quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Sem lei específica, imóvel novo com reúso de água é raridade em SP

Sem lei específica, imóvel novo com reúso de água é raridade em SP

G1 visitou estandes e teve dificuldade para achar 'apartamento verde'.
Não há lei que obrigue construtoras a instalar sistemas de reúso.

Letícia MacedoDo G1 São Paulo
Imóveis novos da capital paulista não têm tecnologia para captar água da chuva  (Foto: Ardilhes Moreira/ G1 )Imóveis novos da capital paulista não têm tecnologia para captar água da chuva (Foto: Ardilhes Moreira/ G1 )
Compradores preocupados em adquirir imóveis em São Paulo com tecnologia capaz de reaproveitar água das pias, do banho ou até mesmo captar a que vem da chuva terão dificuldades. Sem lei específica que obrigue a adoção, imóveis com as tecnologias são raridade.
Entre sete construtoras consultadas pelo G1, quatro (Odebrecht, Cyrela, Even e Tecnisa) lançaram ou entregaram ao menos um empreendimento residencial entre 2013 e 2014 com sistema que permitisse a utilização de águas pluviais ou de reúso. Nenhuma delas divulgou dados comparativos sobre o total de unidades lançadas e o total com esse tipo de tecnologia de captação.
O reúso não é condição para aprovação dos projetos pela Prefeitura de São Paulo e também não está previsto em leis federais ou estaduais. Somente agora, às vésperas da adoção formal de um rodízio, os vereadores da capital paulista aprovaram em primeira discussão, em 5 de fevereiro, o programa IPTU Verde, que prevê descontos de 2% a 6% para as construções que adotarem sistemas de coleta de água da chuva e de reúso.

Até que novas leis obriguem mudanças nos futuros projetos de construtores, as atuais opções são limitadas e se resumem a imóveis de alto padrão localizados em áreas nobres da capital paulista.

'Reúso? Vamos estar procurando'
A equipe de reportagem do G1 entrou em contato com as centrais de vendas e visitou estandes de empreendimentos nas quatro regiões da cidade. A constatação é que a pergunta sobre o reúso de água pegou muitos corretores de surpresa. Por telefone, nenhum dos atendentes das sete centrais de vendas consultadas possuía a informação em mãos.
O advogado especialista em condomínios Márcio Rachkorsky aponta que falta uma norma para que as construtoras já projetem os novos imóveis com a preocupação do uso racional da água. “É preciso alguma norma simples exigindo que, para aprovar a construção de um condomínio, o projeto teria que ter estrutura para captação de água de chuva ou espaço para a coleta seletiva de lixo”, afirma.
A Agência Nacional de Águas (ANA) estabelece apenas critérios gerais para reutilização de água potável, mas a normatização específica para os prédios comerciais e residenciais ainda não existe.

Professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e diretor do Centro Internacional de Referência em Reuso de Água (CIRRA), Ivanildo Hespanhol avalia que o abatimento de imposto para quem optasse pela construção de edifícios sustentáveis pode ser um incentivo. “Nós não temos a cultura do planejamento, temos a cultura de gestão de crise. As medidas que têm sido tomadas nessa crise hídrica até agora são paliativas.”
Os especialistas cobram ação do poder público porque a instalação de sistemas de reúso no momento da construção faz com que o investimento seja menor do que uma reforma posterior.
Sistema de água de reuso instalado no edifício Park One Ibirapuera (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)Sistema de água de reuso instalado no edifício Park One Ibirapuera (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)
Alto padrão
Dos estandes visitados pelo G1, a maioria dos que afirmaram ter sistema de reúso se limita à captação da água da chuva. Três iniciativas da Cyrela (em Moema, Brooklyn e Chácara Klabin) estimulam a economia de água pela adoção de medição individualizada, pelo reúio da chuva para irrigação de jardim e uso de temporizadores nos banhos das áreas sociais.

Também foi o caso do condomínio Biografia Vila Mariana, da Odebrecht, que tem quase cinco mil metros quadrados. A água da chuva será utilizada na irrigação das plantas e na limpeza de áreas comuns do edifício, com entrega programada para 2015.

Três dos seis imóveis lançados ou vendidos pela da Odebrecht Realizações Imobiliárias entre 2013 e 2014 possuem sistemas para reutilização ou captação de água da chuva. O diretor de Construção da construtora, Ricardo Toscani, conta que as iniciativas até o momento são mais comuns em empreendimentos corporativos, embora ele acredite que a crise hídrica tenha chamado a atenção dos consumidores residenciais.
“Acredito que se tornará uma tendência em empreendimentos residenciais também porque passou-se a ter essa preocupação com a economia de água", afirma. "Hoje já se consegue detectar uma maior procura [de imóveis com esse perfil] porque, além do apelo ambiental, o comprador pode ter um retorno financeiro. A reutilização da água reduz muito o valor da conta no final do mês.”

Para Toscani, a baixa oferta de prédios mais simples com sistema de reuso de água não tem uma relação direta com o valor do investimento para a instalação. “O custo total não é tão expressivo. O sistema é viável em qualquer condomínio. Tivemos um incremento de R$ 40 mil para a instalação do sistema em um prédio de 50 apartamentos”, contou.
No imóvel mencionado, o Park One Ibirapuera, no bairro nobre da Zona Sul, a construtora instalou, além do sistema de reuso de águas pluviais, um encanamento e um sistema de tratamento da água descartada nos boxes e nas pias.
Águas cinzas
Conhecidas como águas cinzas, elas passam por uma verdadeira estação de tratamento com tanque decantador, filtros e tanques de acumulação e alimentação de com capacidade de 7m³. Depois deste processo, a água não fica potável, mas pode ser utilizada para limpeza em áreas comuns.

(veja ao lado vídeo do blog Como economizar água que mostra com funciona o sistema em prédio lançado em 2006 pela Setin)

A construtora estima que o condomínio terá um retorno de todo o investimento feito – a implantação e a manutenção – em entre 3,5 e 4 anos. Ele destaca ainda que, mesmo com a tecnologia implantada, cabe ao condomínio colocar em prática o sistema disponível. No início, está prevista a operação assistida. Após a instalação do sistema, a água passa por análise para se certificar de que está em condições para consumo.
Consultada pelo G1, uma empresa especializada na instalação de sistemas de captação afirma que o número de condomínios prontos que buscam readaptar sua infraestrutura cresceu muito com a crise hídrica.

O projeto, os equipamentos e a instalação custa entre R$ 18 mil e R$ 32 mil, sem contar as obras que precisam ser feitas para adaptar o imóvel para o sistema. É possível encontrar a preços mais baixos, mas os projetos mais em conta não possuem o sistema necessário para tratar a água, colocando em risco os moradores.

Garoto 'brinca' com a falta de água em SP e vídeo se torna viral na web

Garoto 'brinca' com a falta de água em SP e vídeo se torna viral na web

No vídeo, menino dispara: 'chupa São Paulo, aqui é Acre'.
'Fiquei surpreso', diz garoto de 13 anos sobre repercussão.

Iryá RodriguesDo G1 AC
Um menino de 13 anos, natural de Rio Branco, fez sucesso esta semana na web após postar um vídeo em que brinca com a falta de água em São Paulo. Apenas no Facebook, até esta terça-feira (10), foram quase meio milhão de visualizações. No vídeo, o garoto tira sarro da quantidade de água que tem em casa e declara: "chupa São Paulo, aqui é Acre".
Ao G1, Raimo Lima de Matos diz que não esperava pela repercussão quando teve a ideia de gravar. "Depois que vi que os paulistas fizeram um documentário 'O Acre existe' e, sabendo que eles estão com falta de água, resolvi brincar mostrando que o Acre existe sim e tem água", diz o menino.
O registro foi feito pelo celular e o menino usou um sapato como suporte. Raimo conta que sempre grava vídeos e posta na sua página do Youtube, mas, segundo ele, as visualizações não passavam de 90.
Em vídeo, menino toma banho e canta: "avistei uma menina de São Paulo, sabe o que ela quer? Um banho" (Foto: Arquivo pessoal)Em vídeo, menino toma banho e canta: "avistei uma
menina de São Paulo, sabe o que ela quer? Banho"
(Foto: Arquivo pessoal)
"Quando eu gravei o vídeo, pensei que ele seria visto somente pelos meus amigos da escola, como todos os outros que já fiz. Fiquei surpreso com a quantidade de visualizações e feliz ao mesmo tempo, já que a mensagem de que o Acre existe foi transmitida para muitas pessoas", conta Raimo.
Ainda no vídeo, enquanto toma banho na torneira quebrada, o menino canta: "avistei uma menina de São Paulo, sabe o que ela quer? Um banho...um banho. Ela quer banho".
Apesar das críticas que recebeu após brincar com a escassez de água em São Paulo, Raimo diz que por um lado foi bom. "Foi bom porque mostrei que o Acre existe e que não tem só índios e macacos. Por outro, foi ruim, pois estão me criticando por ter brincado com esse assunto", diz.
O pai do garoto, Salomão Matos, diz que não tinha conhecimento sobre a gravação do vídeo, mas afirma que o filho sempre faz gravações sobre coisas do cotidiano e posta nas suas redes sociais.
"Quando vi que ele tinha feito esse vídeo, achei engraçado e quis zoar com ele. Foi quando resolvi postar no meu Facebook. Eu não tinha noção que o vídeo teria essa quantidade de visualizações", revela Matos.

Detidos na Austrália dois homens com ligação ao Estado Islâmico que preparavam atentado

Detidos na Austrália dois homens com ligação ao Estado Islâmico que preparavam atentado

A polícia australiana deteve dois homens e apreendeu uma bandeira do Estado Islâmico, um machete e um vídeo em árabe com pormenores do alegado ataque

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Detidos na Austrália dois homens com ligação ao Estado Islâmico que preparavam atentado
Reuters
A comissária da polícia de Nova Gales do Sul, Catherine Burn, explicou que o ataque planeado era "consistente com a mensagem do Estado Islâmico", enquanto o líder do estado, Mike Baird, o descreveu como "mais do que perturbador".
Questionada sobre se o plano envolvia decapitações, Burn disse que a polícia não tinha ainda a certeza, avançando que o alegado ataque estava planeado para terça-feira em Sydney e que provavelmente envolveria uma faca.
Os homens, Omar Al-Kutobi, de 24 anos, e Mohammad Kiad, de 25 anos, foram detidos na terça-feira durante uma rusga a uma propriedade nos subúrbios da cidade, motivada por uma denúncia. Os dois foram acusados de preparar um ato terrorista.
"Vários objetos foram apreendidos, incluindo um machete, uma faca de caça, uma bandeira artesanal representando a organização terrorista Estado Islâmico, e também um vídeo que mostra um homem a falar sobre a execução de um ataque", disse Burn.
"Acreditamos que estes dois homens estavam a preparar este ato para terça-feira. Reunimos informação, recebemos mais informação que indicava que um ataque estava iminente. E agimos", explicou. 


Ler mais: http://visao.sapo.pt/detidos-na-australia-dois-homens-com-ligacao-ao-estado-islamico-que-preparavam-atentado=f809881#ixzz3RRB85Qpx

Que tal levar uma moto dobrável no porta-malas do carro?

Que tal levar uma moto dobrável no porta-malas do carro?

Motocompo
A receita para o caos no trânsito em metrópoles é bem conhecida e reúne os seguintes ingredientes: sexta-feira, fim de tarde e chuva forte. O “prato”, sempre indigesto, é mensurado em centenas de quilômetros de vias congestionadas. E entre as consequências, há as toneladas de poluentes expelidas pelos escapamentos, o desperdício de combustíveis e prejuízos financeiro e social para a sociedade como um todo. Nesses momentos de crise, a mente ferve com ideias para uma solução imediata. E se fosse possível tirar uma moto do porta-malas?

A Honda pensou nisso e lançou um carro batizado de City (nada a ver com o homônimo vendido atualmente no Brasil). O City de mais de três décadas atrás tinha características urbanas, era um compacto ao estilo do Smart Fortwo, mas com um porta-malas projetado especificamente para abrigar uma pequena moto: a NCZ 50 Motocompo.
MotocompoEstética? Esqueça! Tanto para o carro como para a moto, os projetistas da empresa miraram principalmente a praticidade. O objetivo era tirar e colocar a moto do compartimento de bagagem do carro sem dificuldades. 

Pesando 45 kg em ordem de marcha, a pequena Motocompo tinha um motor ciclo 2 tempos de 50 cc de 2,5 cavalos, potência suficiente para levar um adulto para longe do engarrafamento esgueirando-se por frestas na rua. As dimensões eram ideais para isso: menos de meio metro de largura e pouco mais de um metro de comprimento. 

O fato de ter sido comercializada apenas no Japão de 1981 a 1983 (foram vendidas 53 mil unidades) a tornou rara, e hoje ela tem o status de “cult bike”, como preços entre US$ 3 mil e 5 mil no Japão, onde um scooter equivalente custa agora pouco mais de US$ 1 mil.

Geração seguinte
A Motocompo original, hoje tão cobiçada, não teve sucesso comercial. A Honda esperava vender três vezes mais do que o mercado realmente absorveu à época, por isso o modelo ficou no catálogo da marca apenas três anos. 

No entanto, no Tokyo Motor Show de 2011, um nome similar apareceu: em vez de Motocompo, Motor Compo (veja abaixo). Com dimensões parecidas, a novidade hi-tech também estava integrada a um carro, elétrico e tipo “conceito”, o Micro Commuter, para três pessoas. Em vez de estar no porta-malas, a Motor Compo de 2011 ocupava a lateral direita do banco do motorista.
E no lugar de uma pequena moto movida por um motor de combustão interna, o lançamento tinha um motor elétrico. Não era um produto destinado à venda imediata, mas sim uma moto-conceito. 

Motor Compo
Dessa vez, a estética não foi deixada de lado. Apesar de em tudo lembrar a antecessora de trinta anos antes, a Motor Compo não faria feio em um concurso de design.
Dotada de uma bateria removível semelhante a uma pequena maleta (veja abaixo), a energia armazenada neste dispositivo, que poderia ser levado para casa ou escritório para recarga, servia para mover a pequena moto e também para alimentar ar-condicionado, sistema de áudio e outros equipamentos do pequeno carro, que tinha entre 1,86 m de comprimento por 1,25 m de largura.

Bateria do motor-compo
Sonho para o futuro

Não sabemos se veículos como o Micro Commuter ou a Motor Compo serão vendidos. Mas é inegável que a possibilidade de dirigir um automóvel de quatro rodas que traga integrado outro de duas rodas (e ambos sejam compactos e ambientalmente corretos) é um sonho que não abandona a cabeça das pessoas.

O principal objetivo dessas ágeis motos é resolver problemas cada vez mais comuns em metrópoles, onde a circulação de veículos de quatro rodas é restrita e, por vezes, até proibida em áreas centrais. Com a Motor Compo, o acesso a tais áreas poderia ser realizado sem impacto negativo seja em questões ambientais, seja em termos de ocupação do espaço. 

São boas ideias para tornar os fins de tarde de sextas-feiras chuvosas menos estressantes para todos no futuro.       

NBC suspende âncora por mentir sobre cobertura da guerra no Iraque

NBC suspende âncora por mentir sobre cobertura da guerra no Iraque

Brian Williams vai ficar seis meses fora do ar e sem receber salários.
Ele dizia estar em helicóptero atingido por lança-foguete em 2003.

Do G1, em São Paulo
Foto de 26 de outubro de 2010 mostra o âncora Brian Williams durante conferência em Long Beach, na Califórnia (Foto: Matt Sayles/AP)Foto de 26 de outubro de 2010 mostra o âncora Brian Williams durante conferência em Long Beach, na Califórnia (Foto: Matt Sayles/AP)
A rede de televisão norte-americana NBC anunciou nesta terça-feira (10) a suspensão por seis meses sem recebimento de salário do jornalista Brian Williams, de 55 anos, âncora e editor do 'NBC Nightly News', um dos telejornais de maior audiência dos Estados Unidos.

A decisão foi tomada após ele ter admitido na semana passada que uma das histórias que contou sobre sua cobertura na guerra do Iraque em 2003 não era verdadeira. Brian afirmara que estava com a equipe da emissora em um helicóptero atingido por um lança-foguetes durante as ações militares.

O caso veio à tona no mês passado, quando Williams fez uma homenagem a um soldado que teria dado segurança à equipe da emissora na ocasião. Após a atração, vários soldados procuraram Brian pelas redes sociais para contar a verdade. Segundo os militares, o jornalista não estava na aeronave no momento do ataque.

Na última quinta-feira (5), ele reconheceu o fato e pediu desculpas. "Eu estava num aparato que seguia o helicóptero atacado. Cometi um erro ao lembrar deste acontecimento ocorrido há 12 anos", disse.

"Durante o programa de 30 de janeiro de 2015, Brian deformou os acontecimentos que ocorridos enquanto cobria a guerra no Iraque em 2003. Ficou claro que ele havia feito a mesma coisa em outras ocasiões em que contou essa história. A culpa é dele, isso é algo completamente inapropriado para alguém na posição de Brian", argumentou Deborah Turness, presidente da NBC, em comunicado.

Depois de assumir o caso, outras coberturas de Williams foram postas em xeque, como a do furacão Katrina em 2005. A NBC disse que iria apurar internamente as declarações de seu âncora. No sábado (7), Williams sinalizava que se afastaria do cargo por ter se tornado "exageradamente parte da notícia". Esse rumor aumentou mais quando ele cancelou uma participação que faria no "Late Show" de David Letterman no domingo (8).
Williams, que apresentava o telejornal noturno desde 2004, é um dos entrevistadores mais famosos dos Estados Unidos e havia renovado seu contrato com a NBC em dezembro, com um salário anual de US$ 10 milhões.
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Bélgica condena jihadista filho de brasileira a 5 anos de prisão

Bélgica condena jihadista filho de brasileira a 5 anos de prisão

Brian De Mulder se radicalizou na Bélgica e viajou para a Síria.
Sentença de líder da organização Sharia4Belgium foi de 12 anos de prisão.

Do G1, em São Paulo
Ozana Rodrigues, mãe Brian De Mulder, mostra foto de seu filho do lado de for a da corte da Antuérpia onde ocorre julgamento, em foto de 29 de janeiro (Foto: Yves Herman/Reuters)Ozana Rodrigues, mãe Brian De Mulder, mostra foto de seu filho do lado de fora da corte da Antuérpia onde ocorre julgamento, em foto de 29 de janeiro (Foto: Yves Herman/Reuters)
O jovem belga de origem brasileira Brian De Mulder, foi condenado nesta quarta-feira (11) naBélgica a cinco anos de prisão por envolvimento com um grupo jihadista que incentivou a violência islâmica na Síria e enviou jihadistas para o país.
Brian, que é filho de uma brasileira, está desaparecido desde que deixou a Autuérpia. Sua mãe acredita que ele está na Síria.
Outros 45 suspeitos de pertencerem à organização Sharia4Belgium também foram julgados. Fouad Belkacem, líder e antigo porta-voz da Sharia4Belgium, foi condenado a 12 anos de prisão.
Segundo a promotoria, a organização Sharia4Belgium enviava recrutas para grupos militantes como o Estado Islâmico.
Segundo o jornal belga “De Standaard”, apenas sete suspeitos estiveram presentes no tribunal. Os outros ou estão foragidos ou já morreram.
De acordo com as autoridades belgas, cerca de 350 nacionais do país foram lutar na Síria ou noIraque, o maior número per capita da Europa. Eles estimam que 10% destas pessoas tinham alguma ligação com a Sharia4Belgium.
A segurança foi reforçada do lado de fora da corte onde foi divulgada a sentença, na Antuérpia. 
Brian de Mulder, nascido na Bélgica de mãe brasileira (Foto: Reprodução/TV Globo)Brian de Mulder, nascido na Bélgica de mãe brasileira (Foto: Reprodução/TV Globo)
Filho de brasileira
A mãe de De Mulder, a brasileira Ozana Rodrigues, afirma que ainda chora todos os dias pelo filho, outrora um jogador de futebol promissor. Ela acredita que ter sido dispensado por seu time aos 17 anos foi o que levou Brian à religião e depois à violência.
De Mulder se converteu ao islamismo e rapidamente se tornou muito devoto, adotando as vestimentas e os hábitos alimentares muçulmanos e criticando sua mãe e suas irmãs por se vestirem sem modéstia.
Um dia ele anunciou que queria ser voluntário para trabalhos de caridade na Síria: “Argumentei com ele dizendo que há muitas oportunidades aqui”, declarou Ozana. “Ele disse não querer porque todas as pessoas aqui são infiéis.”
Ela se mudou para Antuérpia, mas Brian manteve contato com seus amigos radicais. Um dia, segundo sua mãe, “fui ao quarto dele e vi que ele tinha ido embora. Eles tinham levado meu filho”.
Brian De Mulder, o jovem belga de origem brasileira que desde janeiro de 2013 engrossa as filas do autodenominado "Estado Islâmico" na Síria (Foto: BBC)Brian De Mulder, o jovem belga de origem brasileira que desde janeiro de 2013 engrossa as filas do autodenominado "Estado Islâmico" na Síria (Foto: BBC)
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Grécia avisa que não vai voltar aos planos de resgate e submissão

Grécia avisa que não vai voltar aos planos de resgate e submissão

Na véspera da reunião em Bruxelas sobre o futuro do país, que decorre esta quarta-feira, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, avisou que a Grécia não pode voltar aos planos de resgate e de submissão

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"Não vamos recuar, a Grécia não vai voltar ao tempo dos planos de resgate e da submissão", disse no parlamento o chefe do novo Governo grego antes de receber um voto de confiança dos 300 deputados gregos sobre a política geral.
O ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, viajou hoje para Bruxelas para participar quarta-feira na reunião extraordinária do Eurogrupo sobre a Grécia.
No parlamento, ainda antes de viajar, o ministro das Finanças afirmou que a intenção da Grécia em Bruxelas é negociar um novo acordo que não seja "tóxico", sublinhando que o "memorando acabou".


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