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Vc conhece este decreto?
“Carne produzida pelo Prosperidad é comercializada sob a marca Fava”
A contadora Cleonice Silvério experimentou a carne há um tempo e conta como foi a sensação. “Preparei o prato normalmente e servi no almoço para a família. Só depois que todos experimentaram a carne contei do que se tratava. Meus filhos acharam o sabor um pouco mais adocicado e forte, mas pensaram que eu tivesse errado a mão. No final, todos aprovaram a escolha”, completa a contadora.No que diz respeito ao aproveitamento dos animais, quase todas as partes podem ser utilizadas de alguma forma: o sangue e os ossos são usados para a produção de farinha de ração, a crina, para fabricar pincéis. A indústria de salsicharias e mortadelas também usa para dar liga aos seus produtos. Finalmente, a indústria de vacinas também utiliza subprodutos dos equídeos para fins opoterápicos.
Semelhante aos cortes bovinos, a carne de equídeos tem cortes habituais, como alcatra, contrafilé, lagarto, macreuse (coração da paleta), filé mignon, maminha, patinho, peito e peixinho. Não há cupim e picanha, por causa da conformação do animal. Em relação ao seu valor nutricional, a nutricionista Daniela Serwy afirma que é uma carne nutritiva e que contém pouca gordura, e acredita que o motivo do baixo consumo no Brasil seja por questões culturais, falta de hábito e acesso difícil. “A carne de cavalo possui, em princípio, todas as qualidades das outras carnes comestíveis, como a de boi, peixe, frango etc. É rica em proteínas de primeira qualidade e vitaminas do complexo “B”. Entretanto, o teor de ferro na carne de cavalo é mais que o dobro do contido nos cortes bovinos, o que seria recomendável para atletas, crianças, grávidas e pessoas com anemia”, afirma a nutricionista.
Alcatra equina
Coxão Mole equino
Contra-filé equino
Em terras brasileiras, esse mercado está aberto apenas para exportação, visto que aqui se consome somente os subprodutos dos equídeos, somando 1% do uso. Os outros 99% são divididos entre Ásia, África do Sul e, principalmente, países da União Europeia, onde a carne é tradicionalmente conhecida e consumida. A grande diferença nos consumidores desse produto pode ser justificada pela cultura e tradição de no Brasil não se consumir essa carne. O tema envolve religião, afeto, preferências de paladar e falta de informação. Já a França e a Itália são exemplos de países com maior tradição, afinal, nos períodos que precederam as duas grandes guerras na Europa, a carne de equídeos era altamente consumida.
“99% da produção do frigorífico é exportada para outros países, especialmente da Europa”
O volume de exportações do Prosperidad em 2011 foi de quase mil toneladas de carne e meia tonelada de subprodutos (restos do cavalo que servem para dar ligas em mortadela, salsicharia etc.). A gerente, Neiva Araújo, julga esse número baixo em relação ao faturamento da empresa em anos anteriores e comparado a frigoríficos de carnes bovina e suína. “A crise econômica afetou todo o mercado de exportação, portanto nosso nicho não iria ficar de fora. Se antigamente exportávamos mil toneladas por mês, hoje estamos na média de 83 mil quilos/mês. Temos consciência de que com outros mercados do setor não foi diferente. No nosso caso, especificamente, a empresa ainda passou por um processo de reformulação e adequações, o que gera custos e despesas”, afirmou a gerente.Entretanto, a gerente é otimista em relação à perspectiva de crescimento neste ano. “Estamos em negociações bem adiantadas com outros países. A previsão para este ano é de que tenhamos um aumento perto de 15%”, concluiu.
O Serviço de Inspeção Federal (SIF) é um dos órgãos responsáveis por inspecionar as normas de exportação. A equipe é composta por um veterinário federal, um municipal e um agente de inspeção.
Operacional
Como em qualquer outro frigorífico, o Prosperidad conta com vários departamentos regulamentados para preservar a qualidade do produto. José Donizeth Martins é o gerente industrial. Dentre as inúmeras funções do seu departamento, ele divide o tempo entre controlar e supervisionar as atividades na área industrial, ajudar no planejamento e controle de produção e na manutenção, além de dar suporte ao controle de qualidade e fabricação. “Supervisiono os planos de meta na produção, abate e desossa, visando à otimização dos produtos a serem trabalhados (carne de equídeo). Também está sob minha responsabilidade gerenciar a alocação de mão de obra no processo operacional e toda necessidade em relação à empresa no quesito de manutenção e instalações”, afirmou Martins.
Por outro lado, cabe a Eduardo Barbosa cuidar do processo de exportação da empresa. Segundo ele, apenas dois frigoríficos estão em funcionamento no Brasil e devidamente credenciados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
Eduardo
Barbosa diz que o Prosperidad é um grande exportador de carne de
equídeos para o mercado europeu, mas nos últimos anos perdeu espaço para
produtores como México, Argentina e Canadá por causa do câmbio
“O Brasil já foi um grande exportador de carne para a União Europeia, Ásia e África do Sul, mas devido à baixa cambial do dólar nos últimos seis anos, perdemos espaço para o México, Argentina e Canadá. Sem falar na competitividade da carne de porco nos países asiáticos”, contou Barbosa.
Outra grande responsabilidade no Prosperidad fica a cargo de Edmar Martins. É dele a responsabilidade pelo departamento da Garantia da Qualidade, que atua em todas as etapas do processo, desde a recepção dos animais até a expedição da carne, miúdos e subprodutos, realizando monitoramento dos procedimentos operacionais para detectar, entre outras coisas, possíveis falhas de ordem sanitária que possam ocasionar contaminação do produto, avaliando a causa e determinando ações corretivas/preventivas junto à Gerência Industrial e demais colaboradores. “Realizamos também o controle de qualidade em laboratórios credenciados ao MAPA através de amostragens do produto, água e superfícies de contato, tais como instrumentos de trabalho (faca, chaira, gancho e bainha), mesas onde realizam o toalete das peças, Skinner / refiladeiras e outros, para garantia no fornecimento de um produto dentro dos padrões sanitários com excelência”, disse Martins. O frigorífico Prosperidad é o maior frigorífico em funcionamento e credenciado pelo MAPA no Brasil e o segundo maior da América Latina, perdendo apenas para a Argentina. Outro pequeno frigorífico está localizado no país, porém não atende a demanda da exportação e é abastecido pelo Triângulo Mineiro.
União Europeia é o maior mercado do frigorífico Prosperidad
Atualmente, o maior cliente do Frigorífico Prosperidad é a União
Europeia, seguida da África do Sul e do Japão. A empresa também está em
acordos comerciais bastante adiantados com a China e Rússia. Os
principais fornecedores de animais para o Prosperidad estão concentrados
nos estados de Goiás, São Paulo, Bahia e norte de Minas. Quem conduz a
transação de compra e entrega dos animais é o comprador de cavalos Alaor
Alves. Ele conta que são os próprios tropeiros que localizam, fazem o
processo de escolha do animal e depois os vendem para a empresa. “Os
tropeiros são trabalhadores autônomos que compram os animais de
produtores rurais, normalmente lotes de 20 a 30 animais – e depois os
vendem para o frigorífico. No ato da compra, o proprietário do animal
recebe a garantia do abate assegurando que seu animal não será revendido
posteriormente para outro fim”, explica Alves.No processo de abate, são mobilizados cerca de 60 funcionários. Primeiramente é feita a pesagem do animal, depois são inspecionados pelos agentes do SIF e agentes de controle de qualidade e, em seguida, vão para o curral, onde são alimentados e descansam por entre 6 e 12 horas. O abate e a desossa acontecem na sequência e o processo é idêntico ao de bovinos, ou seja, sem causar nenhum sofrimento ao animal. Posteriormente, a carne é cuidadosamente separada por tipo de corte, embalada e exportada para vários países.
Em 2009, a União Europeia (UE) fez algumas exigências para os frigoríficos, já que a Europa é o maior consumidor do mercado de carne. O bloco passou a exigir rastreabilidade e mais controle dos medicamentos dados aos equinos nos seis meses antes do abate. Em maio do mesmo ano, foi aprovado por eles o plano de rastreabilidade e controle de medicamentos para as exportações de carne de cavalo apresentado pelo Brasil, que é o terceiro maior fornecedor de carne de equídeos para países do continente europeu, atrás apenas do Canadá e da Argentina. Com isso, o Brasil foi o primeiro a ter um plano aprovado pelo bloco. Com o acordo, não houve interrupção no fluxo de vendas da carne para o mercado comunitário. Depois dessa negociação com a Europa, a missão brasileira em Bruxelas afastou o risco de interrupção no fluxo de vendas de carne de cavalo brasileira para o mercado comunitário.
A aprovação europeia representa um importante avanço para o Brasil, já que a UE é o principal destino do produto nacional. As exportações recuaram 10% em 2009, em parte pelas restrições impostas pelo bloco. Em 2008, o Brasil exportou 8,5 mil toneladas de carne de cavalo para a UE; o Canadá, 13,7 mil toneladas; e a Argentina, 13,2 mil toneladas.
A
equipe responsável pela administração do Prosperidad em Araguari (da
esquerda para a direita): Eduardo Barbosa, departamento de exportação;
Alaor Alves, comprador de animais; Neiva Araújo, gerente geral; Edmar
Martins, responsável pelo departamento da garantia da qualidade; e José
Donizeth Martins, gerente industrial
Fábrica de banha de porco se transformou em frigorífico
Foi em 1961 que o então comendador Erich Markus adequou a fábrica de
banhas de porco para se tornar um promissor frigorífico de equídeos na
região do Triângulo Mineiro, precisamente na cidade de Araguari. Em uma
dessas rodadas de negócios, com o engenheiro Eduardo Rinzler, eles
fecharam uma parceria que durou pouco tempo. O então frigorífico Avante
foi vendido para Rinzler, que aos poucos o transformou no maior
frigorífico de exportação de cavalos do país. Como em qualquer negócio,
as mudanças foram primordiais para transformá-lo em uma referência do
segmento em todo mundo. Para se ter uma ideia, em 2010 ele foi vendido
para um grupo Uruguaio, passando a se chamar Prosperidad. A mudança
proporcionou mais desenvolvimento para a empresa, além de novas
adequações ao mercado, considerado promissor.
O
Prosperidad S.A. é o maior e um dos dois únicos frigoríficos para abate
de equídeos no Brasil credenciados junto ao Ministério da Agricultura e
Pecuária (Mapa); no mundo, apenas outros quatro países praticam essa
atividade
O processo de abate dos equídeos (que engloba as três classes dos animais) assemelha-se com o de bovinos e suínos. A diferença é que não há uma criação de cavalos específica para o abate, visto que são usados animais de descarte, ou seja, com idade média de 12 anos. Por causa da quantidade de hormônios e remédios aplicados, os animais utilizados em práticas desportivas são totalmente descartados do processo de abate, além de não pertencerem à classe de equídeos permitida para o consumo.
“O que muitas pessoas não sabem é que a carne de equídeo atua como regulador do mercado interno e presta serviços importantes à sociedade nas áreas sanitárias, de alimentação e de negócios”, ilustra a gerente do Prosperidad, Neiva Araújo.
Procedência dos cavalos é uma das melhores
A diretora geral do Prosperidad, Sandra Catharina Jorge, que cuida
dos interesses gerais da empresa a partir de São Paulo, conta que as
características do processo de introdução do cavalo no Brasil diferem
das de outros países do continente americano. “Considero que a atual
criação brasileira de cavalos é uma das melhores, além das vantagens
competitivas frente aos principais polos internacionais de qualidade
genética. O clima, a mão de obra e o espaço garantem ao país uma
produção de animais de ponta a custos competitivos”, disse. O Brasil
exporta animais vivos para diversos países nas Américas e Europa. E
destaca-se no mercado internacional como exportador de carne de cavalo,
perdendo unicamente para Canadá e Argentina.Do lado econômico, o frigorífico influencia a cidade de Araguari de forma positiva. Quem conta essa história é o atual vice-prefeito da cidade, Júberson Santos. Ele foi funcionário da empresa durante 10 anos. “A contribuição do Prosperidad na economia de Araguari-MG é focada no âmbito social, pois são gerados 110 empregos diretos. É importante lembrar que é uma empresa de 50 anos de tradição e faz parte da história da cidade”, ressaltou Santos. Ele completa que acompanhou a trajetória do frigorífico de perto como funcionário e admirador do trabalho que é desenvolvido na empresa. “Temos consciência da importância do Prosperidad para a economia de Araguari”, finalizou.
| Tabus e Curiosidades |
|---|
| No mercado de carnes, vários tabus ainda precisam ser quebrados. No Brasil, o consumo de carne de cavalo ainda não é muito bem visto. Porém, a rejeição se estende a outros países. Os EUA liberaram o consumo da carne apenas no fim do ano passado. O produto era proibido desde 2006. |
| Mesmo o Brasil sendo um pequeno consumidor da carne de equídeos, o país aparece bem colocado como exportador desse produto. Estamos em terceiro lugar no ranking de exportações, perdendo apenas para o Canadá, México e Argentina, que aparece em primeiro lugar como a maior potência desse segmento. |
| Cerca de 15 mil toneladas são exportadas por ano por via aérea e marítima, tendo uma receita média de US$ 35 milhões anuais. O quilo médio da carne custa R$ 25. |
| De Araguari, a carne parte para outros países, como Bélgica, Itália, Rússia, Suíça e Japão. |
| No oriente, a carne de cavalo é usada também para outro prato: um sashimi exótico, o basahi, que pode ser encontrado no país até como sabor de sorvete. O filé mignon também é usado como produto base para o sushi, inclusive atualmente no Japão, devido ao alto Preço do atum, alguns restaurantes têm usado a carne cavalo para este fim. |
| Em São Paulo, o maior centro urbano do país, apenas dois restaurantes servem pratos com carne de cavalo. Sauro Scarabotta, do Friccò, e Marcelo Pinheiro, do Tarsila, aderiram à experiência e têm uma alta demanda da carne. |
| Tropa de qualidade |
|---|
| Na última pesquisa feita pelo IBGE, a tropa brasileira de equinos aparece como a segunda maior do mundo, com 5,6 milhões, ficando atrás apenas da China. Dentre as raças equinas criadas no Brasil atualmente, destacam-se os Marchadores, Mangalargas, Quartos de Milha, Árabes, Crioulos, Puro Sangue Ingleses, Puro Sangue Lusitanos e Brasileiros de Hipismo, e suas misturas. A tropa brasileira de asininos é composta amplamente pela raça nacional Pega e a Comum, outras raças estrangeiras são encontradas em menor quantidade. |









![AMIGOS! RIO DE JANEIRO-RJ
DEPOIS DE GRANDE NEGOCIAÇÃO, E COM A AJUDA DA @[100002750111410:2048:Andréa Lambert] , FORAM LIBERDAS AS FOTOS DA UNIDADE JORGE VAITSMAN, POPULARMENTE CONHECIDO COMO HOSPITAL VET. DA MANGUEIRA.
QUERIA MUITO QUE VCS ME AJUDASSEM NA DIVULGAÇÃO DESSES SERES QUE ESTÃO ALI, MUITOS HÁ ANOS, SEM DIVULGAÇÃO, SEM CHANCE . POUCOS SABEM QUE ALÍ TEM MAIS DE 100 ANIMAIS E POUCOS VÃO LÁ PRA TENTAR ADOTAR.
GENTE, PELO AMOR DE DEUS, TEM VÁRIOS LINDOS LÁ, DE VIRINHAS COM OLHOS DE SOFRIDOS ATÉ PIT DE PORTE IMPECÁVEL.
SE ALGUÉM QUISER IR LÁ CONHECER OU MESMO ADOTAR PODE ME CONTACTAR IN BOX.
VAMOS DAR UMA CHANCE A ELES!!!](https://fbcdn-sphotos-c-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash3/s480x480/547307_2988172961298_1226005352_n.jpg)