sábado, 9 de janeiro de 2016

TJ nega pedido de Arruda para anular ações da Caixa de Pandora contra ele Os advogados alegaram que o direito de defesa de Arruda teria sido violado, uma vez que a denúncia não teria sido acompanhada do termo de delação premiada feita por Durval Barbosa

Gustavo Moreno/CB/D.A Press
 
A defesa do ex-governador José Roberto Arruda pediu à Justiça a declaração de nulidade de todos os atos processuais contra ele na ação que apura crimes da operação Caixa de Pandora, mas o juiz da 7ª Vara Criminal de Brasília negou a demanda.

O pedido se referia ao período desde o recebimento da denúncia até o presente momento. Os advogados alegaram que o direito de defesa de Arruda teria sido violado, uma vez que a denúncia não teria sido acompanhada do termo de delação premiada feita por Durval Barbosa. A defesa ainda apontou que a delação não teria sido homologada.

No entanto, o juiz entendeu que a denúncia foi acompanhada de todos os documentos necessários para o contraditório e a ampla defesa. O magistrado ainda ressaltou que o acusado teve oportunidade de ter acesso ao inteiro teor da delação feita por Durval.

Sobre a não homologação, o juiz declarou que os termos de delação premiada e o preliminar foram juntados aos autos. Na decisão, ele disse que “à época da celebração do acordo de colaboração premiada firmado entre o réu Durval Barbosa e o órgão ministerial não havia a necessidade de homologação judicial do referido acordo.”

“Marcelo representa o país da velha política subserviente à finança" Numa sessão pública em Angra do Heroísmo, Catarina Martins falou das eleições presidenciais e das primeiras medidas aprovadas do acordo que viabilizou o governo. 9 de Janeiro, 2016 - 00:34h

Foto Paulete Matos
Catarina Martins interveio esta sexta-feira à noite numa sessão pública do Bloco de Esquerda em Angra do Heroísmo, onde fez o balanço das primeiras semanas da maioria parlamentar de esquerda, sem esquecer a campanha eleitoral que tem o início oficial nos próximos dias.
Referindo-se às intervenções de Marcelo Rebelo de Sousa sobre “um país divido” ou os “dois países” que resultaram do acordo entre o PS e os partidos da esquerda para formarem uma maioria parlamentar que viabilize um novo governo, Catarina diz que em Portugal existem de facto dois países. “Há um país subserviente aos interesses financeiros, o país da velha política em que se diz uma coisa e o seu contrário, que é representado por Marcelo Rebelo de Sousa. E há outro país, em que o que conta é defender quem vive do seu trabalho, quem trabalhou toda a vida, quem quer trabalhar, e a política que lhe pode responder é uma política de convicções claras e ideias coerentes”.  A conclusão é que este segundo país não podia estar mais longe de Marcelo, prosseguiu Catarina, lembrando tempos recentes em que o agora candidato apoiado pelo PSD e CDS dizia que o problema do país não era a austeridade, mas o facto de o anterior governo não saber explicá-la às pessoas.
A porta-voz do Bloco lembrou que Marisa Matias foi a única candidata a trazer clareza ao debate na campanha eleitoral, dando o exemplo da sua opção por não promulgar o Orçamento Retificativo, devolvendo-o para a Assembleia da República encontrar outra solução para o Banif diferente da imposta por Bruxelas.  “Proteger a Constituição significa ter uma voz forte contra os lóbis que querem instrumentalizar os países”, os mesmos lóbis que Marisa Matias tem combatido no Parlamento Europeu, em dossiers como a governação económica e o combate à fraude fiscal, acrescentou.
“Portugal só terá futuro se fizer uma recuperação de rendimentos”
Parte da intervenção da porta-voz bloquista nesta sessão na ilha Terceira foi dedicada à intensa atividade legislativa das últimas semanas para reverter medidas socialmente gravosas aprovadas pelo anterior governo. A este respeito, destacou a aprovação da reposição dos quatro feriados retirados pelo anterior governo como uma “condição essencial para respeitar quem trabalha e respeitar o salário”.
Também a proibição das execuções fiscais da habitação própria da família, uma proposta antiga do Bloco, foi aprovada esta sexta-feira no parlamento. “Quem já perdeu tudo não pode perder a casa”, justificou Catarina, acrescentando que as habitações de luxo ficam excluídas da medida agora aprovada.
“Quem ganha o salário mínimo ganhará mais no final deste mês, 91% dos contribuintes pagarão menos impostos com os cortes na sobretaxa, os funcionários públicos começam a ver os seus salários a ser repostos, com a garantia que estarão a 100% no final de 2016”.
No capítulo da educação, o fim dos “exames que não serviam para nada a não ser criar stress” e a sua substituição por testes de aferição foi “um passo muito importante” após quatro anos em que “Nuno Crato estilhaçou o consenso nacional sobre educação”, prosseguiu a porta-voz do Bloco.
“Portugal só terá futuro se fizer uma recuperação de rendimentos”, defendeu Catarina Martins, apresentando a diferença, embora “modesta”, dessa  recuperação que começa já a ser sentida: “Quem ganha o salário mínimo ganhará mais no final deste mês, 91% dos contribuintes pagarão menos impostos com os cortes na sobretaxa, os funcionários públicos começam a ver os seus salários a ser repostos, com a garantia que estarão a 100% no final de 2016”.
“Não podemos aceitar os ritmos que a Comissão tenta impor” para acudir à banca
Catarina Martins falou também da última fatura do sistema financeiro apresentada aos contribuintes: “a solução encontrada para o Banif foi ruinosa” e por isso o Bloco se opôs ao Orçamento Retificativo, explicou.
“O Bloco nunca estará ao lado de nenhuma das soluções que continuam a pôr dinheiro dos contribuintes a limpar bancos para privados”, defendeu Catarina Martins. No caso do Banif, “era preciso mais pressão junto da Comissão Europeia para que o banco ficasse na esfera pública”, e foi isso que o Bloco sempre defendeu junto do governo, acrescentou.
“Aceitarmos sempre os ritmos que a Comissão Europeia quer impor significa aceitarmos sempre a decisão mais imediata que apareça à Comissão Europeia”, que neste caso “pôs o Estado Português a capitalizar o Santander, que é o segundo maior banco europeu”, concluiu Catarina Martins.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Formação de policiais: 'Rituais de sofrimento' em treinamento alimentam violência policial, diz capitão da PM

Síria deixa entrar ajuda em Madaya, onde há pessoas "a morrer à fome"

A ONU diz que há pelo menos 15 localidades cercadas na Síria onde milhares sobrevivem desesperadamente KARAM AL-MASRI/AFP
Cerco à cidade pelas forças de Bashar al-Assad deixou mais de 40.000 pessoas sem comida e sem pontos por onde escapar. ONU diz que recebeu "relatos credíveis" sobre pessoas a morrer à fome.
As atenções internacionais sobre os horrores da guerra na Síria centraram-se nos últimos dias numa cidade perto da fronteira com o Líbano, onde 42.000 pessoas estão cercadas há quase seis meses por forças do regime de Bashar al-Assad. Esta quinta-feira, as Nações Unidas anunciaram que o Governo sírio concordou em aligeirar o cerco e abrir as portas para a entrada de ajuda humanitária em Madaya, uma cidade em que "há pessoas a morrer à fome e a ser mortas quando tentam fugir".
Os relatos que chegam de Madaya dão conta de uma situação insustentável, com famílias a tentar sobreviver alimentando-se de folhas e até de cães e de gatos. As redes sociais têm sido determinantes na chamada de atenção para Madaya, com a partilha de várias imagens em que surgem crianças transformadas em autênticos esqueletos, e outras, mais velhas, transportadas em carrinhos de bebé por já não se conseguirem deslocar pelos seus próprios meios.
"Já não há gatos ou cães vivos na cidade. Até começam a escassear as folhas das árvores que temos comido", disse ao canal Al-Jazira, por telefone, um dos habitantes da cidade, Abu Abdul Rahman. "Descrever a situação como sendo trágica é pouco quando vemos a realidade no terreno."
Esta quinta-feira, num anúncio inesperado, o departamento da ONU responsável pela distribuição de ajuda humanitária às populações da Síria avançou que o Governo sírio tinha permitido o acesso a Madaya, no Sudoeste do país, junto à fronteira com o Líbano, mas também às cidades de Foua e Kefraya, no Norte, mais perto da fronteira com a Turquia.
No comunicado, a agência das Nações Unidas dedica a quase totalidade do texto às preocupações com a situação em várias cidades cercadas na Síria – tanto pelas forças do regime como pelos combatentes da oposição –, e não avança pormenores nem datas sobre a distribuição de ajuda humanitária: "A ONU congratula-se com a aprovação do Governo da Síria de permitir o acesso a Madaya, Foua e Kefraya, e está a preparar-se para entregar ajuda humanitária nos próximos dias."
Yacoub El Hillo, coordenador da ONU na Síria, e Kevin Kennedy, que coordena a entrega de ajuda humanitária aos sírios afectados pela guerra que começou em 2011, não comentam as imagens de crianças a morrer à fome que têm circulado pelas redes sociais – e que têm sido republicadas por vários jornais um pouco por todo o mundo –, mas dizem que as Nações Unidas "receberam relatos credíveis sobre pessoas a morrer à fome e a ser mortas quando tentam fugir".
"A última vez que Madaya recebeu uma caravana [com ajuda humanitária] e em que foram resgatadas pessoas com ferimentos foi em Dezembro, mas a cidade ficou inacessível desde então, apesar dos vários pedidos de acesso", disseram os responsáveis das Nações Unidas. Quanto a casos em particular, o comunicado relata "a informação de que um homem de 53 anos morreu à fome no dia 6 de Janeiro de 2016 [quarta-feira], enquanto a sua família de cinco elementos continua a sofrer de má nutrição severa".
Devido ao cerco imposto pelas forças do regime de Bashar al-Assad, não há relatos em primeira mão no terreno por parte de jornalistas independentes – a informação que sai de Madaya é geralmente obtida ou por telefone ou através de declarações de activistas próximos de um dos vários grupos de rebeldes que combatem contra o Exército sírio.
Mas as descrições feitas por uns e outros dão conta de um cenário horrível, com a morte a espreitar em cada esquina: "Morrer subitamente em bombardeamentos do Exército sírio é mais misericordioso do que a morte lenta que enfrentamos todos os dias", disse um activista dos direitos humanos que vive em Madaya, Manal al-Abdullah, ao site Al-Monitor, via Skype.
"Estamos a morrer na enorme prisão que é Madaya. Chegámos a um beco sem saída depois do falhanço do acordo de cessar-fogo. Eles não nos deixaram sair, nem deixaram entrar comida. Não há solução à vista para a crise de fome. Pedimos ao regime e à oposição que resolvam os seus problemas políticos longe dos civis. Não podemos aguentar esta situação por mais tempo", disse Manal al-Abdullah.

Jihadista mata mãe porque ela pedia para ele deixar o Estado Islâmico Mulher de 40 anos foi morta diante de centenas de pessoas. Caso aconteceu na quinta-feira (7) em Al-Raqqah.

Do G1, em São Paulo
Um jihadista de 20 anos matou a mãe na cidade de Al-Raqqah, na Síria na quinta-feira (7), de acordo com observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

A mulher de cerca de 40 anos incentivava o filho a deixar o Estado Islâmico e abandonar a cidade onde a coalização tem matado integrantes do grupo.

O filho falou para a organização sobre a mãe e cometeu o crime perto do prédio dos correios onde ela trabalhava na frente de centenas de pessoas.

BC chinês fortalece taxa referencial do iuan pela 1ª vez em 9 dias sexta-feira, 8 de janeiro de 2016 07:19 BRST


XANGAI (Reuters) - O iuan se firmava nesta sexta-feira depois que o banco central fortaleceu sua taxa referencial pela primeira vez em nove dias úteis.
A China permitiu que o iuan sofresse a maior queda em cinco meses na quinta-feira, pressionando moedas regionais e provocando baixas nos mercados globais uma vez que investidores temem que isso vá provocar desvalorizações competitivas.
O BC chinês determinou a taxa referencial em 6,5636 por dólar antes da abertura do mercado, contra 6,5646 por dólar determinado antes e fechamento de 6,5929 por dólar no dia anterior.
(Reportagem de Pete Sweeney)

10 produtos apresentados na CES Las Vegas que você precisa conhecer

Oculus-Rift


A feira realizada todos os anos no estado de Nevada, nos EUA, reúne as principais marcas de tecnologias do mundo


Oculus RiftUma das sensações da feira (foto acima), o dispositivo de realidade virtual comelçou a ser vendido por US$ 599 e o primeiro estoque esgotou-se em 15 minutos. O produto conta com sensor, controle remoto e permite assistir vídeos em 360 graus e jogar games de Xbox One e PC.

Fitbit Blaze
Apontado como concorrente direto do Apple Watch e do Samsung Gear, o smartwatch custa US$ 200, tem GPS, traz sensor de batimentos cardíacos, modo multi-esportes e ainda oferece dicas de treinamentos. Além disso, a marca garante que a bateria aguenta até cinco dias sem uso.
Fitbit-Blaze
Tablet 4K e 3D
O Notebook 2 em 1 Latitude 12 7000, da Dell, contam com imãs que permitem transitar entre os modos tablet e computador móvel. Além de contar com câmera 3D, a tela de 12,5 polegadas exibe imagens em 4K. O equipamento pesa apenas 730 gramas e chega para concorrer com o Surface Pro e com o HP Elite X2 1012.
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TV dos sonhos
A LG chutou o balde e mostrou uma TV de 98 polegadas com 8K de resolução. É o primeiro modelo 8k do mundo. Com 7.680 x 4.320 (ou seja, oito vezes mais qualidade que uma tela Full HD), a LG 98UH9800 conta com sistema operacional WebOS e poderosos alto falantes? O preço não foi divulgado.

Geladeira inteligente
A Samsung Fridge conta com uma tela de 21,5 polegadas (1080p) conectada à internet. O display permite ouvir música, se conectar com sistemas Android ou iOS, travar a geladeira com password e até fazer compras on-line diretamente do equipamento. O preço? US$ 5.000.
Samsung-Fridge
Nikon D5
A câmera top de linha da marca japonesa tem 20.8MP full frame, 153 pontos de autofoco, disparo contínuo de 12 frames por segundo (com autofoco tracking) e ISO 100-102400 (expansível para 3280000). Ou seja, dá para tirar excelentes imagens com baixa luminosidade. Além disso, a DSLR grava vídeos em 4k com 30fps.
Nikon-D5-Nova
O SSD mais fino do mundo
A Sandisk trouxe o X400, um disco rígido SSD de 1TB com apenas 1,5mm de espessura. O modelo alcança velocidades de leitura/gravação sequencial de até 545MB/s e 520MB/s, respectivamente.
SanDisk-X400
Monitor sem fio
Focado no mercado corporativo, a Dell lançou o monitor UltraSharp 23″ wireless que permite que os usuários compartilhem o conteúdo de seus portáteis (Windows ou Android) sem a necessidade de cabos. O modelo conta ainda com um carregador sem fio para dispositivos móveis compatíveis.
Dell UltraSharp 23
Ultrabook de respeito
O Razer Blade Stealth é um notebook que traz uma configuração de peso: processador Core i7-6500U de 2,5 GHz, 8GB RAM de 1.866 MHz, 128GB de SSD e tela com resolução de até 2.560 x 1.440. Mas a grande sacada do portátil, que custa a partir de US$ 999, é que ele permite conectar placas de vídeo offboards, dando ainda mais poder à máquina.
note-game
Tela flexível
A LG mostrou o protótipo de uma tela flexível de 18 polegadas que pode ser totalmente enrolada como um jornal e utilizada em tablets e smartphones. O display conta com tecnologia OLED, com pixels com materiais orgânicos que reagem a correntes elétricas, que impedem distorções na exibição de imagens.