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18 de outubro de 2014 • 20h57 • atualizado em 18 de outubro de 2014 às 21h01
Exército curdo impede Estado Islâmico de isolar cidade
Um total de 26 projeteis disparados pelo EI caíram em bairros do norte de Kobane, perto da fronteira com a Túrquia
Apesar dos ataques dos jihadistas, as Unidades de Proteção do Povo (YPG), principal milícia curdo-síria, conseguiram repelir a invasão do EI
Foto: Twitter @KURDISTAN_ARMY
Forças curdas repeliram neste sábado, em Kobane, uma nova ação do grupo Estado Islâmico (EI) que busca isolar a cidade curdo-síria, localizada na fronteira com a Turquia. Já no Iraque, o exército tentava ganhar terreno frente aos jihadistas.
A coalizão internacional, liderada pelos Estados Unidos, realizou 25 ataques aéreos em 48 horas contra posições do grupo jihadista perto de Kobane, e contra a infraestrutura sob seu controle.
Embora os americanos tenham apontado sinais animadores em Kobane, onde o EI freou seu avanço, Washington assinalou que os bombardeios podem não impedir a queda da cidade, e reiterou que sua prioridade é o Iraque.
Um total de 26 projeteis disparados pelo EI caíram em bairros do norte de Kobane, perto da fronteira, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), com sede na Grã-Bretanha.
Apesar dos ataques dos jihadistas, as Unidades de Proteção do Povo (YPG), principal milícia curdo-síria, conseguiram repelir a invasão do EI lançada do leste para alcançar o posto fronteiriço, declarou o representante curdo Idris Nasen.
A cidade de Kobane, que se tornou um símbolo da resistência ao EI, encontrava-se cercada pelos jihadistas no sul, leste e oeste.
Diante da resistência das forças curdas e dos bombardeios da coalizão - mais de 100 desde o fim de setembro -, o EI enviou "reforços de homens, munição e equipamentos" a Kobane a partir das províncias de Aleppo e Raqa, redutos dos jihadistas no norte da Síria, segundo o OSDH.
Apoio da Espanha
Em visita a Washington, o ministro espanhol da Defesa, Pedro Morenés, disse que a Espanha começará a treinar tropas iraquianas no fim do ano para a luta contra o EI, mas descartou uma participação na ofensiva na Síria.
Em visita a Washington, o ministro espanhol da Defesa, Pedro Morenés, disse que a Espanha começará a treinar tropas iraquianas no fim do ano para a luta contra o EI, mas descartou uma participação na ofensiva na Síria.
Morenés disse que irá solicitar ao Congresso de seu país a aprovação para enviar 300 militares espanhóis ao Iraque para o treinamento de tropas em operações especiais, desativação de minas e manejo de explosivos.
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