quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Edição do dia 15/10/2014
16/10/2014 00h06 - Atualizado em 16/10/2014 00h21

Polícia prende, em Goiânia, homem que confessou ter matado 39 pessoas

Segundo os investigadores, o vigilante Thiago Henrique Rocha, de 26 anos, confessou que matou 13 das 15 mulheres executadas na capital de Goiás.

Cassiano RolimGoiânia, GO
A polícia prendeu um homem que confessou ter matado 39 pessoas em Goiânia. Em depoimento, ele disse que é o motoqueiro que assassinou 13 das 15 mulheres executadas na cidade só neste ano.
Em um encontro com os delegados da força-tarefa que investigou a morte de 15 mulheres em Goiânia, as famílias ouviram as conclusões da polícia. Segundo os investigadores, o vigilante Thiago Henrique Rocha, de 26 anos, confessou que matou 13 delas. Uma das vítimas foi Ana Maria Duarte, de 26 anos.
"É uma tristeza, é uma alegria, é uma ansiedade, é um alívio, são vários sentimentos. Mas eu acredito que saber quem foi e o porquê que foi, não deixa de trazer um certo alívio para o nosso coração", diz Lívia Fiori, irmã de Ana Maria.
As mulheres assassinadas em série não foram as únicas vítimas de Thiago Henrique. Em depoimento, ele confessou que matou 39 pessoas, entre mulheres, homossexuais e oito moradores de rua.
"Ele não começou matando mulheres, começou matando homens. Utilizou faca, depois ele foi passando para arma de fogo, matando homens, e, de um certo tempo para cá, ele começou a matar mulheres", conta João Carlos Gorski, delegado geral da Polícia Civil.
Estas imagens de câmeras de segurança apresentadas pela polícia, mostram o serial killer atirando e matando um morador de rua. Para não ser descoberto, os investigadores disseram que ele colocava placas roubadas na moto usada nos crimes, como mostra um vídeo.
A força-tarefa policial diz que tem provas da participação do vigilante nos crimes, mas ainda não apresentou nenhuma delas. Ele foi preso em casa, depois de ser acompanhado por investigadores durante um mês.
No último fim de semana, por pouco Thiago não fez mais uma vítima. Ele puxou o gatilho contra uma jovem numa barraca de lanches, mas a arma falhou. À polícia, o vigilante contou que agia por ódio.
"Falou que tinha um pouco de raiva, ele tinha raiva. Nós temos que trabalhar agora com psiquiatras para saber mesmo o perfil dessa pessoa e a mente dele. Eu entendo que ele é um psicopata que praticou crimes em série", diz João Carlos Gorski, delegado geral da Polícia Civil.
"Não vai trazer a minha prima de volta, mas a sensação é que a justiça está sendo feita", confessa a vendedora Christielly Oliveira, prima de Bruna, que foi uma das vítimas.

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