quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Decisão do STF é denunciada na Corte Interamericana de Direitos Humanos

Do Jus Brasil
Rômulo de Andrade Moreira
Dois baianos recorreram à Comissão Interamericana de Direitos Humanos para denunciar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, ao negar o pedido de habeas corpus 126292, ao réu Marcos Rodrigues Dantas, permitiu a execução de uma pena a partir da confirmação de uma sentença a partir do segundo grau de jurisdição. As denúncias foram apresentadas, de forma separada, pelo procurador de Justiça e especialista em direito processual penal Rômulo Moreira e pelo advogado Ivan Jezler, da Associação dos Advogados Criminalistas da Bahia (AACB). O procurador de Justiça alega que a decisão do STF viola a presunção de inocência, já o representante da AACB, vai além, e diz que a decisão viola o devido processo legal e a dignidade da pessoa humana. O relator do habeas corpus, ministro Teori Zavascki, entendeu que a manutenção da sentença penal pela segunda instância encerra a análise de fatos e provas confirmam a culpa do condenado, e, por isso, a execução da pena fica autorizada. O processualista, na denúncia, pontua que aConstituição Brasileira, de 1988, ainda possibilita a interposição de dois recursos extraordinários, sendo um perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e outro perante o STF. “Enquanto não julgados estes recursos a decisão ainda não pode ser considerada definitiva pela legislação brasileira. O acusado só poderia vir a ser preso cautelarmente, por meio da decretação de uma prisão preventiva, nos termos dos arts. 282312 e 313 do Código de Processo Penal brasileiro”, pontua Rômulo. O procurador salienta que, nesses dois recursos, a pena pode ser anulada ou modificada.
Rômulo frisa que o STF modificou sua própria jurisprudência, tomado no julgamento de um habeas corpus, em 2009, que condicionava a execução da pena ao trânsito em julgado, mas ressalvava a possibilidade da decretação da prisão preventiva. “Até 2009, o STF entendia que a presunção da inocência não impedia a execução de pena confirmada em segunda instância. A Suprema Corte brasileira, portanto, incide em reiteradas decisões conflitantes, causando uma séria insegurança jurídica aos jurisdicionados. O habeas corpus foi impetrado contra decisão do Superior Tribunal de Justiça que indeferiu o pedido de liminar em Habeas Corpus lá apresentado. A defesa buscava afastar mandado de prisão expedido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo”, relata Rômulo. O caso em discussão envolve um ajudante-geral condenado à pena de cinco anos e quatro meses de reclusão pelo crime de roubo qualificado. Depois da condenação em primeiro grau, a defesa recorreu ao TJ-SP, que negou provimento ao recurso e determinou a expedição de mandado de prisão. A ministra Rosa Weber e os ministros Marco Aurélio, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski votaram contra a execução da pena sem o trânsito em julgado e defenderam a manutenção da antiga jurisprudência. Para Moreira, agora, no Brasil, se tem uma “verdadeira execução provisória da pena” ou “prisão provisória automática decorrente do acórdão condenatório”.
O procurador questiona o que pode ocorrer caso os tribunais superiores absolvam um réu ou se fica reconhecida uma nulidade que possa extinguir a pena. “Quem irá remediar o ‘mal’ causado pela prisão (verdadeira pena antecipada) já cumprida? Centenas e centenas de decisões de tribunais regionais brasileiros são modificadas pelo Superior Tribunal de Justiça e pelo próprio Supremo Tribunal Federal”, assevera. O especialista ainda critica algumas colocações dos ministros do STF, de que a decisão tenha sido influenciada pela opinião pública e que, o ônus de uma Corte Constitucional é ser “contramajoritária”. Ele reforça, por fim, que o caso julgado na última quarta ainda estava pendente de uma decisão definitiva, pois não havia investigação judicial, e que o réu ainda pode ser inocentado.
Na petição apresentada pelo advogado Ivan Jezler, é pontuado que a execução da pena a partir da confirmação de segundo grau é “prematura” e que um parecer do subprocurador-geral da República, Edson Oliveira, aponta a ilegalidade da prisão do imputado, por expressa violação de direitos convencionais. “Apenas o réu recorreu contra uma sentença condenatória de cinco anos e quatro meses que permitiu a atividade recursal em liberdade, e o Tribunal de Segundo Grau decretou a prisão antecipada”, salienta. Ele também vê como contraditória a postura do STF em 2009 e agora, a adotada para mudar a jurisprudência. “O mesmo STF não tem admitido a impetração de habeas corpus contra suas decisões, inexistindo qualquer via impugnativa para atacar esse aresto ou mesmo um sistema de freios e contrapesos para acautelar, internamente, a constitucionalidade de decisões da Corte Constitucional. O Estado Brasileiro não prevê qualquer intervenção exógena dos outros poderes no judiciário, capaz de limitar a eficácia de julgados teratológicos como este, salvo a via legal, convencional e Constitucional que o STF luta em desrespeitar”, reclama. O advogado também afirma que há muitos casos em fase recurso em segunda instância, que podem reformar o “improvimento da apelação”, como os embargos de declaração, infringentes e de nulidade. “Não se trata apenas de Marcio Rodrigues Dantas X Brasil, o controle difuso dessa inconstitucional decisão não pode ser realizado no plano interno, centenas de milhares de acusados já estão sendo prejudicados pelo julgado Supremo, diante da iminência de decretação das prisões antecipadas pelos juízes de primeiro grau, Tribunais dos estados e Regionais Federais”, salienta. A decisão do STF, para ele, além de violar a Constituição Federale a presunção de inocência, também viola o Pacto de São José, que “consignou a todo destinatário de uma imputação penal o estado de inocência até a comprovação legal de sua culpa, não restringiu tal garantia ao duplo grau de jurisdição”.
Ivan Jezler pede que a denúncia contra o STF seja admitida pela comissão, que sejam requisitadas informações do Estado Brasileiro sobre a decisão do Supremo, que seja realizada uma investigação sobre a decisão, que pode impactar a liberdade individual de milhões de brasileiros, e que seja realizada, de forma cautelar, uma providência para que a decisão do habeas corpus 126292 não seja acolhida pela jurisdição penal do Brasil, que o pedido seja julgado procedente para recomendar ao Estado Brasileiro a observância da presunção de inocência. Os pedidos precisam ser analisados pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Se for acatado, o Brasil pode responder pela decisão do Supremo na Corte Interamericana de Direitos Humanos, receber diversas sanções e penalidades.

Com 51 anos, Luma de Oliveira mostra corpão na academia “Sempre belíssima”, publicou outro fã virtual de Luma de Oliveira que além de fazer academia para manter a saúde, também caminha e corre na orla do Rio de Janeiro para eliminar mais calorias extras.

Modelo carioca não descuida das atividades físicas (Reprodução/Instagram)
Famosa pelos tempos em que brilhou nos desfiles de Carnaval na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, Luma de Oliveira continua com tudo em cima. Aos 51 anos de idade, a famosa exibiu a boa forma nas redes sociais.
Com uma roupa justinha que ressaltava as suas curvas, a modelo carioca foi clicada na academia enquanto fazia o treino diário.“Tentando anular todos os pães que comi hoje (risos)”, escreveu a beldade na legenda da imagem publicada nesta quarta-feira (24) no Instagram. Os internautas aproveitaram a ocasião para elogiar a morena.

Honda quer que dois terços de seus carros sejam 'verdes' até 2030 Presidente-executivo da montadora anunciou meta. A partir de 2018, principais modelos terão versão 'plug-in'. Do G1, em São Paulo

Presidente-executivo da Honda, Takahiro Hachigo, em entrevista nesta quarta (24) (Foto: Thomas Peter/Reuters)Presidente-executivo da Honda, Takahiro Hachigo, em entrevista nesta quarta (24) (Foto: Thomas Peter/Reuters)
A Honda anunciou a meta de que dois terços de seus carros vendidos se tornem modelos "verdes" até 2030. Em coletiva de imprensa, nesta quarta-feira (24), o presidente-executivo Takahiro Hachigo divulgou a visão de futuro da montadora japonesa e destacou a importância de carros híbridos (com um motor a combustão e outro elétrico) e elétricos, que emitem menos ou não soltam gases poluentes.

"Vamos lançar um novo modelo híbrido na América do Norte em 2018. Depois disso, teremos uma versão 'plug-in' para todos os principais modelos e vamos aumentar essa quantidade sequencialmente", afirmou o CEO.
Hachigo, que assumiu a função há 1 ano, disse esperar que a maioria dos modelos da Honda tenha uma versão "plug-in" (com bateria para o motor elétrico recarregável em tomada).
Atualmente, cerca de 5% dos veículos da Honda têm motores elétricos e a maioria combina esse propulsor com outro a gasolina. A montadora lançará em breve, no Japão e nos Estados Unidos, seu primeiro carro elétrico movido a hidrogênio, o Clarity, cuja versão final foi exibida no Salão de Tóquio, em novembro passado.
Além disso, o executivo informou que a nova geração do sistema de célula de hidrogênio, que está sendo desenvolvida em parceria com a General Motors desde 2013, deverá ser lançada por volta de 2020.
Hachigo espera que carros híbridos e "plug-ins" sejam metade dos modelos ofertados pela montadora em 2030 e outros 15% sejam de outros veículos elétricos, como o Clarity.
Honda Clarity, movido a hidrogênio, é apresentado no Salão de Tóquio (Foto: Toshifumi Kitamura/AFP)Honda Clarity, movido a hidrogênio, é apresentado no Salão de Tóquio (Foto: Toshifumi Kitamura/AFP)
Outras montadoras têm dado peso a carros elétricos em suas metas futuras.  A Toyota disse no ano passado que a maioria das vendas globais deverá ser de modelos "verdes" por volta de 2050. A GM planeja ter 500.000 veículos elétricos de marcas como a Chevrolet rodando nos EUA até 2017. Os carros híbridos e elétricos também se tornaram a principal bandeira da Volkswagen após o escândalo com motores a diesel.
Problema dos 'airbags mortais'
O primeiro ano de Hachigo como presidente daHonda foi marcado pelo recall de milhões de carros da marca, especialmente os que são equipados com airbags defeituosos da fornecedora Takata, que atende diversas montadoras.
A falha, ligada a 10 mortes, sendo 9 em carros da montadora e 1 em um modelo da Ford, resultou no maior recall da história, envolvendo mais de 30 milhões de veículos em todo o mundo, inclusive no Brasil.
Apesar de a Honda ser a maior cliente da Takata, a montadora não planeja oferecer socorro financeiro à empresa, afirmou Hachigo.
Recorde em 2015
Em 2013, o então presidente Takanobu Ito previu que a Honda atingiria a escala de 6 milhões de veículos vendidos anualmente, a partir de março do ano que vem. A expectativa já foi derrubada por Hachigo.
Em 2015, porém, a montadora bateu seu recorde de emplacamentos nos dois maiores mercados do mundo, a China e os EUA, e viu as vendas globais subirem 6%, para 4,7 milhões de unidades. A expectativa é de que o lucro no atual ano fiscal, que termina em março, cresça 3%, para 525 bilhões de ienes (US$ 4,7 bilhões).
VÍDEOS: GUIA PRÁTICO EXPLICA OS CARROS ELÉTRICOS

SAIBA QUAL A DIFERENÇA ENTRE ELÉTRICOS E HÍBRIDOS:

NO JAPÃO, G1 MOSTRA COMO É A RECARGA DE CARRO A HIDROGÊNIO:



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Moto de Marc Márquez pode ser sua, mas custa mais de R$ 1,8 milhão

Honda RC 213V-S
Quanto custa um sonho sobre duas rodas? Se você sonha alto (bem alto!) e é um fã da motovelocidade, colocar a Honda RC213 V-S na sua garagem, a réplica da moto que Marc Márquez e Daniel Pedrosa usam na MotoGP, exigiria teóricos 200 mil euros. Ah, não esqueça de somar a esta cifra os impostos, taxas e demais custos, que aqui no Brasil geralmente duplicam o valor de um bem importado. Continha (modo de dizer…) rápida: no final você pagará 400 mil euros, ou seja, quase 1,8 milhão de reais.

Loucura? Para alguns sim. Mas para cerca 250 felizardos, comprar esta moto foi a oportunidade não só de realizar um desejo como também fazer um bom negócio. Fabricada sob encomenda, em série limitadíssima de exemplares (+/-250 motos), esta maravilha da tecnologia sobre duas rodas já era, se esgotou pouco depois de anunciada em meados do ano passado. Detalhe: apenas uma foi entregue porque a produção começou agora. Assim sendo, se você quer mesmo ter esta preciosidade, prepare-se para desembolsar o tal 1,8 milhão de reais acrescido de mais algum, cifra que permita convencer um dos felizardos a encomendá-la a se desfazer dela.

Como você leu aqui na semana passada, réplicas de motos de corrida são objetos do desejo de muitos e há pelo menos trinta anos são desovadas com parcimônia pelos fabricantes. Os três modelos dos anos 1980 da coluna passada, todos fabricados nos anos 1980, são hoje peças de coleção preciosas.

Tal tipo de moto segue a regrinha “tostines”: fabricam se poucas porque custam caro, e custam caro porque fabricam-se poucas. Embutem o que há de melhor em termos de tecnologia, são plenas de simbolismo esportivo e, de quebra, trazem performance que justifica a aparente loucura que é comprá-las.

A atual Honda RC213 V-S tem, segundo a Honda, 80% de componentes em comum com a exclusiva máquina que compete atualmente na MotoGP. Não é uma réplica só na aparência mas também nas entranhas. Sem cair ao nível do detalhe, que mereceria um livro e não uma coluna, basta dizer que ela não só tem um motor com a mesma configuração (V4 a 90 graus) e parte ciclística – chassi, suspensões, rodas e freios – que seguem as mais do que espetaculares especificações necessárias para vencer no campeonato mais exigente do motociclismo atual.Honda RC 213V-S


Assim, não se engane, pensando que é apenas na aparência que a RC213 V-S segue as pegadas da moto de Márquez e Pedrosa: materiais nobres como titânio, fibra de carbono e etc. são usados como se fossem arame e papelão, resultando em uma máquina de 1.000 cc que pesa 171 kg a seco, apenas 20 quilinhos mais que a moto de pista. Achou muito? Pois não é, considerando que a RC213 V-S está homolgada para uso rodoviário, ou seja, tem farol, lanterna, piscas, suporte de placa, espelhos retrovisores e tudo mais que permitiria  a você estacionar na frente da balada e… bem. Talvez esse não fosse o melhor uso para ela, especialmente no Brasil, mas poder, poderia!

Quando a Honda finalmente anunciou as especificações completas desta moto alguns se decepcionaram com a potência, “apenas 157 cv”, cifra menor do que a de muitas superesportivas de normal venda como a própria irmã CBR 1000RR Fireblade. Porém, este preço de 200 mil euros da RC213 V-S inclui um kit (opcional, 14 mil euros, vai querer?) que traz magiquinhas que elevam a potência a 212 cv, ou seja, bem perto dos alegados 250 cv que a real moto de corrida.Marc Marquez



Os que andaram nela – e foram bem poucos, acreditem –, em um evento de aperesentação realizado na pista de Valência, na Espanha ficaram maravilhados. Alguns destes premiados jornalistas (nenhum brasileiro…) tinham já rodado com verdadeiras máquinas da MotoGP e destacaram a total similaridade de comportamento.
Outro fez um comentário curioso: munido de um imã, não conseguiu que ele “grudasse” em nada, a não ser nos discos de freio que, ao contrário da MotoGP, não são de fibra de carbono mas sim de aço. A razão é que discos de carbono não funcionam em baixas temperaturas. Mas não se ofenda, pois os discos de aço da RC213 V-S são os mesmo que a moto de pista usa na chuva. Ah, bom…

Ducati DesmosediciDucati Desmosedici RR
Esta magnífica Honda sucede, a uma distância de oito anos, outra verdadeira race-replica da categoria MotoGP, a Ducati Desmosedici RR. Apesar de também ser uma preciosidade em termos de performance e materiais empregados, e trazer elementos praticamente idênticos à da Ducati usada à época, ela custava menos que a atual Honda.

Anunciada na metade de 2007, a venda de tal moto foi anabolizada pelo domínio de Casey Stoner na temporada da MotoGP daquele ano, o que fez os 1.500 exemplares serem encomendados em um piscar de olhos. Um pouco por conta disso, o número de unidades ser bem maior do que o da Honda RC213 V-S, é que o preço desta Ducati não foi estabelecido em um patamar tão elevado, “apenas” 55 mil euros, cerca de 250 mil reais, o que se transformaria  (naquela continha de guardanapo de padaria) algo como meio milhão de reais para importá-la para o Brasil.
Ducati Desmosedici RR

Como na Honda, esta Ducati incorporava a mesma “persona” da moto de Stoner. Motor V4, pouco peso, muita cavalaria e um comportamento muito parecido ao da verdadeira racer. Rigidíssima, geniosa e exclusiva. Só mesmo um piloto com P maiúsculo para levá-la ao limite.

Pertencentes a um mundo onde alta tecnologia, materiais preciosos e história esportiva pontilhada de conquistas se fundem, estas duas motos podem ser consideradas como as Mona Lisa da indústria da motos, obras primas dignas de museu que é, aliás, o lugar onde você as poderá ver de fato pois duvido muito que você dê de cara com uma estacionada na rua de sua casa aqui no Brasil.  

Policial que espancou comerciante é investigado por agressão em posto Apuração do caso, em 2015, está em andamento na Corregedoria, diz SSP. Investigador foi flagrado dando socos em iraniano em janeiro deste ano. Cíntia Acayaba e Isabela Leite Do G1 São Paulo

Policial civil José Camilo Leonel durante ocorrência em loja de tapetes nos Jardins, em São Paulo (Foto: Reprodução TV Globo)Policial civil José Leonel durante ocorrência em loja de tapetes nos Jardins (Foto: Reprodução TV Globo)
O policial civil José Camilo Leonel, que espancou o comerciante iraniano Navid Saysan, dono de uma loja de tapetes nos Jardins, área nobre da cidade de São Paulo, também é investigado pela Corregedoria da Polícia Civil por uma agressão em um posto de combustíveis, em 2015, na capital paulista. A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) disse que a apuração está em andamento, mas não deu detalhes sobre o caso.
No dia 14 de fevereiro, o programa Fantástico, da TV Globo, mostrou imagens de câmeras de segurança da loja do comerciante sendo agredido pelo policial (veja abaixo). O investigador também ameaçou Navid Saysan e um funcionário com uma arma. Leonel trabalhava na Corregedoria da Polícia Civil e pode responder por abuso de autoridade. Após a divulgação das imagens, o policial foi afastado e precisou entregar a arma e o distintivo.
O comerciante, no entanto, sugeriu um crédito no mesmo valor, para a compra de outros produtos. Segundo ele, a estudante recusou a proposta e disse que chamaria a polícia. Ela foi até o lado de fora da loja, faz uma ligação pelo celular e, instantes depois, um carro da polícia, dirigido por Leonel, chegou ao local, que agride a aponta a arma para Navid Saysan.O motivo da briga seria a devolução de um dos tapetes da loja. José Camilo Leonel foi chamado até o local pela estudante universitária Iolanda Delce dos Santos, de 29 anos, que pretendia devolver um tapete comprado em dezembro. Ela pagou R$ 5 mil pelo produto e queria o dinheiro de volta.
O investigador disse que não conhecia Iolanda. Em entrevista ao Fantástico, ela também negou conhecer o policial civil. A estudante, no entanto, foi vista descendo de um carro da polícia antes de ir até a loja de tapetes. "Os empregados souberam por funcionários de outras lojas que viram ela chegando na viatura, e ela desceu na esquina, mas essa pessoa se recusa a contar o fato ou testemunhar, de medo", explicou a advogada Maria José Costa Ferreira, que defende o comerciante agredido pelo investigador.
Já a advogada de defesa do policial civil, Eliana Rasia, disse ao G1 que não vai comentar a investigação ou outros casos que envolvem o investigador.
VEJA A CRONOLOGIA DO CASO:
21 de janeiro: A universitária Iolanda Delce dos Santos foi à loja do iraniano Navid Saysan tentar recuperar o dinheiro da compra de um tapete. Ela pagou R$ 5 mil pelo produto e queria o dinheiro de volta. Ela saiu da loja dizendo que iria chamar a polícia. O policial civil José Camilo Leonel chegou em seguida e agrediu o comerciante. Ele chamou o reforço do GOE. O iraniano deixou o local algemado.
14 de fevereiro: Reportagem do Fantástico mostra imagens das câmeras de segurança da loja de tapetes que mostram a agressão do policial civil ao comerciante. Após a confusão, os envolvidos foram pra delegacia do consumidor e para a corregedoria, onde foi feito um boletim de ocorrência.
15 de fevereiro: A Secretaria de Segurança Pública diz que o policial civil será afastado até o final da apuração dos fatos e que iria abrir inquérito contra a mulher.
16 de fevereiro: O policial civil é afastado por 180 dias.
18 de fevereiro: O iraniano Navid Saysan presta depoimento na Corregedoria da Polícia Civil e sai sem falar com a imprensa.
19 de fevereiro: Em entrevista ao G1, a advogada do comerciante diz que Iolanda foi vista em viatura da Polícia Civil antes de o policial agredir o iraniano.
22 de fevereiro: Reportagem do G1 revela que o policial civil José Camilo Leonel é sócio de uma empresa de segurança. Ele é um dos donos da Pentalpha Consultoria Técnica de Segurança e Investigação em Fraudes Contra Seguros Ltda., que tem como sócia administradora uma parente do policial, Zenaide Leonel dos Santos. Segundo a SSP, os policiais civis podem ser cotistas ou acionistas de empresas, de acordo com a Lei Orgânica da Polícia do Estado de São Paulo, mas não podem ser sócios administrativos ou gerentes. No mesmo dia, a secretaria recolhe o distintivo e a arma do policial.
Agressão em loja
No começo de janeiro, o iraniano Navid Saysan, dono do comércio, levou socos e foi ameaçado com uma arma após discutir com o policial José Camilo Leonel. O motivo da briga seria a devolução de um dos tapetes da loja. Leonel foi chamado até o local pela estudante universitária Iolanda Delce dos Santos, de 29 anos, que pretendia devolver um tapete comprado em dezembro. Ela pagou R$ 5 mil pelo produto e queria o dinheiro de volta.
O comerciante, no entanto, sugeriu um crédito no mesmo valor, para a compra de outros produtos da loja. Segundo ele, a estudante recusou a proposta e disse que chamaria a polícia. Ela foi até o lado de fora do comércio, faz uma ligação pelo celular e, instantes depois, um carro da polícia, dirigido por José Camilo Leonel, chegou ao local.
Estudante universitária conversa com policial civil em frente a loja de tapetes nos Jardins, em São Paulo (Foto: Reprodução TV Globo)Estudante universitária conversa com policial civil em frente a loja de tapetes (Foto: Reprodução TV Globo)
Depois de uma conversa rápida com a estudante, o policial civil entra na loja e exige a nota fiscal do tapete. Em seguida, o policial tenta algemar o proprietário e começa a agredi-lo. Ele também ameaça o comerciante com uma arma. Câmeras de segurança registraram toda a agressão. As imagens foram divulgadas pelo Fantástico (assista ao vídeo acima).
No vídeo, é possível ver que a estudante universitária assiste à agressão e não tenta impedir o policial. "Eu penso que ela cometeu uma incitação ao crime. Ela demonstrou uma frieza muito grande. Isso me causou estranheza. Se a gente tivesse pedido a ajuda de um policial e visse esse tipo de reação, a gente não ia deixar prosseguir", disse a advogada Maria José Ferreira.
Durante o registro do boletim de ocorrência na Corregedoria da Polícia Civil, após a agressão, o investigador disse que não conhecia Iolanda. Em entrevista ao Fantástico, ela também negou conhecer o policial civil.

Mãe de Neymar depõe em Madri para esclarecer transferência para o Barça Nadine Gonçalves comparece em audiência na Espanha. Família do jogador é investigada por ocultação de valores e propostas na saída do jogador do Santos

A mãe do atacante Neymar, Nadine Gonçalves, depôs nesta quinta-feira na Audiência Nacional de Madri. Ela, assim como o jogador e o pai do atleta, Neymar da Silva Santos, são investigados na Espanha por corrupção entre particulares, fraude e simulação de contratos, em caso que envolve a transferência do Santos para o Barcelona em 2013. Uma denúncia do grupo DIS deu origem ao processo que se encontra agora em fase de instrução. 
Nadine Gonçalves Neymar depoimento Barcelona (Foto: Getty Images)Nadine Gonçalves, mãe do atacante Neymar, depõe em Madri (Foto: Getty Images)




De acordo com o jornal "Marca", Nadine Gonçalves se recusou a responder às perguntas da acusação e só fez quando questionada por seus advogados ou pelo juiz. Segundo o diário espanhol, a mãe de Neymar confirmou ser sócia da N&N e de ter assinado contratos. Porém, ela deixou claro que não participava das negociações, mesma afirmação feita pelo atacante em seu depoimento no início do mês.   
Em entrevista ao "Fantástico", o pai do jogador, Neymar da Silva Santos, negou que esteja envolvido nas acusações da Justiça espanhola. 
- Foi Santos e Barcelona. Pergunte a Santos e Barcelona. Não tem nada contra a gente no momento. O juiz vai querer saber os fatos da transferência. Se a gente cometeu algum erro tributário, não tem problema nenhum. Agora, nos acusar de sonegação ou adulterar documento, isso já passou dos limites.
No último dia 2 de fevereiro, o atacante e seu pai, Neymar da Silva Santos, deram depoimentos na Justiça espanhola. O camisa 11 do Barcelona foi muito assediado na ocasião pela imprensa e torcedores na porta do tribunal e distribuiu alguns autógrafos, mas não deu entrevistas. Ainda no tribunal, o atacante mostrou-se simpático e posou para "selfies" com funcionários.
Neymar foi interrogado na condição de investigado no processo que envolveu a sua transferência do Santos para o Barcelona em 2013. A audiência foi conduzida pelo juiz José de la Mata, que, no fim de janeiro, ouviu as explicações – muito curtas, segundo a imprensa espanhola - de Josep Maria Bartomeu e Sandro Rosell, atual e antigo presidentes do Barcelona. 
Entenda o processo
Nadine Gonçalves Neymar depoimento Barcelona (Foto: Getty Images)Nadine Gonçalves depõe em Madri sobre a ida do filho para o Barcelona (Foto: Getty Images)
A DIS alega ter direito a receber 40% do valor total da transferência, que, de acordo com a Audiência Nacional espanhola, alcançou os € 83,3 milhões (R$ 356 milhões). A empresa, no entanto, só recebeu a porcentagem dos € 17 milhões (R$ 74 milhões) pagos pelo Barcelona ao Santos pela contratação do jogador.
Na audiência, Neymar respondeu às perguntas da procuradoria e dos seus próprios advogados, mas se recusou a responder as questões dos advogados da DIS (acusação) como parte da sua estratégia de defesa. Neste primeiro momento, o juiz vai ouvir todos os argumentos dos envolvidos na fase de instrução e depois decidir quem irá a julgamento.

CPI do BNDES aprova relatório final sem pedidos de indiciamento Oposição chegou a apresentar votos alternativos sugerindo indiciar Lula. Para relator, que é da base aliada, não havia elementos suficientes. Fernanda Calgaro Do G1, em Brasília

A CPI do BNDES aprovou nesta quinta-feira (25) o relatório final do deputado José Rocha (PR-PA) e deixou de fora qualquer pedido de indiciamento. O parecer foi aprovado por 20 votos a 7. A comissão parlamentar de inquérito foi criada no ano passado para apurar supostas irregularidades envolvendo empréstimos do BNDES entre os anos de 2003 e 2015.
O relatório de José Rocha recebeu elogios, inclusive de deputados da oposição, por apontar problemas nas práticas adotadas pelo banco na concessão de empréstimos.
No entanto, a conclusão do seu parecer, sem recomendar o indiciamento de ninguém, foi bastante criticada. Sub-relatores designados para ajudar no trabalho fizeram relatórios parciais com tom mais duro. Rocha, que tem uma posição mais alinhada com o governo federal, não acatou as sugestões.
Diante disso, parlamentares do PSDB, do PPS, do PDT e do PTN apresentaram quatro votos em separado sugerindo o indiciamento de diversas pessoas, incluindo o ex-presidente da RepúblicaLuiz Inácio Lula da Silva, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e os empresários José Carlos Bumlai, amigo de Lula, Taiguara Rodrigues dos Santos, sobrinho da primeira mulher de Lula, e Benedito Rodrigues de Oliveira, próximo do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel.
Indiciar alguém compete apenas às autoridades policiais e significa formalizar, com base em indícios, que essa pessoa é suspeita de determinado crime. Embora à CPI caiba apenas fazer uma recomendação, o pedido tem um peso político.
Na sessão de quarta-feira (24), quando foi discutido o relatório, o deputado Carlos Zarattini (PT-SP) acusou a oposição de querer “criar um factoide” e atingir a imagem do ex-presidente Lula ao pedir o seu indiciamento sem provas.
Ele também refutou as críticas de que houve uma blindagem do governo para evitar a convocação de pessoas e barrar o envio de dados do BNDES.
“Não existem elementos para pedir o indiciamento do Lula. O objetivo da oposição é prender o Lula porque aí a oposição não vai ter nenhum adversário à vista”, disse Zarattini, acrescentando “que não houve por parte do BNDES ou do governo tentativa de evitar que se chegasse a essa CPI os elementos usados para a investigação”.
“Não queremos prender o Lula, só queremos que ele seja investigado. Se ele for inocente, ele não vai ser preso. Não queremos ninguém inocente preso”, rebateu Caio Nárcio (PSDB-MG).