Ex-presidente participará em Sevilha de um seminário internacional que discuritá temas como democracia e direitos humanos na Europa e na América Latina
POLÍTICAPRESIDENTAHÁ 48 MINSPOR NOTÍCIAS AO MINUTO
A ex-presidente Dilma Roussef desembarcou no último sábado (21) na Itália para um viagem de duas semanas pela Europa com cinco de seus auxiliares, segundo informações do colunista Lauro Jardim no "O Globo".
Conforme anunciado em sua página oficial no Facebook, a ex-presidente participará em Sevilha, na próxima quarta-feira (25), de um seminário internacional chamado "Capitalismo Neoliberal, Democracia Sobrante". No evento, serão abordados temas como democracia e direitos humanos na Europa e na América Latina.
A autorização para que Dilma viajasse foi publicada no Diário Oficial na semana passada.
Curiosamente, no despacho ela foi tratada por "presidenta", que era a forma que ela fazia questão de ser chamada quando era líder no Planalto, onde ainda há quem olhe por ela e atenda às suas solicitações.
Após prisão do ex-governador Sérgio Cabral, escritórios de advocacia especializados veem cidade como próximo foco da operação
POLÍTICAINVESTIGAÇÃOHÁ 6 HORASPOR NOTÍCIAS AO MINUTO
O Rio de Janeiro pode virar o próximo ponto focal da Operação Lava Jato. Após a prisão do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), investigadores e advogados veem chance de que uma grande quantidade de delações sejam realizadas por políticos da cidade.
As informações são da coluna Painel, do site do jornal Folha de S. Paulo, deste domingo (22).
A atuação do juiz federal Marcelo Bretas, responsável pela prisão de Cabral, é o principal motivo para a aposta. Escritórios de advocacia de Curitiba, especializados em delações premiadas, já procuram imóveis para abrir filiais na capital carioca.
MINISTRO DO STF PREFERIU FALAR DA SIMPLICIDADE DO AMIGO TEORI
Publicado: 21 de janeiro de 2017 às 12:00 - Atualizado às 20:22
TOFFOLI ELOGIOU TEORI (FOTO: FELLIPE SAMPAIO/STF) O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli disse que não é o momento de se conversar sobre quem herdará a relatoria da Lava Jato na corte com a morte de Teori Zavascki. A declaração foi dada durante o velório do colega de Corte, na sede do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), na manhã deste sábado, em Porto Alegre-RS.
Em sua breve fala, Toffoli comentou que o ministro Teori será lembrado pela simplicidade e humildade. "É uma perda pessoal que nos abala muito. Eu vim dar um beijo em um grande amigo", comentou Dias Toffoli, sobre o colega morto em queda de avião na quinta-feira (19).
Já o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Paulo de Tarso Vieira Sanseverino comentou que a vida de Teori é "um exemplo que indica como deve proceder um magistrado nas altas funções da República". Questionado, ele disse ser da opinião de que a relatoria da Lava Jato deveria ser redistribuída entre os atuais ministros do STF. "Não se deve deixar a relatoria para o novo ministro que vai assumir. Seria uma situação política extremamente delicada. Vários senadores estão sendo investigados na Lava Jato. Isso criaria uma situação embaraçosa politicamente com as pessoas que vão ser julgadas analisando o futuro julgador", afirmou.
Perguntado sobre a possibilidade de a presidente do STF, Cármen Lúcia, assumir a homologação das delações premiadas da Odebrecht que estava sendo feita por Teori, Sanseverino disse que seria preciso analisar bem o regimento interno da corte, mas pensa que "seria uma solução bem razoável". (AE)
PT VENDE APOIO NO SENADO E NA CÂMARA EM TROCA DE 100 CARGOS
Publicado: 22 de janeiro de 2017 às 00:01 - Atualizado às 10:21
SENADORES DO PT.
O PT tenta minimizar a perda de milhares de boquinhas no governo federal e nas prefeituras, após a derrota humilhante nas urnas em 2016. A ideia é fechar acordos que lhes garantam cargos, para acomodar seus principais assessores e conter a debandada. Na Câmara, o PT apoiará Rodrigo Maia em troca de boquinhas, e não vai atrapalhar a eleição de Eunício Oliveira (PMDB-CE) para presidente do Senado, na expectativa de ganhar cargos na Mesa e nas comissões. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
A meta do PT, definida com Lula, é de 100 cargos no Congresso para acomodar petistas, perdidos como cachorros em dia de mudança.
Assim como pediu a Rodrigo Maia a 1ª secretaria da Câmara, em troca de apoio, o PT exige o mesmo cargo no Senado Federal.
Na 1ª secretaria, o PT controlaria no Senado um orçamento de R$ 4,2 bilhões e vinte cargos que pagam até R$ 22 mil por mês, cada.
O PT quer a chave do cofre: o orçamento da 1ª secretaria da Câmara soma R$ 5,9 bilhões e os cargos são de R$ 17 mil por mês.
Atualmente, há 17 mil pessoas ocupando cargos de confiança no governo federal
POLÍTICAORÇAMENTOHÁ 57 MINSPOR NOTÍCIAS AO MINUTO
O Palácio do Planalto solicitou um estudo ao Ministério do Planejamento para aumentar salários de ocupantes de cargos do tipo DAS, que são comissionados.
A informação foi revelada na coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, deste domingo (22).
Atualmente, há 17 mil pessoas em cargos de confiança no governo federal.
Carlos Alberto Filgueiras tem sociedade com BTG desde 2012
por Cleide Carvalho / Thiago Herdy
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Atualizado
Ex-presidente do BTG Pactual, André Esteves
- Pablo Jacob/Agência O Globo
SÃO PAULO — O empresário Carlos Alberto Ferreira Filgueiras, dono do
avião que carregava o ministro Teori Zavascki e também morto no acidente
de quinta-feira, era sócio do BTG Pactual na empresa Forte Mar
Empreendimentos e Participações, dona do prédio ocupado pelo Hotel
Emiliano na Praia de Copacabana, no Rio. Filgueiras tem 10% da empresa;
os 90% restantes pertencem ao Development Fund Warehouse, um fundo de
investimentos do BTG. O empresário, fundador do Grupo Emiliano, era
amigo do ministro.
Filgueiras era membro do Conselho de Administração da Forte Mar ao lado de Carlos
Daniel Rizzo da Fonseca, um dos sócios do BTG. A assessoria do BTG
confirmou a sociedade, mas disse que o banco não se pronunciaria.
Na condição de relator da Lava-Jato, Teori Zavascki tomou pelo menos
uma decisão envolvendo o BTG. Em 25 de novembro de 2015, um dos sócios
do BTG, o empresário André Esteves, foi preso pela Lava-Jato, acusado de
participar de uma negociação que envolvia pagamentos à família do
ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró para que ele não assinasse acordo
de delação premiada. Na mesma operação policial o ex-senador Delcídio
do Amaral foi preso.
Em 17 de dezembro, Teori libertou o banqueiro e determinou prisão
domiciliar, depois que a defesa argumentou que a prisão havia sido
decretada com base apenas nas declarações de Delcídio, que havia falado
sobre a participação de Esteves. Em abril de 2016, Teori revogou a
prisão domiciliar e permitiu que ele voltasse a trabalhar. DECISÃO SEM TEORI
Filgueiras era também autor
de pedido de trancamento no STF de uma ação, movida pelo Ministério
Público Federal (MPF), em que era acusado de desmatar Mata Atlântica e
construir ilegalmente na Ilha das Almas, em Paraty. Na mesma ação, o
empresário era acusado de criar praias artificiais.
Nesse caso, o pedido foi distribuído para o ministro Edson Fachin, que negou o pleito.
Filgueiras e Teori viajavam juntos no avião do empresário, que caiu
na última quinta-feira a dois quilômetros da cabeceira da pista, em
Paraty. Cinco pessoas morreram. Além dos dois, o piloto Osmar Rodrigues,
a massoterapeuta Maíra Panas e sua mãe, Maria Hilda Panas, morreram no
acidente.
O ministro se hospedaria na casa do empresário, a mesma que foi alvo da ação no STF. Os dois eram amigos há cinco anos.
Segundo pessoas próximas ao ministro, eles se conheceram em 2013,
durante período em que Teori se hospedou no Hotel Emiliano, em São
Paulo, para acompanhar o tratamento de câncer da esposa, no Hospital
Sírio Libanês. Ela faleceu naquele no mesmo ano.
PRESIDENTE CONFIRMA: ESPERA RELATOR PARA INDICAR VAGA DE TEORI
Publicado: 21 de janeiro de 2017 às 15:48 - Atualizado às 16:50
MICHEL TEMER VELOU CORPO DE MINISTRO, E CHAMOU DE PERDA LAMENTÁVEL PARA O PAÍS A MORTE DO RELATOR DA OPERAÇÃO LAVA JATO (FOTO: BETO BARATA/PR)
O presidente da República Michel Temer (PMDB) afirmou na tarde deste sábado (21) que só vai indicar o substituto de Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal (STF) "após a indicação de um novo relator" dos processos resultantes da Operação Lava Jato. Caberá à presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, redistribuir o processo da Operação Lava Jato, que Teori relatava. A ministra já indicou que deve redistribuir o processo entre os atuais dez integrantes da Corte.
A declaração de Temer foi dada em Porto Alegre, durante o velório de Teori Zavascki, que ocorre na sede do tribunal Regional federal da 4ª Região (TRF-4). O presidente registrou seu pesar pessoal e de todo o governo pela morte de Teori.
"Uma perda lamentável para o País e, no particular, para a classe jurídica e o Poder Judiciário. O ministro Teori, tenho dito com muita frequência, era um homem de bem e o que o Brasil precisa cada vez mais é de homens com a têmpera, com a exação, com a competência pessoal, moral e profissional do ministro Teori. Que Deus o conserve em nossa memória como exemplo a ser seguido”, disse Temer, em declaração à imprensa após acompanhar o velório.
O ministro das Relações Exteriores, José Serra, também fez um breve pronunciamento, lembrando que tinha uma boa relação com Teori, com quem se reuniu diversas vezes para discutir questões relacionadas ao processo legislativo. "Foi um exemplo em todas as funções que ocupou". (AE)