domingo, 28 de fevereiro de 2016

Setor automotivo fechou 108 mil vagas em 2015, segundo Caged Foram admitidas 589.499 pessoas, mas houve 698.142 desligamentos. Dados incluem montadoras, autopeças, lojas de veículos e manutenção.

Além da baixa de 26,5% na venda de veículos novos, o setor automotivo perdeu 108.643 vagas em 2015, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) enviados ao G1. Foram admitidas 589.499 pessoas no ano, mas houve 698.142 desligamentos.
Fábricas de carros
Abertura e fechamento de vagas em 2015
7.66814.820AdmissõesDesligamentos0k5k10k15k20k
Fonte: Caged
Os dados são de 9 grupos que reúnem empresas ligadas a produção, comércio e manutenção. São eles: fabricantes de carros; fabricantes de caminhões e ônibus; fabricantes de cabines, carrocerias e reboques; de peças e acessórios; empresas de recondicionamento e recuperação de motores; de manutenção e reparação de veículos; concessionárias e lojas de veículos usados; comércio de peças de reposição e acessórios; e postos de combustíveis (veja os principais grupos nos gráficos).
São Paulo, onde se concentra a maioria das fabricantes de veículos e que tem mais de 30% da frota brasileira, foi o que teve o pior resultado entre os estados, com 45.370 vagas fechadas. Em seguida aparecem Minas Gerais (-18.682), Rio Grande do Sul (-11.962), Paraná (-9.991) e Rio de Janeiro (-5.726).
Fábricas de caminhões e ônibus
Abertura e fechamento de vagas em 2015
1.1843.913AdmissõesDesligamentos0k2k4k6k
Fonte: Caged
Em MG fica a maior fábrica do país, a da Fiat, marca líder em emplacamentos, além da menor fábrica da Mercedes-Benz.
No RS, a General Motors produz o Chevrolet Onix, carro mais vendido do país em 2015, além do Prisma.
No Paraná há uma das fábricas da Volkswagen – agora junto com a da Audi –, a fábrica da Renault e a menor da Nissan, e planta da Volvo, de caminhões.
No Rio, há fábricas da Nissan, Peugeot Citroën e dos caminhões da MAN, que pertence ao grupo Volkswagen.
Pernambuco, onde a Fiat Chrysler inaugurou sua nova fábrica, no ano passado, foi um dos poucos estados com saldo positivo, de 1.362 vagas – a maioria das admissões foi na montadora e em fornecedores de autopeças.
Fábricas de autopeças
Abertura e fechamento de vagas em 2015
46.99687.481AdmissõesDesligamentos0k25k50k75k100k
Fonte: Caged
Montadoras
Somente as fabricantes de carros, caminhões e ônibus fecharam 9.881 vagas em 2015, o resultado de 8.852 contratações e 18.733 desligamentos, de acordo com o Caged.
Segundo a associação das montadoras, a Anfavea, a indústria de autoveículos encerrou o ano passado com 114.336 empregados, o menor número desde 2009, quando teve 109.043. Foi um montante 15,5% inferior ao de 2013, cuja marca de 135.343 empregados foi recorde.
A queda nas vagas seguiu o corte de 22,8% na produção, na comparação com 2014, em um ano marcado por períodos de férias coletivas, planos de demissão voluntária (PDVs) e suspensão temporária de contratos (“layoff”).
Comércio de veículos
Abertura e fechamento de vagas em 2015
94.132124.330AdmissõesDesligamentos0k50k100k150k
Fonte: Caged
PPE segurou mais cortes
Além disso, foi o ano em que o governo lançou o Plano de Proteção ao Emprego (PPE), em que os funcionários de empresas podem aceitar reduzir o número de horas trabalhadas, e também o salário, por até 1 ano.
Na época, em julho passado, a Mercedes-Benz, que já havia demitido 660 funcionários no 1º semestre e ameaçava cortar mais 1.500 em São Bernardo do Campo (SP). Ao ser a primeira montadora a acertar com os trabalhadores a adesão ao PPE, a empresa alemã cancelou as demissões previstas.
Segundo a Anfavea, cerca de 5,1 mil funcionários de montadoras terminaram 2015 afastados de suas funções devido a “layoff” e outros 35,6 mil já estavam ou aguardavam para entrar no PPE, que foi aceito também em montadoras como Volkswagen e Ford e em fornecedores de peças e acessórios para veículos.
Manutenção de veículos
Abertura e fechamento de vagas em 2015
85.11187.775AdmissõesDesligamentos0k25k50k75k100k
Fonte: Caged
Mais demissões e afastamentos
Neste início do ano, porém, a General Motors demitiu 517 funcionários da fábrica de São José dos Campos (SP) que voltavam de “layoff”.
A previsão da Anfavea é de que 2016 será encerrado com queda de 7,5% nas vendas e alta de 0,5% na produção, na comparação com o ano passado.
Única entre as 10 marcas que mais vendem a crescer nos emplacamentos em 2015, na comparação com o ano anterior – desconsiderando a Jeep, que estreou no ranking no ano passado –, a Honda decidiu manter fechada a nova fábrica que construiu em Itirapina (SP) até 2017.
Comércio de peças e acessórios
Abertura e fechamento de vagas em 2015
156.432168.772AdmissõesDesligamentos0k50k100k150k200k
Fonte: Caged
Além das montadoras
Sofrendo diretamente o reflexo do “pé no freio” na produção de veículos, as fábricas de autopeças e acessórios perderam 40.485 vagas em 2015, também segundo o Caged.
As lojas desses tipos de produto tiveram 12.340 vagas fechadas ao longo do ano, ainda que asvendas de veículos usados, os principais clientes dessas lojas, não tenham sofrido tanto quanto as de carros zero quilômetro: elas caíram 0,75% em 2015.
O comércio de carros, caminhões e ônibus perdeu 30.198 postos de trabalho. A federação dos concessionários (Fenabrave) informou, em dezembro passado, que 1.047 lojas fechadas as portas no ano passado – o país tem 7,6 mil –, o equivalente a 32 mil vagas.
Postos de gasolina vão melhor
Além dos grupos citados acima, o Ministério do Trabalho e Emprego também enviou ao G1dados do Caged referentes a empregados no comércio de combustíveis. Nesse grupo, 187.167 pessoas foram contratadas e houve 184.723 desligamentos em 2015, um saldo de 2.444 vagas criadas.

PSDB realiza prévias para escolha do candidato à Prefeitura de SP Votação eletrônica ocorre em 59 zonas eleitorais da cidade. Vencedor precisa ter mais de 50% dos votos. Do G1 São Paulo

Andrea Matarazzo, João Dória e Ricardo Trípoli (Foto: Letícia Macedo/G1, Divulgação e Lucio Bernardo Junior/Câmara dos Deputados)Andrea Matarazzo, João Doria e Ricardo Tripoli (Foto: Letícia Macedo/G1, Divulgação e Lucio Bernardo Junior/Câmara dos Deputados)
O PSDB realiza neste domingo (28) as prévias do partido para escolher um candidato para as eleições municipais de 2016 em São Paulo. Participam da disputa à candidatura tucana à Prefeitura o vereador Andrea Matarazzo, o empresário João Doria e o deputado federal Ricardo Tripoli.
Para ser eleito, o vencedor terá que receber mais de 50% dos votos. Caso isso não ocorra, será realizado um segundo turno das prévias, com data marcada para 20 de março, com os dois candidatos mais votados.
A indicação aos pré-candidatos deste ano representou uma ruptura dentro do partido, já que não teve unanimidade da cúpula tucana.
Matarazzo é apoiado por nomes como o senador José Serra e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A escolha de Tripoli é apoiada pelo deputado federal Bruno Covas e pelo secretário estadual de Energia José Aníbal. Já Doria tem o apoio do governador Geraldo Alckmin.
A votação ocorre das 9h às 15h nas regiões periféricas da cidade e das 10h às 16h no Centro expandido. Ao todo, 27 mil filiados do partido podem participar da votação em 59 pontos espalhados pela capital paulista. A apuração das urnas terá início às 17h na Câmara Municipal, no Centro.
O concorrente Matarazzo também deve votar às 10h30 no Zonal Jardim Paulista, na Assembleia Legislativa, no Ibirapuera. O pré-candidato João Doria votará às 10h30 no Diretório Zonal de Pinheiros, acompanhado do governador. E o deputado Ricardo Tripoli votará às 10h no Zonal Perdizes.
A votação será eletrônica. Os votos, no entanto, serão impressos para, segundo o partido, garantir a lisura na apuração.
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sábado, 27 de fevereiro de 2016

TRAGA SUA DOAÇÃO PARA NOSSOS ANJOS: POR QUE ESCONDES TEU ROSTO E NÃO TE PREOCUPAS COM NOSSA AFLIÇÃO? Salmo 43,25

Página curtida · 21 de fevereiro · Editado 
 
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Policial que espancou iraniano atirou em duas adolescentes em 2013 Mãe de jovem ferida disse que José Camilo atirou na perna da filha e amiga. Boletim diz que carro onde estavam jovens disparou; Corregedoria investiga. Cíntia Acayaba e Isabela Leite Do G1 São Paulo

Agressão de policial a comerciante iraniano (Foto: Reprodução/TV Globo)Agressão de policial a comerciante iraniano (Foto: Reprodução/TV Globo)
O policial civil José Camilo Leonel, que agrediu um comerciante iraniano dono de uma loja de tapetes nos Jardins, em São Paulo, é investigado pela Corregedoria da Polícia Civil também por sua atuação em uma ocorrência em julho de 2013, na qual duas adolescentes de 13 e 14 anos foram baleadas.
Segundo boletim de ocorrência registrado na época, houve troca de tiros entre o carro em que estavam as adolescentes e a viatura de José Camilo Leonel. No entanto, a mãe de uma das adolescentes disse ao G1 que as meninas foram baleadas na perna, mesmo sem estarem armadas, e depois de terem descido do carro e informado que não sabiam o que estava ocorrendo. Outros dois suspeitos estariam no carro com as meninas, mas eles não aparecem no boletim de ocorrência.
Para a mãe da adolescente, o policial quis “passar um corretivo” nas jovens. “Elas estavam na hora e no lugar errado”, disse. “Minha filha só pegou carona com esse cara que tinha roubado o carro”. Segundo a mãe, elas já estavam fora do carro e negavam participação quando o policial atirou na perna de cada uma delas.
Os policiais o abordaram, deram ordem de parada com sinais sonoros e luminosos, mas os suspeitos não obedeceram e começou uma perseguição policial. Os policiais afirmam que viram disparos saírem do carro e que, por isso, José Camilo Leonel revidou à “injusta agressão”, disparando cerca de quatro tiros contra o carro, que seguiu até parar em uma vala na Rua Serra Vermelha.Pelo boletim, José Camilo e seu parceiro faziam patrulhamento na Rua Travessa Somos Todos Iguais, Jardim da Conquista, na Zona Leste, e se depararam com um carro modelo Agile que transitava na via em atitude suspeita.
Leonel continuou a perseguir o veículo a pé, enquanto seu parceiro permaneceu no carro da polícia. Quatro pessoas saíram do veículo em atitude suspeita, mas pela escuridão, o policial não soube identificar se eram homens ou mulheres, mas que dispararam contra ele e, por isso, teve que revidar com mais quatro tiros. Os suspeitos fugiram por dois lados. Logo à frente, Leonel localizou as duas adolescentes feridas e solicitou socorro médico para ambas.
O policial relata ainda que depois constatou que o carro era roubado e que havia um revólver no assoalho do banco do passageiro. O parceiro disse no boletim de ocorrência que não presenciou a segunda troca de tiros entre José Camilo Leonel e os ocupantes do carro e que ao descer da viatura viu que as adolescentes estavam baleadas.
Levadas ao hospital
O Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) foi acionado, mas por causa da demora, os policiais optaram por levá-las ao hospital São Mateus, onde foram atendidas. As meninas foram ouvidas no hospital, mas não foi “possível a colheita formal de suas declarações”, consta no boletim.
“Em breves palavras, as adolescentes relataram que nesta noite estavam em um baile funk no bairro Jardim Conquista e que resolveram ir embora com um conhecido que estava no carro, e que estavam ainda acompanhadas por outra amiga adolescente.”
Após entrar no carro, ainda segundo o boletim, o motorista disse às adolescentes que tinha roubado o carro, mas que não haveria perigo porque tinha trocado a placa. A polícia os abordou, mas o motorista não parou. Elas disseram que tentaram sair correndo depois que o carro parou, mas que ocorreram muitos disparos e tentaram fugir, não sabendo dizer se o motorista do carro atirou, mas que elas não reagiram".
Foi solicitada perícia no local do suposto tiroteio e nas armas. O boletim não informa o que ocorreu com os demais ocupantes do carro. O delegado concluiu que os policiais civis, “em especial o policial José Camilo, agiram no estrito cumprimento do dever legal e em legítima defesa” e que há indícios que as duas participaram do crime e que assim que tivessem alta deveriam ser apresentadas à Vara da Infância e Juventude.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que o 49º Distrito Policial concluiu e relatou o inquérito policial sobre o caso à Justiça em abril de 2014. A apuração do caso também está em andamento na Corregedoria da Polícia Civil.
O G1 procurou a advogada Elaine Rasia, que representa o policial civil na investigação pela Corregedoria sobre a agressão ao comerciante em janeiro deste ano, mas ela informou que não tinha conhecimento sobre essa ocorrência e que, por isso, não iria comentar o caso.
Encontro em restaurante e agressão
José Camilo Leonel foi visto em um restaurante com a estudante universitária Iolanda Delce dos Santos, antes de ela o acionar no dia 21 de janeiro para ir à loja do comerciante iraniano. Imagens registradas pelas câmeras do estabelecimento mostram os dois se encontrando (veja no vídeo abaixo).
No vídeo, a mulher está à espera em uma mesa. O policial civil chega e cumprimenta a mulher com um beijo. Eles conversam por mais de 30 minutos. O G1 apurou que o policial e a mulher foram vistos juntos na calçada, em frente ao restaurante, que fica a 250 metros da loja, e que o vídeo está com a polícia.
Depois do encontro, a mulher foi à loja para pedir o dinheiro de volta da compra de um tapete, chamou a polícia e, em seguida, o policial civil chegou e agrediu o comerciante. Em depoimentos à polícia, tanto o policial quanto a jovem negaram que se conheciam antes do ocorrido.
O Secretário da Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, disse nesta quinta-feira (25) que o policial e a mulher combinaram toda a cena ocorrida na loja do comerciante.
"Nós já temos provas robustas que os dois não só se conheciam como se encontraram minutos antes do ocorrido. Temos provas de que combinaram o ocorrido". Moraes disse que Iolanda "vai responder por participação em todos os crimes praticados pelo investigador".
Iolanda foi depor na sede da Corregedoria da Polícia Civil na tarde de quinta-feira (25). Ela confirmou que se encontrou com o policial antes de ir à loja para ser orientada sobre os problemas que estava tendo na compra do tapete. Ela negou, no entanto, ter amizade com José Camilo Leonel.
"Isso vai sem nenhuma dúvida tipificar, no mínimo, além de abuso de autoridade, além das agressões, vai tipificar advocacia administrativa por parte do investigador", disse o secretário.
Câmera de segurança do restaurante mostra o policial civil dando um beijo na mulher no encontro antes de ela ir à loja do comerciante (Foto: Reprodução/TV Globo)Câmera de segurança do restaurante mostra o policial civil dando um beijo na mulher no encontro antes de ela ir à loja do comerciante (Foto: Reprodução/TV Globo)
Corregedoria tem o vídeo
A Corregedoria da Polícia Civil teve acesso às imagens do restaurante dias depois do caso ter sido divulgado pelo Fantástico, na edição do dia 14 de fevereiro. A reportagem mostrou imagens de câmeras de segurança da loja do comerciante sendo agredido pelo policial.
O investigador também ameaçou o iraniano e um funcionário com uma arma. Leonel trabalhava na Corregedoria da Polícia Civil e pode responder por abuso de autoridade. Após a divulgação das imagens, o policial foi afastado.
O investigador José Camilo Leonel trabalha na Corregedoria e pode responder por abuso de autoridade. Ele ainda não prestou depoimento para o procedimento administrativo, que apura, além das agressões e do abuso de autoridade, a utilização de viatura, mesmo com o investigador estando em férias.
O policial foi afastado preventivamente por 180 dias e teve de entregar distintivo e arma até o final da apuração dos fatos. O afastamento não foi publicado no Diário Oficial e ele segue recebendo seu salário. A advogada de defesa dele, Eliana Rasia, disse ao G1 que não vai comentar a investigação.
VEJA A CRONOLOGIA DO CASO:
21 de janeiro: A universitária Iolanda Delce dos Santos foi à loja do iraniano Navid Saysan tentar recuperar o dinheiro da compra de um tapete. Ela pagou R$ 5 mil pelo produto e queria o dinheiro de volta. Ela saiu da loja dizendo que iria chamar a polícia. O policial civil José Camilo Leonel chegou em seguida e agrediu o comerciante. Ele chamou o reforço do GOE. O iraniano deixou o local algemado.
14 de fevereiro: Reportagem do Fantástico mostra imagens das câmeras de segurança da loja de tapetes que mostram a agressão do policial civil ao comerciante. Após a confusão, os envolvidos foram pra delegacia do consumidor e para a corregedoria, onde foi feito um boletim de ocorrência.
15 de fevereiro: A Secretaria de Segurança Pública diz que o policial civil será afastado até o final da apuração dos fatos e que iria abrir inquérito contra a mulher.
16 de fevereiro: O policial civil é afastado por 180 dias.
18 de fevereiro: O iraniano Navid Saysan presta depoimento na Corregedoria da Polícia Civil e sai sem falar com a imprensa.
19 de fevereiro: Em entrevista ao G1, a advogada do comerciante diz que Iolanda foi vista em viatura da Polícia Civil antes de o policial agredir o iraniano.
22 de fevereiro: Reportagem do G1 revela que o policial civil José Camilo Leonel é sócio de uma empresa de segurança. Ele é um dos donos da Pentalpha Consultoria Técnica de Segurança e Investigação em Fraudes Contra Seguros Ltda., que tem como sócia administradora uma parente do policial, Zenaide Leonel dos Santos. Segundo a SSP, os policiais civis podem ser cotistas ou acionistas de empresas, de acordo com a Lei Orgânica da Polícia do Estado de São Paulo, mas não podem ser sócios administrativos ou gerentes. No mesmo dia, a secretaria recolhe o distintivo e a arma do policial.
25 de fevereiro: G1 e a TV Globo divulgam vídeo em que a estudante é vista com o policial antes da agressão na loja de tapetes. Durante a tarde, Iolanda Delce dos Santos presta depoimento na Corregedoria e muda a versão sobre seu relacionamento com Leonel. Ela afirma que foi apresentada ao investigador pelo advogado, mas nega ter amizade com Leonel. No dia 25, o G1 também divulga que o José Camilo Leonel também é investigado pela Corregedoria da Polícia Civil por uma agressão em um posto de combustíveis, em 2015.
Estudante universitária conversa com policial civil em frente a loja de tapetes nos Jardins, em São Paulo (Foto: Reprodução TV Globo)Estudante universitária conversa com policial civil em frente a loja de tapetes (Foto: Reprodução TV Globo)
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Cúpula do PMDB do Senado ainda é contra impeachment de Dilma A ala posicionista do PMDB acredita que o julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE deve demorar de seis a nove meses para ocorrer

POLÍTICA PROCESSOHÁ 2 HORASPOR NOTÍCIAS AO MINUTO
Embora a relação do PMDB com o impeachment pareça melhorar, a cúpula da sigla no Senado permanece se posicionando contra a deposição da presidente Dilma Rousseff.
De acordo com a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, a revelação de que o marqueteiro João Santana recebeu, no Brasil, valores não declarados da Odebrecht em 2014 prejudicou a imagem do Planalto no Congresso. Porém, a situação não chegou a ponto de retirar o apoio do presidente da Casa, Renan Calheiros. “Ele não se comporta como quem acha que o governo mudará em meses”, opina um aliado.
A ala oposicionista do PMDB acredita que o julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE deve demorar de seis a nove meses para ocorrer. Mas o processo de impeachment pode ser resolvida mais rapidamente, de dois a quatro meses.
Ainda segundo a coluna, mesmo que haja um acordo para retardar a tramitação do julgamento de Delcídio do Amaral (PT-MS), Renan Calheiros declarou que o Conselho de Ética tem “autonomia para tomar suas decisões independentemente da presidência da Casa”.

Por que o cessar-fogo na Síria é tão frágil Se acordo funcionar, diz analista, trégua deverá ser incompleta e parcial; entenda os problemas que podem frustrar negociação de paz após cinco anos de guerra civil.

BBC
27/02/2016 08h09 - Atualizado em 27/02/2016 08h56
Jonathan MarcusAnalista para Assuntos de Segurança da BBC

O cenário está pronto para a potencial implementação de um cessar-fogo na Síria.
O governo sírio, os russos, os americanos e seus aliados, além de quase 100 grupos rebeldes – todos parecem dispostos a aderir à trégua.
O enviado especial da ONU para a Síria Staffan de Mistura informou que os confrontos haviam "acalmado", mas uma suposta violação à trégua estava sob investigação.A primeira grande interrupção na guerra civil de cinco anos entrou em vigor às 20h (horário de Brasília) desta sexta-feira, com primeiros relatos informando que as linhas de combate estavam silenciosas.
Antes do prazo final para a trégua, o presidente dos EUA, Barack Obama, alertou o governo sírio e a Rússia que "o mundo estaria observando" o desenrolar do cessar-fogo.
Poucas horas após o início da trégua, um carro bomba matou duas pessoas na periferia da cidade de Salamiyeh, controlada pelo governo. Não havia informações sobre autores do ataque, divulgado pela mídia do governo sírio.
Se o acordo realmente funcionar, esse cessar de hostilidades – alguns preferem chamar de trégua temporária – será incompleto, parcial e, acima de tudo, frágil.
Apenas para começar, há diversos conflitos ocorrendo na Síria:
Há uma guerra pelo futuro controle da Síria. Ela opõe o regime sírio e aliados a rebeldes e apoiadores como a Turquia e os países do Golfo. O Ocidente trava uma luta contra o autoproclamado Estado Islâmico. Além disso, a Turquia está lutando contra uma expansão curda na região.Trégua temporária
O problema número um é que a trégua proposta é apenas parcial.
Ela só se aplica a um dos três conflitos – entre o regime sírio e seus opositores rebeldes.
O cessar-fogo exclui especificamente a campanha militar contra o Estado Islâmico e os grupos extremistas da Frente al-Nusra, ligada à Al-Qaeda.
Então, no melhor dos cenários, os ataques aéreos da Rússia e do Ocidente contra os dois grupos vão continuar.
Porém, é preciso dizer que até agora a Rússia realizou relativamente poucos ataques contra alvos do autoproclamado Estado Islâmico.
Sobreposição de conflitos
E isso leva ao problema número dois: as fronteiras desses vários conflitos na Síria são quase sempre vagas e se sobrepõem.
O regime sírio, por exemplo, já afirmou que não aceitará um cessar-fogo em Daraya, subúrbio de Damasco. O governo alega que as forças opositoras de lá são controladas pela Frente al-Nusra.
Alguns argumentam que isso está errado e que os guerreiros da al-Nusra não são a maioria das forças rebeldes naquela região.
Mas isso mostra que, mesmo antes do cessar-fogo, o governo sírio procurava justificativa para manter operações militares em áreas onde acredita ter vantagem.
A Rússia também argumenta ter o direito de continuar com operações aéreas contra grupos apontados como extremistas pela ONU, como a al-Nusra.
Aos olhos de Moscou qualquer grupo rebelde que tiver ligação com a Frente al-Nusra pode sofrer um ataque.
Ao menos até agora, para os russos, a maioria das forças que se opõem ao presidente sírio Bashar al-Assad têm caído na categoria de "terroristas" em algum momento.
Papel da Turquia
A complexidade do conflito envolvendo os curdos no norte da Síria leva a uma terceira série de problemas para qualquer cessar-fogo.
Lá, guerreiros curdos apoiados tanto por americanos e até certo ponto pelos russos estão progredindo em uma região que faz fronteira com a Turquia.
Por causa disso, o alarme está soando em Ancara.
O premiê Ahmet Davutoglu deixou claro que não poderia se comprometer com qualquer cessar-fogo quando há um cenário de ameaça à segurança da Turquia.
"Nós iremos tomar todas as medidas necessárias contra o YPG (guerreiros curdos) e o Daesh (Estado Islâmico) quando sentirmos que for necessário."
Ganha e perde
Esse é o lado problemático. Quem realmente se beneficiaria com um cessar de hostilidades? Ou ao menos de uma série de paradas na luta?
Certamente a população apreciará o acordo, especialmente se alimentos e suprimentos começarem a chegar a cidades e vilarejos isolados pelos combates.
Rebeldes pressionados podem aproveitar um período de pausa para se reagruparem.
A Rússia pode ao menos ver isso como um início do jogo diplomático – com negociações que reconheçam que o regime de Assad irá perdurar.
Mas pelo que se viu da diplomacia russa na Ucrânia, podemos esperar tanto períodos de cessar-fogo como erupções de luta violenta – enquanto forças do governo sírio tentam expandir e consolidar suas posições.
Futuro
A eficácia do cessar-fogo também depende de até que ponto as forças do governo sírio e seus aliados atingiram objetivos no campo de batalha.
Na prática, ninguém está muito otimista sobre a extensão da trégua.
O secretário de Estado americano, John Kerry, foi franco ao avaliar a situação: ele já falou de um plano B caso o atual esforço diplomático falhe.
Mas, ao explicar a situação a senadores americanos, disse que uma das medidas sugeridas – o estabelecimento de uma zona de segurança no norte da Síria – requereria, nas estimativas do Pentágono, o emprego de 15 mil a 30 mil militares.
Ele alertou sobre possível agravamento da situação caso a negociação de paz falhe. Disse também que pode já ser muito tarde para garantir a integridade territorial da Síria
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ROCÍO MONTES Santiago do Chile

Michelle Bachelet e Dilma Rousseff, nesta sexta-feira

Presidentas do Brasil e do Chile se reúnem em Santiago por agenda econômica

Santiago do Chile
Elas são as únicas presidentas da América do Sul, têm uma ideologia comum e ambas enfrentam problemas de política interna, embora com diferente nível de complexidade. A presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, começou na sexta-feira uma visita oficial a Santiago, no Chile, a primeira que faz desde sua participação na cerimônia de posse de Michelle Bachelet, que em março de 2014 iniciou seu segundo mandato. A viagem de Dilma, que enfrenta uma crise interna, tem o objetivo de estimular as relações econômicas e comerciais, após sua economia se contrair 4,08% em 2015, segundo as estimativas do Banco Central.
Bachelet ofereceu um almoço em homenagem à colega no Palácio de La Moneda, onde em seguida fizeram uma reunião bilateral durante cerca de uma hora. “Neste momento de crise econômica profunda, temos que cooperar”, indicou Dilma, na declaração realizada esta tarde no Palácio de Governo junto a Bachelet. A mandatária chilena informou que nos próximos 8 e 9 de junho os ministros de Defesa e Relações Exteriores de ambos países terão uma reunião pelo programa de desenvolvimento conjunto.
A brasileira veio ao Chile com uma agenda tomada principalmente pela economia: “O maior desafio que enfrento hoje é a retomada do crescimento para que o Brasil volte a criar empregos e oportunidades”, disse ao jornal El Mercurio.
Ela comentou a crise interna. “Não há nenhuma dúvida contra mim por acusações de corrupção. Tenho a consciência tranquila de que não cometi nenhum crime. Independentemente das tentativas de setores da oposição de me afastar da Presidência por meios ilegítimos e ilegais, continuarei cumprindo o que a Constituição me ordena”, disse Dilma na entrevista ao chileno El Mercurio. “O Brasil não pode e não vai parar”, disse a presidenta, que depois de desembarcar em Santiago dirigiu-se à Praça da Constituição para prestar homenagem aos heróis da Independência chilena. Lá, cerca de vinte brasileiros fizeram uma pequena manifestação. “Fora, Dilma!”, gritavam em português.
Um dos principais interesses de Dilma se refere a estabelecer pontes entre oMercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) e a Aliança do Pacífico (México, Colômbia, Peru e Chile): “Temos economias com um claro potencial de complementaridade e uma maior aproximação — inclusive física, a partir da melhoria da infraestrutura — irá beneficiará nossos países e toda a região”, analisou Dilma.
Com a queda dos preços das commodities em toda a América Latina, o Brasil e outros países pensam que chegou a hora de fortalecer o comércio dentro da região, um desafio que não parecia urgente quando as matérias-primas tinham alto valor. Com o desenvolvimento de projetos como os corredores ligando o Atlântico ao Pacífico pela América do Sul, o Governo brasileiro procura reduzir custos, abrir e aproximar os mercados e criar novas oportunidades de investimento e comércio. Nesse sentido, a visita oficial de Dilma ao Chile busca gerar a cumplicidade do Governo de Bachelet como membro da Aliança do Pacífico e, por outro lado, não ceder o protagonismo dessas conversações aopresidente argentino, Mauricio Macri, que se interessou especialmente pelo assunto.
A visita oficial estava programada para o segundo semestre de 2016, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Chile. O Brasil, no entanto, comunicou na semana passada ao Governo de Bachelet que precisava adiantá-la e, contra o relógio, começaram os preparativos — a entrevista de Dilma a um jornal chileno, inclusive, pegou a imprensa brasileira de surpresa.
Neste sábado, a presidenta brasileira tem uma reunião com empresários chilenos e uma reunião particular com uma equipe da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), o que a impedirá de participar das comemorações do 36º aniversário da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT), o seu partido, que acontece no Rio de Janeiro. A especulação na política brasileira é de que Dilma preferiu evitar a presença na festa por conta do desgaste com o partido, cujas lideranças no Senado votaram contra nesta semana o projeto de abertura de exploração do pré-sal, que tinha patrocínio velado do Governo.
Embora Dilma enfrente uma crise política que levou seu Governo a contar com um apoio de 11,4%, para Bachelet é bastante oportuno aparecer com a presidenta do gigante sul-americano neste momento. A socialista chilena vive seus próprios conflitos internos. Desde que há um ano estourou o caso Caval, envolvendo sua nora e seu filho em negócios polêmicos, seu apoio caiu para 28%, de acordo com a última pesquisa da Adimark. À margem dos desdobramentos judiciais da trama, que continua sendo investigada pelo Ministério Público, o escândalo provoca conflitos ao Governo. Os problemas do Executivo chileno e das instituições democráticas, no entanto, não têm a profundidade dos verificados no Brasil.