sede do Ministério Público Militar, para não chamar a atenção da imprensa, ele confirmou o pagamento de R$ 62 milhões em doações para políticos de diversas legendas. Só dinheiro de caixa 2 para o PT, foram R$ 3,6 milhões. A delação premiada atenua a pena dos réus, mas perde efeito se for comprovada alguma mentira.


Para a campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff, em 2014, foram destinados R$ 7,5 milhões, enquanto R$ 2,4 milhões irrigaram a reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006. Lula e Dilma aparecem ao lado de 16 políticos. Todos receberam recursos que, segundo o empreiteiro são do esquema que sangrou os cofres da Petrobras. Diante dos novos fatos, a presidente convocou uma reunião de emergência no Palácio do Planalto.

Parte da lista de Pessoa, divulgada na noite dessa sexta-feira (26) pela revista Veja, mostra doações oficiais registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo levantou o Estado de Minas. Porém, a tese dos investigadores da Lava-Jato, embasada em depoimentos e transferências bancárias, é que doações no “caixa 1” foram usadas para mascarar pagamentos de propina das empreiteiras do esquema.

Outros petistas são listados. Um pagamento de R$ 250 mil para a campanha do atual chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, quando ele disputava a eleição para o governo de São Paulo, aparece na planilha. Tesoureiro da campanha de Dilma em 2014, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, teria recebido os recursos destinados à disputa eleitoral. Também receberam doações da UTC o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto (R$ 15 milhões); o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu (R$ 3,2 milhões); o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (R$ 2,6 milhões); e o secretário municipal de Saúde de São Paulo, José de Fillipi (R$ 750 mil).

Também são citados políticos do PTB, PP, PMDB, PSDB, PSB. O senador Fernando Collor (PTB-AL) recebeu, no total, R$ 20 milhões, o maior montante de todos. Uma agenda até então desconhecida do empreiteiro, planilhas e demais documentos de Pessoa – que, segundo as investigações, era o coordenador do cartel de construtoras que lesava a Petrobras – devem atormentar ainda mais o meio político.

Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, os pagamentos feitos pela UTC Engenharia ao PT sob forma de caixa dois, que somaram R$ 3,6 milhões, incluíram repasses em 2010, 2011, 2012 e 2014 nas mãos de Filippi – totalizando R$ 750 mil. Para Vaccari, foram R$ 2,9 milhões, divididos em parcelas em 2011, 2012 e 2013.

Por meio de sua assessoria, Mercadante disse desconhecer a delação premiada de Pessoa, mas afirmou que a “UTC, por ocasião da campanha ao governo do estado de São Paulo, em 2010, fez uma única contribuição, devidamente contabilizada e declarada à Justiça Eleitoral, no valor de R$ 250 mil”. E que a empresa Constran Construções, que pertence ao mesmo grupo, “fez uma contribuição, também devidamente contabilizada e declarada à Justiça Eleitoral, no valor de R$ 250 mil”.

Já Edinho Silva confirmou que esteve com o empresário Ricardo Pessoa por três vezes para tratar de doações de campanha. A primeira, no comitê em Brasília. Após esse contato, “o empresário organizou o fluxo de doações em três parcelas, que totalizaram R$ 7,5 milhões. Edinho garantiu jamais ter tratado de assuntos relacionados a qualquer empresa ou órgão público com o empresário, e lembrou que as contas da campanha presidencial de Dilma foram auditadas e aprovadas por unanimidade pelo TSE.

CAUTELA No Congresso Nacional, da oposição à base do governo, líderes dos partidos preferiram a cautela ao comentar a lista de políticos citados pelo executivo. Mesmo porque, os recursos abasteceram campanhas não apenas de petistas, mas de candidatos de outros partidos, sendo ao menos um senador do PSDB: Aloysio Nunes (PSDB-SP), que assumiu ter recebido R$ 200 mil de forma legal. Deputados e senadores ouvidos pela reportagem disseram que é preciso aprofundar as investigações e saber o que é doação legal e o que é ilegal. O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse que as “informações merecem toda atenção e devem ser analisadas criteriosamente e com serenidade diante da gravidade que elas podem ter no quadro político nacional. O parlamentar ainda saiu em defesa de Nunes. “São doações ocorridas dentro da legalidade e integralmente declaradas à Justiça Eleitoral”, afirmou.

Pena máxima

A força-tarefa da Operação Lava-Jato pediu à Justiça Federal que quatro executivos da empreiteira Engevix e outros quatro réus sejam condenados à pena máxima de 30 anos de prisão e devolvam R$ 152 milhões aos cofres públicos referentes às propinas supostamente pagas pela empreiteira em contratos com a Petrobras. A solicitação foi feita nas alegações finais, últimos argumentos da defesa e da acusação antes da sentença, apresentada nesta quinta-feira, pelo Ministério Público Federal na ação contra quatro executivos da Engevix, incluindo o vice-presidente Gerson de Mello Almada e outros quatro réus: o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, o doleiro Alberto Youssef, Carlos Alberto Pereira da Costa, Enivaldo Quadrado – já condenado a três anos e seis meses de prisão no mensalão – e Waldomiro Oliveira, que atuavam para Youssef
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Distrito Federal tem segunda maior taxa de desocupação do país A tendência é de que a capital, em breve, se transforme na região com maior taxa de desocupação. Enfraquecimento da construção pesa no índice

Se manter ocupado no Distrito Federal tem sido um desafio para os trabalhadores. O nível de desemprego na capital está entre as maiores do país. Entre as seis regiões metropolitanas que compõem Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o DF possui o segundo maior índice de desocupação: 14,4%. Só perde para Salvador, que tem uma taxa de 18,2%. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indicam que a construção civil e o setor de serviços são os que mais demitem.


O vice-presidente do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Júlio Miragaya, explica que o ajuste fiscal capitaneado pelo Executivo Federal e a crise nas contas do governo do DF reduziram a demanda por postos de trabalho. Sem obras públicas, as empreiteiras dispensaram trabalhadores. E o comprometimento da renda dos brasilienses também desaquece o ritmo de construções de prédios comerciais e residências. “Pior do que isso, são os reajustes abaixo da inflação. Com o poder de compra reduzido, os brasilienses consomem menos, e o comércio e o setor de serviços também são obrigados a dispensar”, detalhou.




Pelas contas de Miragaya, o DF pode se tornar, proporcionalmente, a região do país com maior taxa de desemprego, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Atualmente, Rio Grande do Norte (RN) e Alagoas (AL) são os estados com maior taxa de desocupação, mas o quadro pode se inverter porque o ritmo de dispensas na capital é maior do que nas cidades do Nordeste — enquanto o nível de desemprego no RN passou de 11,4%, no primeiro trimestre de 2012, para 11,5% de janeiro a março deste ano, o do DF pulou de 8,6% para 10,8% no mesmo período de tempo. “O nível de empregabilidade de vários setores depende da massa salarial dos servidores. Com a inflação em alta, o problema se agrava porque o orçamento fica comprometido”, detalhou
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Três mil turistas abandonam a Tunísia

Milhares de turistas estão a abandonar o país africano depois de um homem matar 39 pessoas, numa praia a 140 quilómetros a sul da capital tunisina.
Um dia depois do atentado do qual resultaram 39 mortos, numa praia em Sousse, na Tunísia, as empresas de turismo continuam a retirar os clientes.

De acordo com o ministro do turismo tunisino mais de 3.000 turistas estrangeiros decidiram abandonar a cidade.

Entre as vítimas mortais encontra-se uma portuguesa, uma mulher de 76 anos que estava alojada num dos hotéis da zona.
 O secretário de estado das comunidades, José Cesário, adianta que não há indicação de portugueses entre os feridos... embora ainda não possa dar uma certeza a 100%.
O atentado de sexta-feira foi reivindicado pelo auto proclamado Estado Islâmico.

França investiga se o islamista Salhi recebeu ordens do exterior O perfil de Yassin Salhi é muito similar ao de outros jihadistas franceses Após atentado em Sousse, Tunísia fechará mesquitas salafistas

Policial na zona industrial de Saint-Quentin-Fallavier. / EMMANUEL FOUDROT (REUTERS)
Yassin Salhi, de 35 anos, o suposto terrorista que na sexta-feira chocou seu furgão contra uma fábrica na França com o cadáver decapitado de seu chefe a bordo, tem um perfil similar ao de vários jihadistas franceses autores de ataques nos três últimos anos. Detido após sua suposta ação suicida em uma fábrica de gás em Saint-Quentin-Fallavier (departamento de Isére), Salhi se nega a responder às perguntas da polícia, que investiga se o autor do ataque recebeu ordens do exterior. Neste sábado foi divulgado outro detalhe chocante do crime de sexta-feira: Salhi fez uma selfie com a cabeça de sua vítima e enviou a foto por WhatsApp para um número norte-americano. Fontes da investigação confirmaram essa informação à AFP.
Filho de um argelino e uma marroquina, Salhi nasceu em 25 de março de 1980 em Pontarlier, no departamento de Doubs, fronteiriço com a Suíça. Seu pai morreu quando ele era adolescente, e sua mãe optou por retornar ao Marrocos. Ele estudou em colégios franceses e começou logo a trabalhar. Não consta que tivesse recebido ajuda social nos últimos anos. Desde março, era motorista da empresa de transportes ATC, instalada na localidade próxima de Chassieu, em Lyon, sob as ordens de Hervé Cornara, de 54 anos, o diretor comercial decapitado.

Entretanto, Salhi tinha chamado a atenção da polícia em reiteradas ocasiões. Entre 2006 e 2008, foi investigado por sua relação com “o movimento salafista”, como assinalou o procurador antiterrorista de Paris, François Molins. Também foi mantido sob vigilância em 2011 e 2014, porque mantinha estreitas conexões com destacados salafistas em Besançon, a localidade onde viveu até meio ano atrás, e desaparecia por longos períodos sem que a polícia conhecesse suas atividades durante essas ausências.Vizinhos de Salhi, pai de três filhos, na localidade de Saint Priest, a 20 quilômetros de Saint-Quentin, dizem que ele é “discreto e até antissocial”. Contam que é “muito religioso” porque todo dia deixava seu trabalho ao meio-dia para ir à mesquita com sua mulher, mas nunca suspeitaram que fosse um radical. Seu vizinho do primeiro andar – Salhi ocupava um apartamento no térreo, agora com todas as persianas fechadas – comenta que ele usava “roupa muito normal”, há algumas semanas cortou a barba e emagreceu muito.
Francês, crescido e educado na França. E sem sintomas óbvios de radicalização, mas sob vigilância dos serviços de informação. Assim como Mohamed Merah, o islamista que matou sete pessoas em Toulouse e Montauban em 2012. Assim como Mehmi Nemmouche, que matou quatro no museu judaico de Bruxelas no ano passado. Assim como os irmãos Kouachi e Amedy Coulibaly, os autores dos ataques jihadistas de janeiro em Paris.
A ação de Salhi tem características dos ataques ordenados pelo Estado Islâmico em países ocidentais
A ação de Salhi, por outro lado, tem características dos ataques ordenados pelo grupo terrorista Estado Islâmico nos últimos meses, embora neste caso a identidade do homem assassinado inclua conotações pessoais ainda não esclarecidas pelos investigadores. Mas tanto a decapitação como a tentativa de explodir a fábrica de gás da AirProducts, frustrada graças a um bombeiro que imobilizou Salhi depois que ele bateu com seu veículo em alguns botijões, correspondem ao tipo de chamados lançados pelo EI.
Um dos mais contundentes veio em 22 de setembro, quando Abu Mohamed al-Adnani, porta-voz do EI, difundiu esta mensagem aos muçulmanos: “Se vocês puderem matar um infiel norte-americano ou europeu, em particular os malvados e sujos franceses, contem com Alá e façam isso da maneira que for. Não perguntem a ninguém nem procurem seu veredicto”. A conclamação foi feita três dias depois que a França anunciou sua participação, a primeira de um país europeu, nos bombardeios contra o EI no Iraque.
Ninguém em Saint Priest suspeitou nem um pouco de Salhi, como agora insistem seus vizinhos e vizinhas. Vivia a apenas 300 metros da delegacia da polícia municipal e da prefeitura, onde o porta-voz Guillaume de Cock se nega a dar qualquer informação “para não atrapalhar as investigações”.
Enquanto isso, os serviços antiterroristas analisam todos os telefones e aparelhos eletrônicos encontrados na casa de Salhi, incluídos os de sua mulher, uma irmã e uma quarta pessoa detida. Tentam descobrir tudo que se relaciona com eles – principalmente se Salhi recebeu ordens do exterior. Esse foi o caso do suposto jihadista detido anteriormente, Sid Ahmed Ghlam, de 24 anos, também nascido na França, acusado de tentar atacar igrejas católicas em Paris depois de matar uma treinadora de ginástica.
Ghlam também tinha sido vigiado como suposto islamista radical. A história se repete.

LULA SE ANTECIPA E FURA NOVO ATAQUE DE ÉPOCA


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Em nota nesta sexta (26), o Instituto Lula reage à forma como a revista Época tem recorrido à instituição para apurar informações sobre sua atuação e as viagens do ex-presidente; de acordo com relato do instituto, a equipe de Época tem optado por procurar a entidade às vésperas do fechamento e somente através de emails; a nota do Instituto Lula também rebate informações falsas publicadas pela revista sobre o ex-presidente; "Ao contrário do que já publicou Época, a maioria das viagens do ex-presidente ao exterior não foram pagas pela Odebrecht, que contratou palestras para empresários e convidados em países onde a empresa já atua", afirma; e dá um aviso duro: "É a última vez que perderemos tempo com a Época, que agora receberá o mesmo tratamento reservado à Veja pela assessoria de imprensa, após reiteradas práticas de parcialidade e falta de isenção jornalística"

“O Instituto é uma entidade sem fins lucrativos, e as doações de indivíduos, fundações e empresas privadas de vários setores, entre elas a Odebrecht, assim como as parcerias com organismos multilaterais são para a manutenção do Instituto e realização das suas atividades.
A Odebrecht já falou sobre o seu apoio às atividades do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e também de outros ex-presidentes, entre outras notas e declarações para a imprensa, no artigo 'Viaje Mais, presidente', de Marcelo Odebrecht, em 7 de abril de 2013, na Folha de S. Paulo. Ou seja, mais de dois anos atrás.
Todas as doações ao instituto estão contabilizadas e foram pagos todos os impostos correspondentes. Nem o apoio feito ao Instituto pela Odebrecht, nem as palestras profissionais do ex-presidente contratadas pela empresa são objetos de sigilo. O Instituto Lula nunca negou ter recebido doações da Odebrecht e a empresa nunca negou ter concedido este apoio. Aliás, como o próprio artigo de Marcelo Odebrecht mencionado acima deixa explícito.”
Temos em nosso site uma lista respondendo a dúvidas frequentes sobre o Instituto. http://www.institutolula.org/duvidas-frequentes-a-respeito-do-instituto-lula.

Dilma chega a Nova York ao lado de comitiva de ministros Presidente tentará atrair investimentos e terá encontro com Obama. Saída de Brasília atrasou devido a reunião de última hora no Planalto.

 A presidente Dilma Rousseff desembarcou na noite deste sábado (27), acompanhada de comitiva de ministros, em Nova York para cumprir agenda política e econômica nos Estados Unidos até a próxima quinta-feira (2), segundo informou a Secretaria de Imprensa da Presidência da República. A visita incluirá encontro com empresários e com o presidente norte-americano, Barack Obama.

O avião presidencial pousou no Aeroporto Internacional John F. Kennedy por volta das 20h e, às 21h15, Dilma chegou ao hotel St. Regis, de acordo com a assessoria da Presidência. Não há agenda oficial prevista para este sábado.

Ao chegar ao hotel, Dilma foi perguntada sobre qual é a expectativa para o encontro com Obama. "Muito boa", respondeu a presidente. Ela não parou para conversar com a imprensa. Além de retomar diálogo com o governo norte-americano, a viagem tem como objetivo atrair para o Brasil investimentos em infraestrutura. A primeira agenda oficial de Dilma será neste domingo, às 11h (10h no horário de Brasília), com empresários brasileiros.
Outro contratempo foi a internação do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, membro da comitiva formada pelos chefes de 11 pastas do governo federal. Ele foi internado nesta sexta-feira em Brasília com embolia pulmonar, que ocorre quando coágulo entope uma veia e obstrui a chegada do sangue ao pulmão. Levy foi liberado na madrugada deste sábado, mas não pôde embarcar com os colegas em avião oficial. A previsão era que o ministro viajasse em voo comercial nesta noite.A ida para os EUA ocorre num dia delicado para o governo. Na edição deste fim de semana, a revista “Veja” publicou reportagem que lista o nome de 18 políticos supostamente citados pelo dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa, como beneficiados com dinheiro oriundo do esquema de corrupção na Petrobras investigado pela Operação Lava Jato. De manhã, oembarque da presidente atrasou devido a reunião com ministros marcada de última hora.
Visita oficial
A comitiva presidencial é formada pelos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Jaques Wagner (Defesa), Joaquim Levy (Fazenda), Renato Janine Ribeiro (Educação), Armando Monteiro (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Nelson Barbosa (Planejamento), Ricardo Berzoini (Comunicações), Aldo Rebelo (Ciência e Tecnologia), Kátia Abreu (Agricultura) e Izabella Teixeira (Meio Ambiente), além do assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia.

A viagem presidencial ocorre um ano e nove meses após o cancelamento de visita Estado aos Estados Unidos. O objetivo desta vez é retomar as relações diplomáticas, atrair investimentos para concessões na área de infraestrutura (aeroportos, portos, rodovias e ferrovias) e impulsionar a economia.

Esta é a primeira vez que a Dilma fará visita oficial ao país após as denúncias de que agências de inteligência norte-americanas teriam espionado líderes mundiais, incluindo a própria presidente, há quase dois anos – ela chegou a estar no país duas vezes, mas para participar da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Nos quatro dias em que permanecerá nos Estados Unidos, Dilma terá compromissos em Nova York, Washington e São Francisco. Nas três cidades, terá encontros com empresários dos setores financeiro, manufatureiro, de investimentos, tecnologia e inovação.