domingo, 22 de janeiro de 2017

Amigos no Planalto garantem viagem de Dilma para seminário na Europa





Ex-presidente participará em Sevilha de um seminário internacional que discuritá temas como democracia e direitos humanos na Europa e na América Latina





POLÍTICA PRESIDENTAHÁ 48 MINSPOR NOTÍCIAS AO MINUTO

A ex-presidente Dilma Roussef desembarcou no último sábado (21) na Itália para um viagem de duas semanas pela Europa com cinco de seus auxiliares, segundo informações do colunista Lauro Jardim no "O Globo".


Conforme anunciado em sua página oficial no Facebook, a ex-presidente participará em Sevilha, na próxima quarta-feira (25), de um seminário internacional chamado "Capitalismo Neoliberal, Democracia Sobrante". No evento, serão abordados temas como democracia e direitos humanos na Europa e na América Latina.
A autorização para que Dilma viajasse foi publicada no Diário Oficial na semana passada.
Curiosamente, no despacho ela foi tratada por "presidenta", que era a forma que ela fazia questão de ser chamada quando era líder no Planalto, onde ainda há quem olhe por ela e atenda às suas solicitações.



Rio promete se tornar 'nova Curitiba' na Lava Jato


Após prisão do ex-governador Sérgio Cabral, escritórios de advocacia especializados veem cidade como próximo foco da operação






POLÍTICA INVESTIGAÇÃOHÁ 6 HORASPOR NOTÍCIAS AO MINUTO


O Rio de Janeiro pode virar o próximo ponto focal da Operação Lava Jato. Após a prisão do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), investigadores e advogados veem chance de que uma grande quantidade de delações sejam realizadas por políticos da cidade.


As informações são da coluna Painel, do site do jornal Folha de S. Paulo, deste domingo (22).
A atuação do juiz federal Marcelo Bretas, responsável pela prisão de Cabral, é o principal motivo para a aposta. Escritórios de advocacia de Curitiba, especializados em delações premiadas, já procuram imóveis para abrir filiais na capital carioca.




TOFFOLI NÃO VÊ CLIMA PARA TRATAR SOBRE RELATORIA DA LAVA JATO




MINISTRO DO STF PREFERIU FALAR DA SIMPLICIDADE DO AMIGO TEORI
Publicado: 21 de janeiro de 2017 às 12:00 - Atualizado às 20:22


TOFFOLI ELOGIOU TEORI (FOTO: FELLIPE SAMPAIO/STF)


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli disse que não é o momento de se conversar sobre quem herdará a relatoria da Lava Jato na corte com a morte de Teori Zavascki. A declaração foi dada durante o velório do colega de Corte, na sede do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), na manhã deste sábado, em Porto Alegre-RS.
Em sua breve fala, Toffoli comentou que o ministro Teori será lembrado pela simplicidade e humildade. "É uma perda pessoal que nos abala muito. Eu vim dar um beijo em um grande amigo", comentou Dias Toffoli, sobre o colega morto em queda de avião na quinta-feira (19).
Já o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Paulo de Tarso Vieira Sanseverino comentou que a vida de Teori é "um exemplo que indica como deve proceder um magistrado nas altas funções da República". Questionado, ele disse ser da opinião de que a relatoria da Lava Jato deveria ser redistribuída entre os atuais ministros do STF. "Não se deve deixar a relatoria para o novo ministro que vai assumir. Seria uma situação política extremamente delicada. Vários senadores estão sendo investigados na Lava Jato. Isso criaria uma situação embaraçosa politicamente com as pessoas que vão ser julgadas analisando o futuro julgador", afirmou.
Perguntado sobre a possibilidade de a presidente do STF, Cármen Lúcia, assumir a homologação das delações premiadas da Odebrecht que estava sendo feita por Teori, Sanseverino disse que seria preciso analisar bem o regimento interno da corte, mas pensa que "seria uma solução bem razoável". (AE)

TAMBÉM NO SENADO, PT TROCA APOIO POR BOQUINHAS




PARTIDO DE ALUGUEL


PT VENDE APOIO NO SENADO E NA CÂMARA EM TROCA DE 100 CARGOS
Publicado: 22 de janeiro de 2017 às 00:01 - Atualizado às 10:21



SENADORES DO PT.


O PT tenta minimizar a perda de milhares de boquinhas no governo federal e nas prefeituras, após a derrota humilhante nas urnas em 2016. A ideia é fechar acordos que lhes garantam cargos, para acomodar seus principais assessores e conter a debandada. Na Câmara, o PT apoiará Rodrigo Maia em troca de boquinhas, e não vai atrapalhar a eleição de Eunício Oliveira (PMDB-CE) para presidente do Senado, na expectativa de ganhar cargos na Mesa e nas comissões. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
A meta do PT, definida com Lula, é de 100 cargos no Congresso para acomodar petistas, perdidos como cachorros em dia de mudança.
Assim como pediu a Rodrigo Maia a 1ª secretaria da Câmara, em troca de apoio, o PT exige o mesmo cargo no Senado Federal.
Na 1ª secretaria, o PT controlaria no Senado um orçamento de R$ 4,2 bilhões e vinte cargos que pagam até R$ 22 mil por mês, cada.
O PT quer a chave do cofre: o orçamento da 1ª secretaria da Câmara soma R$ 5,9 bilhões e os cargos são de R$ 17 mil por mês.

Planalto estuda aumentar salário de cargos comissionados



Atualmente, há 17 mil pessoas ocupando cargos de confiança no governo federal





POLÍTICA ORÇAMENTOHÁ 57 MINSPOR NOTÍCIAS AO MINUTO


O Palácio do Planalto solicitou um estudo ao Ministério do Planejamento para aumentar salários de ocupantes de cargos do tipo DAS, que são comissionados.


A informação foi revelada na coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, deste domingo (22).
Atualmente, há 17 mil pessoas em cargos de confiança no governo federal.
Antes mesmo de assumir o governo, o presidente Michel Temer prometeu cortes no número número de funcionários que trabalhavam nesse regime.

Dono de avião era sócio de empresário André Esteves, solto por Teori




Carlos Alberto Filgueiras tem sociedade com BTG desde 2012


por



Ex-presidente do BTG Pactual, André Esteves - Pablo Jacob/Agência O Globo


SÃO PAULO — O empresário Carlos Alberto Ferreira Filgueiras, dono do avião que carregava o ministro Teori Zavascki e também morto no acidente de quinta-feira, era sócio do BTG Pactual na empresa Forte Mar Empreendimentos e Participações, dona do prédio ocupado pelo Hotel Emiliano na Praia de Copacabana, no Rio. Filgueiras tem 10% da empresa; os 90% restantes pertencem ao Development Fund Warehouse, um fundo de investimentos do BTG. O empresário, fundador do Grupo Emiliano, era amigo do ministro.

Filgueiras era membro do Conselho de Administração da Forte Mar ao lado de Carlos

Daniel Rizzo da Fonseca, um dos sócios do BTG. A assessoria do BTG confirmou a sociedade, mas disse que o banco não se pronunciaria.

Na condição de relator da Lava-Jato, Teori Zavascki tomou pelo menos uma decisão envolvendo o BTG. Em 25 de novembro de 2015, um dos sócios do BTG, o empresário André Esteves, foi preso pela Lava-Jato, acusado de participar de uma negociação que envolvia pagamentos à família do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró para que ele não assinasse acordo de delação premiada. Na mesma operação policial o ex-senador Delcídio do Amaral foi preso.
Em 17 de dezembro, Teori libertou o banqueiro e determinou prisão domiciliar, depois que a defesa argumentou que a prisão havia sido decretada com base apenas nas declarações de Delcídio, que havia falado sobre a participação de Esteves. Em abril de 2016, Teori revogou a prisão domiciliar e permitiu que ele voltasse a trabalhar.

DECISÃO SEM TEORI

Filgueiras era também autor de pedido de trancamento no STF de uma ação, movida pelo Ministério Público Federal (MPF), em que era acusado de desmatar Mata Atlântica e construir ilegalmente na Ilha das Almas, em Paraty. Na mesma ação, o empresário era acusado de criar praias artificiais.
Nesse caso, o pedido foi distribuído para o ministro Edson Fachin, que negou o pleito.
Filgueiras e Teori viajavam juntos no avião do empresário, que caiu na última quinta-feira a dois quilômetros da cabeceira da pista, em Paraty. Cinco pessoas morreram. Além dos dois, o piloto Osmar Rodrigues, a massoterapeuta Maíra Panas e sua mãe, Maria Hilda Panas, morreram no acidente.

O ministro se hospedaria na casa do empresário, a mesma que foi alvo da ação no STF. Os dois eram amigos há cinco anos.
Segundo pessoas próximas ao ministro, eles se conheceram em 2013, durante período em que Teori se hospedou no Hotel Emiliano, em São Paulo, para acompanhar o tratamento de câncer da esposa, no Hospital Sírio Libanês. Ela faleceu naquele no mesmo ano.


sábado, 21 de janeiro de 2017

TEMER EXALTA QUE BRASIL PRECISA DE HOMENS DE BEM COMO TEORI



MICHEL TEMER VELOU CORPO DE MINISTRO, E CHAMOU DE PERDA LAMENTÁVEL PARA O PAÍS A MORTE DO RELATOR DA OPERAÇÃO LAVA JATO (FOTO: BETO BARATA/PR)

O presidente da República Michel Temer (PMDB) afirmou na tarde deste sábado (21) que só vai indicar o substituto de Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal (STF) "após a indicação de um novo relator" dos processos resultantes da Operação Lava Jato. Caberá à presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, redistribuir o processo da Operação Lava Jato, que Teori relatava. A ministra já indicou que deve redistribuir o processo entre os atuais dez integrantes da Corte.
A declaração de Temer foi dada em Porto Alegre, durante o velório de Teori Zavascki, que ocorre na sede do tribunal Regional federal da 4ª Região (TRF-4). O presidente registrou seu pesar pessoal e de todo o governo pela morte de Teori.
"Uma perda lamentável para o País e, no particular, para a classe jurídica e o Poder Judiciário. O ministro Teori, tenho dito com muita frequência, era um homem de bem e o que o Brasil precisa cada vez mais é de homens com a têmpera, com a exação, com a competência pessoal, moral e profissional do ministro Teori. Que Deus o conserve em nossa memória como exemplo a ser seguido”, disse Temer, em declaração à imprensa após acompanhar o velório.
O ministro das Relações Exteriores, José Serra, também fez um breve pronunciamento, lembrando que tinha uma boa relação com Teori, com quem se reuniu diversas vezes para discutir questões relacionadas ao processo legislativo. "Foi um exemplo em todas as funções que ocupou". (AE)