domingo, 19 de outubro de 2014

19 Outubro de 2014 | 12h13 - Actualizado em 19 Outubro de 2014 | 12h13

Angola representada na cerimónia de beatificação do Papa Paulo VI

Roma - Uma delegação angolana chefiada pelo ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, participou, neste domingo, na cerimónia de beatificação do papa Paulo VI, na praça de São Pedro, na cidade do Vaticano.

VATICANO - PAPA FRANCISCO NA CERIMÔNIA DE ENTRONIZAÇÃO2
FOTO: CLEMENTE SANTOS
A ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, participou igualmente na cerimónia, que ocorreu durante a missa de encerramento do Sínodo de Bispos, órgão colegial da Igreja, criado há precisamente 50 anos pelo papa Paulo VI.
O Sínodo foi dedicado à questão crucial dos desafios pastorais da família.
 Como aconteceu em 27 de Abril de 2013 durante a canonização de João XXIII e a beatificação de João Paulo II, a santa missa contou também com  o papa emérito Bento XVI.
    
Considerado um  papa moderno, Paulo VI foi, segundo vaticanistas, precursor em muitas acções e os seus gestos estão em sintonia com a forma de agir do Papa  Francisco, para quem Evangelii Gaudium, de sua autoria, é um texto de referência que inspirou o manifesto do programa do actual Pontífice.
A agência noticiosa italiana Ansa refere que  Paulo VI mostrou coerência com os caminhos da fé para transformar a humanidade, apoiando a actualização  e modernização da Igreja.
Giovanni Battista Montini, que exerceu o seu papado entre as décadas de 1960 e 1970, foi o primeiro papa a fazer muitas coisas. O primeiro a viajar de avião para chegar a terras distantes, como Índia, Uganda, Colômbia, Filipinas e Austrália. O primeiro, há 50 anos, a visitar a Terra Santa, quando deu o histórico abraço ao patriarca ortodoxo Atenagora.
Giovanni Montini (Papa Paulo VI) nasceu em Concesio, na província de Brescia.
Entrou no seminário para se tornar sacerdote católico em 1916 e foi ordenado em 1920. Estudou na Universidade Gregoriana, na Universidade de Roma e na Pontifícia Academia Eclesiástica.
O seu talento levou-o a uma carreira na Cúria Romana, a administração do Vaticano. Em 1937 foi nomeado Substituto para Assuntos Correntes pelo Cardeal Pacelli, o Secretário de Estado da Santa Sé no papado de Pio XI.
Foi eleito Papa em 21 de Junho de 1963, na sequência da morte do Papa João XXIII.
Paulo VI chefiou a Igreja numa época de transição entre as eras pré e pós-Vaticano II. À época assistiu-se à revisão mais profunda da liturgia católica dos últimos séculos, a mudanças no sacerdócio, e a um mundo em mudança de valores com as taxas crescentes de divórcio, uniões de facto, liberdade sexual e legalização do aborto e das técnicas anti-concepcionais.
Entre a memória do seu pontificado sobressai a encíclica Humanæ Vitæ, publicada a 25 de Julho de 1968, que defende a visão tradicional da Igreja sobre métodos anticoncepcionais e aborto – ou seja, uma oposição veemente a toda forma de contracepção por métodos artificiais.
Faleceu na residência papal de Verão de Castelgandolfo, a 6 de Agosto de 1978.
O processo para a sua beatificação teve início em 11 de Maio de 1993. A 20 de Dezembro de 2012 o Papa Bento XVI, ao receber em audiência o cardeal prefeito Angelo Amato, autorizou a Congregação para a Causa dos Santos a promulgar o decreto relativo ao reconhecimento das "virtudes heróicas" do "Servo de Deus" Paulo VI.
ASSUNTOS Angola  
LEIA TAMBÉM

Nenhum comentário:

Postar um comentário