sábado, 7 de maio de 2016

Secretária de Segurança admite: o filho voou no helicóptero do Detran


Michael Melo/Metrópoles


Em 26 de abril, o Metrópoles revelou que familiares da secretária de Segurança Pública do Distrito Federal, Márcia de Alencar, tinham o benefício, regulamentado pela Casa Militar, de ir para a escola em viatura oficial, sob escolta policial. Uma prerrogativa inédita deste governo. No mesmo dia, a reportagem também revelou que a gestora nomeou sua ex-empregada doméstica para exercer cargo de confiança no gabinete da pasta.
Os episódios motivaram tanto a abertura de um inquérito no Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) quanto a convocação de Márcia para prestar esclarecimentos na Câmara Legislativa. Agora, um novo fato pode aumentar o constrangimento da secretária.

No último dia 17, Márcia sobrevoou Brasília a bordo de um helicóptero do Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF). Ela levava o filho de carona. Era o dia da votação do processo de impeachment de Dilma Rousseff no plenário da Câmara dos Deputados. Confrontada sobre o tema, Márcia admitiu ao Metrópoles que o filho a acompanhou porque havia uma vaga no voo. Tudo com a “devida permissão do piloto”.
Disposta a convencer os cidadãos de que suas condutas não são reprováveis, mas fazem parte da prerrogativa do cargo que ocupa, Márcia conversou com o Metrópoles. Negou qualquer indisposição com policiais civis ou militares, disse que está fazendo um trabalho corretíssimo e elogiadíssimo em Brasília e resumiu como se enxerga: “Tenho muito orgulho de ser mãe, mulher, nordestina e mameluca.” (Ouça áudios abaixo)
A seguir, trechos da entrevista de Márcia de Alencar.
Metrópoles – A senhora se tornou uma unanimidade. Nem policiais civis, nem militares aprovam sua nomeação para a Secretaria da Segurança, tampouco concordam com sua forma de gestão. Como lidar com isso?
Márcia de Alencar – Essa informação é bastante inusitada ou despropositada, porque me reúno semanalmente com os titulares da Polícia Militar e da Polícia Civil. Temos uma relação harmônica. Nestes quatro meses de gestão, nós nos reunimos com toda as associações e todos os sindicatos das polícias. Sempre nos tratamos com muita civilidade e muito respeito e muito me surpreende essa afirmação.
Metrópoles – A senhora é a primeira secretária de Segurança Pública do DF a ter à disposição de familiares escolta policial, mesmo sem ter sofrido qualquer ameaça. A senhora não fica constrangida de utilizar uma viatura que poderia estar na rua servindo à sociedade para levar seus filhos à escola?
Márcia de Alencar – Veja. Eu tenho a mesma escolta que o secretário Arthur Trindade tinha. Eu compartilhei essa escolta quando recebi a determinação, ou melhor, a orientação, da Casa Militar, depois que recebi a gestão do Sistema Penitenciário, após a fuga de 10 presos considerados altamente perigosos, dos quais, naquela altura, tínhamos quatro capturas. Portanto, seis presos continuam (foragidos). Do que eu sei, dos 23 secretários que me antecederam, 20 deles eram policiais militares, civis ou federais. Portanto, dos três que me antecederam, o anterior me deixou essa escolta, que é a mesma que utilizo e compartilho a partir dessa recomendação da Casa Militar, bem como o outro civil que foi secretário de Estado, o então professor Roberto Aguiar. Ele também tinha escolta, assim como a maioria dos secretários de Estado de Segurança Pública em todas as unidades da Federação do Brasil.
Metrópoles – A senhora foi a primeira mulher a ocupar a chefia da Secretaria de Segurança Pública no DF. Uma conquista para todas nós. fazer-se de frágil para justificar regalias não é um retrocesso a uma conquista tão importante?
Márcia de Alencar – Não se trata de regalia, por gentileza. Se trata de um dever constitucional e um dever no sentido de segurança institucional. O que está em questão não é uma mulher ou uma mãe. O que está em questão é uma secretária de Estado de Segurança Pública, independentemente de ser homem ou mulher. O fato de ser civil é que está em questão. Nem eu, nem o professor Roberto Aguiar somos obrigados, na condição de especialistas, a termos condutas de policiais, nem nos portarmos como se policiais fôssemos.
Metrópoles – Qualquer profissional da área sabe que um plano de segurança precisa seguir uma série de diretrizes, como o número mínimo de dois policiais no veículo. Enquanto um está dirigindo, o outro fica atento às situações de perigo. No caso de seus filhos, o que se configura é mais o serviço de transporte escolar. A senhora pode nos convencer de que isso realmente se justifica?
Márcia de Alencar – Como todos sabem, há a aproximadamente 13 meses, o Distrito Federal está sob a Lei de Responsabilidade Fiscal. Nós recebemos a orientação da Casa Militar, embora assinada pelo coronel Cláudio Ribas, no dia 1º de abril, apenas no dia 4. Portanto, quando o seu site fez as ilações no dia 26 de abril, não havia tempo hábil de habilitar as condições operacionais em função da Lei de Responsabilidade Fiscal. O que nós adotamos foi compartilhar a mesma escolta que tínhamos desde janeiro, herdada da gestão de Arthur Trindade.
Metrópoles – A senhora nomeou a Vanda, sua ex-empregada doméstica, como assessora de gabinete. Acha produtivo para a segurança pública do Distrito Federal contratar uma pessoa sem nenhuma experiência na área?
Márcia de Alencar – Não é verdade. Ela, circunstancialmente, viveu essa situação e é de minha extrema confiança. Uma pessoa que tem experiência para o cargo, habilidade para atendimento ao público, que faz atividades administrativas, basicamente de assessoramento do gabinete. Tem nível médio, portanto, habilidades para ocupar a função conforme está determinado pelas prerrogativas do cargo. É uma pessoa que ocupa um cargo de livre provimento. Não há nenhum ato de ilegalidade nessa prática administrativa por mim cometido. É, inclusive, importante registrar neste momento que o seu veículo se utilizou de meios escusos para obter informações a respeito da vida privada dessa senhora, que é uma excelente servidora e que merece ser respeitada.
Metrópoles – Secretária, temos a informação de que a senhora sobrevoou Brasília a bordo de um helicóptero do Detran, recentemente. Nesse voo, também viajaram seus familiares. Acha correto?
Márcia de Alencar – Não tenho familiares em Brasília além dos meus filhos. Eu moro aqui por conta da minha especialidade, trabalho há 22 anos na área de segurança pública, de justiça criminal, e de prevenção à criminalidade. Tenho um currículo vasto. Trabalhei mais de uma década no Ministério da Justiça, entre serviços prestados e cargos de confiança. Trabalhei para as Nações Unidas. Fomos levados para representar o Brasil em outros países. Na Operação Esplanada, tínhamos a necessidade de, pela magnitude da operação, fazer alguns sobrevoos para poder analisar o que tinha sido pactuado com o comitê de pacificação. Trabalhamos de forma exemplar durante todo o processo da operação. Estivemos o tempo inteiro à disposição do Distrito Federal, dos cidadãos e cidadãs que estão neste momento nos lendo para poder oferecer o melhor serviço, a melhor resposta de controle social em um ambiente de disputa antagônica, onde não aconteceu nenhum incidente.
Metrópoles – Secretária, por que os filhos da senhora também sobrevoaram Brasília?
Márcia de Alencar – Os meus filhos não sobrevoaram…
Metrópoles – Isso a senhora está afirmando…
Márcia de Alencar – Eu tenho dois filhos. Conforme o seu site publicou, fica evidente que tenho uma filha. E é uma filha de menor, assim como meu outro filho também é de menor. E minha filha não fez sobrevoo hora nenhuma.
Metrópoles – E o filho, secretária…
Márcia de Alencar – Apenas no segundo voo — que eu era obrigada a fazer, por uma questão de controle operacional —, com a devida permissão do piloto. Nesta situação, em que tinha uma vaga no voo, o meu filho mais velho me acompanhou, naquelas circunstâncias. Era por volta das oito horas da noite de um domingo. Eu estava a serviço, desenvolvendo um bom serviço.
Metrópoles – A Secretaria vem apresentando dados de redução em alguns índices de criminalidade. Mas a população continua a se queixar de falta de segurança. Por quê?
Márcia de Alencar – A sensação de segurança, a percepção de segurança, é diretamente ligada a forma como a mídia potencializa certos tipos de criminalidade. Nós temos o roubo a comércio e o roubo à residência, por exemplo, que não representam nem 5% de todas as estatísticas de crimes contra o patrimônio no DF, que dirá de todas as ocorrências criminais. Portanto, há uma falta de critério de como a imprensa, de um modo geral, comunica os dados da segurança pública. O fato de darmos publicidade às informações é porque consideramos que o cidadão tem de ter acesso aos índices que importam para a sua rotina. Mas, quando essas informações não são tratadas com o devido rigor científico, acaba gerando uma distorção da realidade. Se não tivermos uma política de comunicação local e principalmente das redes sociais que alcancem o nosso cidadão menos informado, estaremos, sem dúvida, deformando todo o esforço republicano de um governo socialista que só pretende garantir fundamentalmente e principalmente o orgulho de viver em Brasília.
(Colaboraram Otto Valle, Thaís Cieglinski, Carlos Carone, Kelly Almeida e Leilane Menezes)

Usar celular ao volante será infração gravíssima e valor das multas sobe mais de 50%. Confira novos preços Alterações no Código Brasileiro de Trânsito foram publicadas no Diário Oficial, mas passam a valer apenas em novembro Por: Diário Gaúcho

Usar celular ao volante será infração gravíssima e valor das multas sobe mais de 50%. Confira novos preços Diego Vara/Agencia RBS
Foto: Diego Vara / Agencia RBS
Ficará mais caro ser multado no trânsito. Os valores terão reajustes entre 52% e 66% em todo o país a partir do dia 5 de novembro, conforme publicado no Diário Oficial da União, após sanção da presidente Dilma.
Para exemplificar o tamanho desse aumento, se você for flagrado hoje avançando o sinal vermelho, que é considerado uma infração gravíssima, teria de pagar R$ 191,54. Contudo, a partir de novembro, essa mesma multa custará R$ 293,47 ao infrator.
Confira a variação nos preços das multas:

Outra mudança que chamou a atenção foi a do uso de celular ao volante. Essa infração deixará o status de média para se tornar gravíssima — o que ocasionará um acréscimo extra no preço dessa multa. O que hoje custaria R$ 85,13 ao infrator, passará a pesar R$ 293,47 no bolso de quem for autuado.

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A nova legislação também traz alterações para quem pensa em beber e dirigir. Quem se recusar a fazer o teste do bafômetro, exame clínico ou perícia para verificar a presença de álcool ou drogas no corpo terá a punição aumentada de R$ 1915,40 para R$ 2.934,70. 

Isso ocorre porque essa é uma multa cujo valor da infração gravíssima é multiplicada por dez. Em caso de reincidência em menos de 12 meses, o valor é dobrado, chegando a R$ 5.869,40. Além disso, o condutor poderá ter seu direito de dirigir suspenso por 12 meses.
Desde 2002, o preços das multas básicas não sofriam reajustes. As altas que ocorreram desde então foram pontuais, para o caso de infrações consideradas perigosas.
Nova multa entra em vigor
Além das mudanças nas regras já existentes, uma nova multa foi criada: ela tem como objetivo punir quem interromper, restringir ou perturbar a circulação na via com algum veículo, sem autorização do órgão de trânsito.
O novo artigo, diferentemente das demais mudanças, já está em vigor. Essa infração entra na lista das gravíssimas e tem multiplicador de 20 vezes o preço da multa, ou seja, custará R$ 5.869,40 ao bolso do infrator.

Senado tem 5 investigados por crime de responsabilidade

81 senadores compõem o Senado Federal e cinco deles são ou já foram investigados em ações judiciais por crimes de responsabilidade
POLÍTICA PARLAMENTARESHÁ 31 MINSPOR NOTÍCIAS AO MINUTO
Um levantamento realizado pela reportagem do UOL revela que dos 81 senadores, 5 deles já foram investigações por crimes de responsabilidade e 24 já foram investigados, denunciados ou citados em ações e inquéritos do Supremo Tribunal Federal referentes ao crime de improbidade administrativa.
Três parlamentares que respondem por crime de responsabilidade são do PMDB: Romero Jucá (RR), Dário Berger(SC) e Simone Tebet (MS). Os demais são Lindbergh Farias (PT-RJ) e o ex-presidente Fernando Collor (PTC-AL).
A publicaçãoexplica que crime de responsabilidade é a infração que fundamenta o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, acusada de violação à Lei de Responsabilidade Fiscal.
Collor foi o único punido. O atual senador pelo Estado de Alagoas sofreu o primeiro processo de impeachment presidencial da história do país em 1992. Ele teve o seu mandato cassado e tornou-se inelegível por oito anos.
Dário Berger
O ex-prefeito de Florianópolis Dário Berger (PMDB-SC) é réu na ação penal 943, instaurada no STF a partir da eleição de Berger para o cargo de senador, em 2014 --antes, o processo tramitava na Justiça estadual. Ele é acusado de crime de responsabilidade, assim como o ex-secretário de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente de Florianópolis, José Carlos Ferreira Rauen, por "uso indevido, em proveito próprio ou alheio, de bens, rendas ou serviços públicos".
Berger disse à publicação nunca ter sido condenado pela Justiça. "Pelo contrário, são constantes as absolvições que respaldam a correção da minha trajetória política e administrativa, apesar das investidas dos meus adversários, que, inclusive na esfera judicial, jamais conseguiram atribuir a mim enriquecimento ilícito ou qualquer desvio de verba pública para proveito próprio ou alheio. Reitero que não há condenação alguma ligada à minha pessoa."
Romero Jucá
Romero Jucá (PMDB-RR) é investigado no STF em processo originado em 2004, no qual Paulo Peixoto, ex-prefeito de Cantá (RR), é acusado de crime de responsabilidade. O objeto de apuração é um suposto esquema de desvio de verbas federais para obras realizadas na cidade roraimense.
Em entrevista a publicação, Jucá afirmou já ter prestado "todas as informações necessárias sobre o processo". O senador disse ainda que "a acusação é de um prefeito de Cantá, feita há 14 anos".
Lindbergh Farias
Lindbergh Farias (PT-RJ) é investigado no Supremo Tribunal Federal em dois inquéritos que apuram crimes de responsabilidade referentes a supostas irregularidades que ocorreram durante o período de seis anos no qual ele foi prefeito de Nova Iguaçu, cidade da Baixada Fluminense.
A Justiça do Rio de Janeiro bloqueou, em 2011, os bens do senador. A ação diz respeito à contratação irregular, na versão da denúncia, da empresa Rumo Novo Engenharia para realização de obras de saneamento em Nova Iguaçu, em 2005 e no primeiro semestre de 2006.
A assessoria de Lindbergh informou ao UOL que ele "nunca foi condenado, denunciado e não responde a processo no Supremo Tribunal Federal". "Todos os questionamentos analisados até agora pelo STF foram arquivados. A convicção é que os demais tenham destino semelhante. O mesmo se espera das ações que tramitam na Justiça comum", afirmou.
Simone Tebet
Simone Tebet (PMDB-MS) é investigada por crime de responsabilidade em dois inquéritos referentes a supostas fraudes em licitações no município de Três Lagoas (MS), onde ela foi prefeita entre 2005 e 2010.
Ela também responde por improbidade administrativa com dano ao erário em ação da Justiça federal. Em fevereiro deste ano, o magistrado da TRF-3 (Tribunal Regional da Federal da 3ª Região), Leonel Ferreira, bloqueou os bens de Tebet e de outros réus envolvidos em uma suposta fraude na licitação para definir o executor de obras de revitalização do balneário municipal de Três Lagoas.
A defesa da senadora alega que o bloqueio de bens ocorreu por "questionamentos técnicos do edital de licitação", mas não há "nenhum questionamento sobre superfaturamento". "O advogado apresentou recurso que será julgado em breve" e tem confiança que a Justiça anulará por completo a decisão da TRF-3 que bloqueou os bens da senadora, informou a assessoria da parlamentar.
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA
A reportagem cita ainda que dos 81 senadores, 24 foram investigados, denunciados ou citados em ações e inquéritos do Supremo Tribunal Federal referentes ao crime de improbidade administrativa. Um levantamento realizado pelo UOL aponta que os inquéritos correspondem a diferentes períodos (anteriores à legislatura) e cargos ocupados.
O relatório inclui oito dos 18 parlamentares do PMDB, partido com maior representação no Senado (Marta Suplicy, Jader Barbalho, José Maranhão, Renan Calheiros, Roberto Requião, Valdir Raupp, Dário Berger e Simone Tebet).
Três são do PSDB (Paulo Bauer, José Serra e Cássio Cunha Lima) e dois são do PT (Paulo Rocha e Lindbergh Farias). Completam a relação: PDT (Acir Gurgacz), PP (Ciro Nogueira e Ivo Cassol), PR (Blairo Maggi), PSB (Fernando Bezerra Coelho), PSC (Eduardo Amorim), PSD (Otto Alencar e Omar Aziz), PTB (Elmano Férrer e Zezé Perrella) e PTC (Fernando Collor).

Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira

Todo esse mar de lama de corrupção, enriquecimentos ilícitos, nos dar a certeza da putrefação da política já que não existe ideologia. Um mandato parlamentar concede ao mau político a fazer negociatas com o erário público de interesses pessoais, sem o mínimo interesse com os sérios problemas e dificuldades enfrentadas pela nação, se esquecendo de que a pátria não é um sistema, nem uma seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo; é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade. O voto no Brasil precisa deixar de ser obrigatório, pois a democracia séria e justa contempla esses benefícios a todos que não se identifiquem com as propostas de candidatos.
“Provérbios 12,34. A Justiça faz a grande a Nação, o pecado é a vergonha dos povos.”

Quem são os fiéis escudeiros que acompanham Michel Temer Cinco nomes do PMDB estão à frente da construção do que deverá ser o futuro novo governo do Brasil. O grupo tem trajetória superior a 20 anos Por: Marcelo Gonzatto e Guilherme Mazui/RBS Brasília 07/05/2016 - 02h00min | Atualizada em 07/05/2016 - 02h00min

Quem são os fiéis escudeiros que acompanham Michel Temer ANDRESSA ANHOLETE/AFP
Vice-presidente prepara-se para a possibilidade de assumir a Presidência com afastamento de Dilma pelo SenadoFoto: ANDRESSA ANHOLETE / AFP
A provável ascensão de Michel Temer à Presidência representará o apogeu de um seleto grupo de peemedebistas que começou a se articular em Brasília cerca de duas décadas atrás. Em seu caminho rumo ao Planalto, Temer conta com o apoio decisivo de quatro antigos aliados e amigos — Eliseu Padilha, Moreira Franco, Henrique Eduardo Alves e Geddel Vieira Lima — e de um apoiador recente, o senador Romero Jucá.
Os cinco formam o chamado "núcleo duro" do possível novo governo, que se desdobra em missões como garantir votos para o impeachment de Dilma Rousseff, blindar o vice-presidente das acusações de golpe e planejar uma nova gestão nacional.
A "ponte para o futuro" de que fala o plano de governo do PMDB começou a ser erguida em meados dos anos 1990 com os mesmos pilares que ainda a sustentam. Em 1995, Michel Temer era líder da bancada peemedebista na Câmara. Completavam a composição partidária Geddel Vieira Lima e Henrique Alves como vice-líderes, enquanto Moreira Franco, também deputado federal, comandava o partido no Rio de Janeiro.
Outro membro fundamental desse círculo, o gaúcho Eliseu Padilha, chegara a Brasília no mesmo período para cumprir seu primeiro mandato como deputado federal, mas se licenciara a fim de atuar como secretário do Trabalho no Rio Grande do Sul. Voltou à Câmara ao final do ano, formando o embrião do atual núcleo da gestão Temer. Os cinco fundaram um grupo informal no qual traçaram estratégias comuns para o partido e para suas carreiras.
Ex-prefeito de Tramandaí, Padilha era o integrante com menos peso político. Temer já tinha sido secretário de Segurança em São Paulo, Moreira havia governado o Rio de Janeiro, e Geddel estava no segundo mandato. Novato na Câmara, Padilha procurou Temer e se ofereceu para "fazer algo" pela liderança da sigla. Temer pediu que elaborasse uma radiografia dos deputados daquela legislatura, em um prenúncio dos mapeamentos políticos que tornaram o gaúcho famoso por esquadrinhar o plenário a ponto de prever placares de votações.
No papel, Padilha documentou a trajetória dos parlamentares, quais suas ligações partidárias, rivais, aliados e padrinhos na base e que setores representavam. O calhamaço surpreendeu Temer, que passou a usá-lo em projeções de votações. Assim, Padilha entrou de vez no time que tinha Moreira como pensador, Alves como amigo mais próximo do atual vice-presidente e Geddel como articulador.
A confraria política cresceu de mãos dadas. Em 1997, Temer se elegeu presidente da Câmara pela primeira vez, deixando Geddel na liderança da bancada do PMDB. No mesmo ano, Padilha tornou-se ministro de Fernando Henrique sob a bênção de Temer. Ao ser recebido pelo presidente, Padilha, advogado, imaginava que seria ministro da Justiça. Levou a poderosa pasta dos Transportes. Em 1999, após uma derrota eleitoral, Moreira Franco assumiu a função de assessor especial de FHC.
— Todos eles têm uma relação pessoal de longo tempo, de 20 e tantos anos. Sempre ocuparam espaços juntos. Quando Padilha era ministro dos Transportes, Michel presidia a Câmara, e o gabinete do Moreira Franco ficava ao lado do de Fernando Henrique no Planalto. Criou-se até um vínculo afetivo entre todos eles — afirma o deputado federal Osmar Terra (PMDB-RS).
Esse grupo, acrescido do senador Romero Jucá, agora se apronta para assumir o Planalto.
Eliseu Padilha, o braço direito
Foto: Diego Vara / Agencia RBS
Desde que deixou a Secretaria da Aviação Civil, em dezembro, o gaúcho Eliseu Padilha despacha em um escritório na ala da presidência do PMDB no Congresso. É uma sala escondida, com acesso por um corredor estreito. A simplicidade das instalações contrasta com a importância das tarefas desempenhadas pelo braço direito de Michel Temer: cotado para assumir a Casa Civil, Padilha recebe pedidos de cargos e de reuniões com o atual vice-presidente.
Em razão disso, uma romaria de políticos passa pelo corredor que leva à sala do ex-deputado. Na tarde de terça-feira, cinco parlamentares de PMDB, PSB, SD e PP aguardavam para falar com ele. O líder peemedebista na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), esteve duas vezes no local. À noite, Padilha vai ao Palácio do Jaburu discutir com Temer a formação do novo governo e as notícias do dia.
— Ele é dinâmico e tem confiança total de Temer — sustenta o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS).
O possível futuro ministro é o operador político do vice, espécie de faz-tudo que se destaca pela capacidade de organização e articulação. Além de ser um exímio mapeador de votos e de inclinações de deputados e senadores, conhece como poucos a vastidão dos cargos federais. Sabe quem ocupa quais vagas, por indicação de quais padrinhos políticos, e quem pode vir a ocupá-las.
Embora seja aliado fiel do vice-presidente desde os anos 1990, estiveram menos próximos durante o primeiro governo Dilma. Na campanha pela reeleição, em 2014, Padilha defendeu a chapa PT-PMDB e coordenou a agenda de Temer no Estado. Garantiu, assim, o retorno ao Planalto e à intimidade do possível próximo presidente.
Moreira Franco, o formulador
Foto: Omar Freitas / Agencia RBS
Da cabeça ornada pela cabeleira branca que caracteriza a figura do ex-governador fluminense Moreira Franco saem algumas das principais diretrizes do PMDB no país. O experiente político, presidente da Fundação Ulysses Guimarães, instituição dedicada a estudos e formação política do partido, ajuda a elaborar as teses da sigla há vários anos. É um dos responsáveis pelos documentos Ponte para o Futuro e A Travessia Social, que lançaram as bases de um eventual governo Temer em áreas como economia e ação social.
— O Moreira é o formulador. Em 2002, com auxílio de vários intelectuais, já havia elaborado um trabalho sobre a redução das desigualdades sociais — recorda o deputado Osmar Terra (RS), cotado para assumir o ministério de Desenvolvimento Social.
Na eleição de 2010, em companhia do ex-ministro de Lula e Dilma Mangabeira Unger e de Henrique Alves, outro membro do "núcleo duro", elaborou um programa econômico a fim de apresentar as ideias do PMDB sobre o setor à então candidata à Presidência Dilma Rousseff.
Além de cumprir o papel de pensador, Moreira Franco mantém vínculo íntimo com Temer — a quem conhece há mais de 30 anos. O político fluminense chegou a ser citado na célebre carta enviada pelo vice-presidente a Dilma em dezembro. No texto, Temer se queixa:
"A senhora, no segundo mandato, à última hora, não renovou o Ministério da Aviação Civil onde o Moreira Franco fez belíssimo trabalho elogiado durante a Copa do Mundo. Sabia que ele era uma indicação minha. Quis, portanto, desvalorizar-me".
No eventual governo Temer, o ex-governador deverá cuidar da área de concessões, privatizações e parcerias público-privadas.
Geddel Vieira Lima, o articulador
Foto: Valter Campanato / Agência Brasil
O rosto redondo e geralmente sorridente do ex-deputado federal Geddel Vieira Lima traduz uma de suas aptidões políticas: a capacidade de angariar simpatia e estabelecer articulações com diferentes interlocutores. Graças à facilidade de trato, é considerado um dos mais hábeis articuladores políticos do Congresso — talento que beneficia Michel Temer na busca de votos pró-impeachment e de apoiadores em uma eventual gestão.
Geddel costuma fazer campanhas pró-Temer há bastante tempo: em 1995, quando o vice-presidente tentava chegar ao comando do PMDB pela primeira vez, o aliado já defendia sua candidatura. Aliás, fazendo jus ao hábito de evitar conflitos abertos, Temer passava férias com uma namorada em Trancoso enquanto seus apoiadores brigavam por votos.
— O Geddel conhece muito bem a máquina do governo e faz um bom meio de campo com o Congresso. Até por isso deverá ficar na Secretaria de Relações Institucionais — comenta um deputado federal peemedebista.
Em cinco mandatos consecutivos na Câmara, já foi oposição ao PT, depois se aliou ao governo, virou ministro da Integração Nacional durante a segunda gestão de Lula e, mais recentemente, recarregou suas baterias contra os petistas após perder eleições para candidatos apoiados pelo governo.
Foi derrotado na disputa pelo governo baiano por Jaques Wagner (PT), em 2010, e por Otto Alencar (PSD-BA) na corrida ao Senado em 2014. Foi um dos primeiros a defender o rompimento com Dilma junto a Temer.
— Acabou esse constrangimento de silenciar por amizade e respeito ao Temer — disse Geddel, em julho de 2015, em entrevista ao blog do jornalista Josias de Souza.
Henrique Eduardo Alves, o amigo
Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS
Do grupo de fiéis escudeiros montado por Temer ao longo das últimas décadas, e que se aproxima de seu maior feito às vésperas do julgamento do impeachment de Dilma no Senado, o homem apontado como o mais próximo do vice-presidente é o ex-deputado federal por 11 mandatos Henrique Eduardo Alves, do Rio Grande do Norte. Embora sejam amigos desde muito tempo, ficaram ainda mais íntimos a partir de 2007, quando Temer presidia a Câmara, e Alves era líder do PMDB.
— Essa amizade cresceu quando atuamos juntos na Câmara, no dia a dia daquela Casa — afirmou Alves em entrevista ao portal UOL.
A proximidade entre ambos se estende para além do Congresso ou do Planalto. Em 2011, por exemplo, Temer e a família elegeram o Rio Grande do Norte para descansar durante o feriadão de 7 de Setembro. Refugiaram-se na casa de Henrique Alves na praia de Graçandu. A relação também resultou em facilidades para o ex-parlamentar chegar ao primeiro escalão do governo.
Após perder a eleição para o governo do Rio Grande do Norte em 2014, o ex-deputado foi convidado para ocupar o Ministério do Turismo no ano seguinte e, assim, tentar ampliar o apoio do governo entre o PMDB no Congresso. A nomeação foi sacramentada após uma reunião entre Dilma Rousseff e Michel Temer. O ministro deixou o cargo em março após o agravamento da crise entre o partido e o governo Dilma, e poderá retomar a pasta no provável novo governo peemedebista.
Henrique Alves e Geddel Vieira Lima são alvos de investigações da Operação Lava-Jato, e a Polícia Federal chegou a cumprir um mandado de busca em um apartamento de Alves. Temer já disse publicamente que investigações não impedem a nomeação.
Romero Jucá, o escudo
Foto: Reprodução / TV Cultura
O senador peemedebista Romero Jucá é o "recém-chegado" do núcleo de apoio a Michel Temer. A brevidade da aliança com o vice, porém, não reduz seu peso no plano traçado para o PMDB conquistar o Planalto.
O político de Roraima é uma das principais vozes escaladas para defender Temer das acusações de articular um golpe enquanto paga as críticas na mesma moeda ao subir o tom contra o atual governo.
— O Jucá era mais alinhado ao Renan Calheiros, mas, no ano passado, desgostoso com os rumos da economia, começou a se aproximar mais do Temer. Essa aproximação aumentou depois da divulgação da carta (escrita pelo vice-presidente para Dilma em dezembro) — comenta uma pessoa ligada ao gabinete de Romero Jucá.
No meio do ano, ainda ao lado de Renan, tentou manter protagonismo ao participar do lançamento da chamada "Agenda Brasil" com propostas apresentadas pelo presidente do Senado para retomar o crescimento. A iniciativa não prosperou. Ao testemunhar o esfacelamento da base de Dilma, ocupou de vez um lugar junto ao vice. O senador assumiu a presidência do PMDB, em abril, livrando Temer da obrigação de falar em nome do partido.
— Isso retira o presidente Michel Temer da tentativa de alguns setores de trazê-lo para uma briga de rua — afirmou Jucá logo após receber o comando nacional da sigla.
Além disso, o senador liderou o desembarque do PMDB do governo e articulou votos pró-impeachment com carta branca para negociar cargos no futuro governo. O aliado é cotado para o Ministério do Planejamento, mas pesa contra ele o fato de ser investigado na Lava-Jato.

Por Aguiasemrumo: Romulo Sanches de Oliveira “Respeito”. Palavra que para algumas pessoas nem existe no dicionário, respeito é um aprendizado que deveria começar no berço, saber ser ético, respeitar o próximo isso é uma qualidade que todo ser humano precisa ter Senhor Lula! É uma atitude tão simples saber respeitar isso é pensar no próximo! A ausência desta qualidade Senhor Lula faz do homem um ser desprezível! Lembram-se desta frase Respeite a si mesmo como respeita o próximo! É deste jeito que tinha que ser! No meu vê quem não sabe se der ao respeito no meu ponto de vista o qualifico de desonesto!

A Lava Jato está esperando Lula

A Lava Jato está esperando Lula

A denúncia envolvendo Delúbio Soares, Marcos Valério, José Carlos Bumlai e Ronan Maria Pinto não se refere apenas ao assassinato de Celso Daniel.
Ela se refere principalmente à propina da sonda Vitória 10.000, que foi paga ao PT pelo banco Schahin.
Quem embolsou essa propina de 60 milhões de reais foi Lula, em 2006. Ele será condenado por causa disso. A Lava Jato, com suas denúncias de hoje, mostra que ele não tem a menor possibilidade de escapar. As informações são do O Antagonista.

Moradores escolhem neste sábado onde será novo Bento Rodrigues Há seis meses, rompimento da barragem de Fundão destruiu o distrito. Obras devem durar 3 anos, mas início ainda depende de outras etapas. Raquel Freitas Do G1 MG

Lavouras é o local favorito para reconstrução do novo Bento Rodrigues, em Mariana (Foto: Reprodução/TV Globo)Lavoura é um dos locais onde pode ser construído o novo Bento Rodrigues (Foto: Reprodução/TV Globo)
Seis meses após o distrito de Bento Rodrigues, na Região Central de Minas Gerais, ser destruído pelo rompimento da barragem de Fundão, moradores escolhem neste sábado (7) o local onde a comunidade será reerguida. Um representante de cada família atingida vai votar entre três áreas. A votação será realizada no Centro de Convenções de Mariana, das 8h às 17h.
A barragem da Samarco, cujas donas são a Vale a BHP Billiton, rompeu-se no dia 5 de novembro do ano passado, causando 19 vítimas. Quatro delas moravam em Bento Rodrigues e uma visitava parentes na comunidade.  O “mar de lama” também destruiu mais de 80% das construções do distrito. Obrigados a sairem de casa às pressas para não mais voltarem, os moradores agora vivem a expectativa para conhecer o resultado dessa votação.
Segundo o funcionário da Samarco e líder de reconstrução das comunidades, Alexandre Pimenta, cerca de 230 famílias da comunidade estão iniciando o processo de inventário de bens. Além de casas, a previsão da Samarco é que sejam reconstruídos outros imóveis, como escola, igrejas e posto de saúde.

O terreno conhecido como Bicas, de propriedade da Samarco, é uma das áreas que podem abrigar o novo Bento Rodrigues. Distante cerca de 15 quilômetros da sede de Mariana, ele tem 186 hectares para construção, segundo a mineradora.

Carabina, de um proprietário particular, também participa da votação. De acordo com o líder de reconstrução das comunidades, o espaço fica a cerca de dois quilômetros da sede do município, e a área passível de construção é de 60 hectares.

O outro terreno é conhecido como Lavoura e pertence à ArcelorMittal. Segundo Pimenta, o terreno fica a oito quilômetros de Mariana e a área destinada à construção seria de 89 hectares.

Moradores com que o G1 conversou nesta semana demonstraram preferência por este último terreno. Eles temem que, caso Bicas ou Carabina sejam escolhidos, o início das obras se arraste por causa de disputas na Justiça. A Samarco confirma que a Carbina tem pendências judiciais, mas garante que não inviabilizam a construção. Já em relação a Bicas, a empresa nega a existência de questões judiciais.
Outra preocupação em relação ao terreno conhecido como Carabina, partilhada por integrantes da Associação de Hortigranjeiros de Bento Rodrigues, é que o terreno não seja fértil. Elas têm receio que a plantação de pimenta biquinho, matéria-prima para geleia que produzem, não possa ser retomada no local. A Samarco afirma que todos os espaços em votação tem solo de qualidade para plantio e criação de animais.

Será necessário o voto de ao menos 60% dos representantes das famílias e vencerá o terreno que obtiver ao menos 60% dos votos. A expectativa é que o resultado seja divulgado entre o fim da tarde e o início da noite deste sábado.

De acordo com Pimenta, a previsão é que as obras para reconstrução de Bento Rodrigues durem três anos. Ele não precisou, porém, uma data para o início dos trabalhos. “Após a escolha do terreno, a gente ainda vai aprofundar alguns estudos. Depois, nós vamos fazer os acordos coletivos e o desenvolvimento do ‘master plan’, que é basicamente o layout dessa comunidade. Em paralelo a isso, tem o licenciamento ambiental do empreendimento. Somente vencidas essas etapas, a gente inicia as obras”, explica.
#G1 está em Bento Rodrigues, local do desastre ambiental de Mariana. (Foto: Flávia Mantovani/G1)Rompimento da barragem de Fundão destruiu mais de 80% das construções de Bento Rodrigues (Foto: Flávia Mantovani/G1)

Senado prevê pelo menos 20 horas para votar processo de impeachment Comissão especial aprovou parecer recomendando abertura de processo. Votação no plenário do Senado está prevista para começar na quarta (11). Fernanda Calgaro e Gustavo Garcia Do G1, em Brasília


O Senado prevê que a sessão da próxima quarta-feira (11) para votar o parecer do relator Antonio Anastasia (PSDB-MG), favorável à abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, deverá durar pelo menos 20 horas, segundo informações da Secretaria-Geral da Mesa.
Pelas regras definidas, cada senador terá 15 minutos para discursar. No total, são 81 parlamentares, mas o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não votará. Com isso, só os discursos dos demais 80 somam, em tese, 20 horas.

Ainda não está decidido se será concedido prazo de meia hora para a acusação, que seria feita pelos autores da denúncia, Miguel Reale Júnior, Janaína Paschoal e Hélio Bicudo, e outra meia hora para a defesa.
Também poderão ser apresentadas questões de ordem pelos senadores durante a sessão, o que pode estender ainda mais o tempo de duração.
A previsão da Secretaria-Geral da Mesa é que, se todos os prazos forem usados, a sessão deve entrar na madrugada e a votação ocorrerá somente na manhã de quinta-feira (12).

AS ETAPAS DE TRAMITAÇÃO DO IMPEACHMENT NO SENADO
Veja como deverá ser a tramitação do processo de impeachment no Senado:
Votação pelo plenário do parecer da comissão especial
>> A ementa com o resultado da votação na Comissão Especial do Impeachment – e não todo o parecer aprovado pelos senadores da comissão – será lida logo no início da sessão de segunda-feira (9), na chamada fase do expediente.
>> Em seguida, o parecer  e o resultado da votação serão publicados no "Diário Oficial do Senado". A partir daí, serão contadas 48 horas para a votação no plenário.

>> Na quarta-feira (11), a sessão para votação do parecer deverá ter início às 10h. Ainda não está definido se a acusação e a defesa terão 30 minutos para falar no início. Em seguida, cada um dos 80 senadores que devem votar – o presidente do Senado, Renan Calheiros, não vota nessa fase, a não ser em caso de empate – poderá falar por até 15 minutos, o que deverá somar 20 horas de pronunciamentos. A sessão não deverá ser suspensa e, provavelmente, invadirá a madrugada de quinta-feira (12).

>> Após os pronunciamentos, os líderes dos 17 partidos no Senado terão um tempo para orientar as suas respectivas bancadas.
>> Abre-se então o painel de votação e os senadores votam por sistema eletrônico (sim, não ou abstenção). A votação é aberta e nominal, e será possível saber como cada um votou.
Para a votação valer, precisam estar presentes à sessão pelo menos 41 dos 81 senadores (maioria absoluta). Para que o parecer seja aprovado, é necessária maioria simples dos senadores presentes – metade mais um. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) só vota em caso de empate.

>> Se for aprovado o relatório da comissão, o processo é oficialmente instaurado.
>> Logo após a votação do parecer, será colocado em votação um projeto de resolução para definir quais benefícios Dilma Rousseff poderá manter como presidente afastada.

>> A presidente será, então, notificada (o que poderá acontecer no mesmo dia) e em seguida afastada do cargo por 180 dias. O vice Michel Temer assume a Presidência. O processo não precisa ser concluído durante o período de 180 dias de afastamento da presidente – o que possibilitaria a Dilma Rousseff retornar ao cargo com o processo ainda em andamento. Caso o parecer seja rejeitado, o processo é arquivado e a presidente permanece no cargo.

Instrução probatória e segunda votação
>> Se aprovado o parecer pelo plenário, o caso volta à comissão especial para a etapa de produção de provas, chamada de fase de instrução.
>> Será concedido à presidente um prazo de pelo menos 20 dias para apresentar a sua defesa – o prazo será fixado pelo presidente da comissão especial, senador Raimundo Lira (PMDB-PB).
>> Nessa fase, acusação e defesa poderão pedir a convocação de testemunhas, a realização de perícias e o envio de documentos que acharem adequados, como pareceres do Tribunal de Contas da União. Não há prazo definido para essa etapa. Por se tratar de um processo judiciário, o comparecimento das testemunhas convocadas é obrigatório – sob pena de serem conduzidas coercitivamente.
>> No final dessa etapa, a presidente Dilma Rousseff poderá ser interrogada. Ainda não está definido, mas é possível que se abra um prazo de até 15 dias para as alegações finais da acusação e mais 15 dias para as alegações da defesa – nenhum fato ou argumento novo poderá ser inserido.
>> A partir daí, haverá um prazo mínimo de dez dias consecutivos para que o relator apresente um parecer sobre a procedência ou a improcedência da acusação e para que a comissão vote – dentro desse período.
>> Para ser aprovado, esse parecer, que passa a ser chamado de parecer de pronúncia, necessita de maioria simples. Se isso ocorrer, considera-se procedente a acusação e começa a fase de julgamento. A decisão será lida na sessão seguinte do plenário do Senado, e o parecer, publicado no "Diário Oficial do Senado".

>> Esse parecer deverá ser submetido ao plenário do Senado em até 48 horas. No plenário, ainda não está definido se a acusação e a defesa terão 30 minutos cada para se pronunciar. Deverá, então, ser concedido prazo, provavelmente de 15 minutos, para que cada um dos 81 senadores se manifeste, o que poderá levar cerca de 20 horas e meia.

>> Para a votação valer, precisam estar presentes à sessão pelo menos 41 dos 81 senadores (maioria absoluta). Para que o parecer seja aprovado, é necessária maioria simples dos senadores presentes – metade mais um. A sessão será presidida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que passa a ter o nome oficial de presidente do Senado como órgão judiciário. O presidente do Senado, Renan Calheiros, poderá votar como qualquer outro senador nesta segunda votação.

>> Uma vez aprovado o parecer, as partes serão notificadas. Deverá ser concedido um prazo aos autores da denúncia para que apresentem em até 48 horas uma peça chamada no jargão jurídico de libelo acusatório, que nada mais é do que uma consolidação das acusações e provas produzidas. Eles também deverão apresentar um rol de testemunhas.

>> Em seguida, a defesa terá 48 horas para apresentar uma resposta, chamada no jargão de contrariedade ao libelo, além do rol de testemunhas. Todo o processo é encaminhado para o presidente do Supremo, a quem caberá marcar uma data para o julgamento e intimar as partes e as testemunhas. Deverá ser respeitado um prazo mínimo de dez dias para se marcar o julgamento. Se o parecer no plenário do Senado for rejeitado, o processo é arquivado e a presidente reassume o cargo.
Julgamento final
>> Na data marcada, o julgamento será realizado no plenário do Senado, presidido pelo presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, novamente na condição de presidente do Senado como órgão judiciário.
>> As partes podem comparecer pessoalmente ao julgamento ou serem representadas por procuradores. Poderão ser convocadas testemunhas, que serão interrogadas pela acusação, defesa e pelos senadores, que assumem o papel de juízes. No entanto, as perguntas dos parlamentares não serão feitas diretamente por eles. Elas terão que ser encaminhadas para Lewandowski para que ele faça as indagações.
>> O número de testemunhas e o tempo dos depoimentos ainda precisarão ser definidos. Ainda há previsão, segundo a Secretaria-Geral da Mesa do Senado, de realização de debates orais, embora não esteja definido quem exatamente poderia falar.

>> Depois disso, as partes se retiram da sessão para discussão entre senadores – não está definido quanto tempo cada um terá para se manifestar. O presidente Ricardo Lewandowski  elaborará um relatório, que é diferente de um parecer, pois não haverá juízo de valor.

>> Em seguida, acontece a votação nominal. Os senadores serão chamados ao microfone para responder “sim”, “não” ou “abstenção” à seguinte pergunta: “Cometeu a acusada Dilma Vana Rousseff os crimes que lhe são imputados, e deve ser ela condenada à perda de seu cargo e à inabilitação temporária, por oito anos, para o desempenho de qualquer função pública, eletiva ou de nomeação?”

>> Não há definição de como será a ordem de chamada – caberá ao presidente Lewandowski decidir essa questão. Para ser aprovado o impeachment, são necessários os votos de pelo menos dois terços dos senadores (54 votos).
>> Caso o impeachment seja aprovado, o presidente Ricardo Lewandowski lavra a sentença, que é publicada no "Diário Oficial". Dilma é então notificada, perde o mandato e fica inelegível por oito anos. O processo é, então, encerrado. Se rejeitado o impeachment, o processo é arquivado.